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Construindo verde
Cada vez mais empreendimentos buscam unir conforto e sustentabilidade
Por Cynthia Magnani • 10/11/2008

O mundo tem estado cada vez mais "verde". A preservação do meio ambiente está presente em quase tudo o que vemos, ouvimos ou consumimos, desde os alimentos, os combustíveis, roupas, chegando até à compra da casa própria. O movimento tem ganhado força e adeptos no Brasil e no mundo: é cada vez mais comum ver pessoas que procuram um lar ou um ambiente de trabalho com conforto, modernidade e responsabilidade ambiental. A tal "construção verde" é constituída de práticas para aumentar a economia e bem-estar, não apenas das pessoas que irão morar ou trabalhar em determinado prédio, mas do próprio meio ambiente.

O termo "construção verde", ou green building, no entanto, não é novo. Foi cunhado nos anos 70 - não por acaso, é contemporâneo da crise do petróleo, quando fontes de energia alternativas começaram a ser estudadas e exploradas por cientistas do mundo todo. Aliás, pequenos elementos da construção que já começavam a trazer benefícios para a natureza surgiram muito antes da criação do termo. Nos anos 30, por exemplo, começaram a ser implantados nas construções os vidros refletores e as lâmpadas fluorescentes.

O intuito é reduzir cada vez mais as nossas emissões, minimizar o uso de energia, promover o maior reaproveitamento possível da água utilizada no processo produtivo e buscar mais materiais alternativos para fabricação dos nossos produtos

Responsabilidade total

A sustentabilidade pode estar nos detalhes e nas pequenas atitudes, que fazem toda a diferença. Isto implica prestar atenção não apenas ao uso de materiais alternativos e naturais, como a madeira, mas também à conduta dos fornecedores dos materiais que serão empregados na sua construção. Não adianta nada montar uma casa totalmente "responsável" comprando produtos de empresas que poluem, desmatam e não se preocupam em reduzir suas emissões de gás carbônico.

Um exemplo de fornecedor responsável é a fábrica de cimento Holcim. Segundo produto mais consumido no mundo (usado para a construção de casas, escolas, hospitais, prédios etc), o concreto, do qual o cimento faz parte, é bastante poluente, mas a empresa tomou medidas para reduzir o impacto de suas atividades. "Conseguimos reduzir o uso de combustíveis fósseis em cerca de 15% nos fornos da nossa fábrica, implementando um sistema de transformação de resíduos industriais em combustíveis alternativos. Esse processo, o co-processamento, é utilizado pela companhia em escala mundial. Também substituímos parte da matéria-prima mineral de nosso cimento (calcário, areia etc.) por um elemento chamado escória, que é descartado pela indústria siderúrgica", revela Francisco Mezzalira, gerente de produtos da Holcim.

Além disso, há que se ter um cuidado especial com as áreas de mineração. De acordo com Mezzalira, os esforços da empresa já permitiram alcançar um índice de reaproveitamento de 96% dos materiais utilizados nos processos. "Nossos planos de recuperação dessas áreas começam décadas antes de nossa operação se encerrar no local e sempre são feitos em conjunto com as comunidades que vivem na região. O intuito é reduzir cada vez mais as nossas emissões, minimizar o uso de energia, promover o maior reaproveitamento possível da água utilizada no processo produtivo e buscar mais materiais alternativos para fabricação dos nossos produtos", acrescenta.

Além de sempre aprimorar seus processos para torná-los cada vez mais sustentáveis, a empresa ainda mantém uma fundação para promover o debate sobre a construção sustentável, com um extenso programa de treinamento de lojistas e profissionais da construção civil. "Com sede na Suíça, a Holcim Foundation for Sustainable Construction atua em todo o mundo e promove, entre outras coisas, um concurso chamado Holcim Awards, que distribui dois milhões de dólares para projetos de construção sustentável", explica o gerente.







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