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Efeito estufa para cá, desmatamento da Amazônia para lá... Todos os dias a água diminui nos oceanos, a temperatura se eleva cada vez mais, animais são traficados, mortos e extintos. Para algumas pessoas, é impossível conviver com isso e virar as costas para o planeta. Então, elas sobem em chaminés de termelétricas a carvão, tentam evitar testes nucleares, viajam presas a mastros de navios para impedir o desembarque de toneladas de madeira extraída ilegalmente. Podem até ser presas, mas o que importa, para elas, é um objetivo maior: salvar o planeta. Você pode até não ligar muito para tudo isso, mas saiba que é pelo seu bem-estar que eles estão brigando também.
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Saiba como abraçar a causa no dia-a-dia
Para quem sabe a importância do assunto e se anima a fazer a sua parte, saiba que não é tão difícil começar a se engajar na causa. Não é preciso estar ligado a nenhuma instituição - qualquer pessoa pode ser um ativista ecológico e fazer algo de bom para o futuro do meio ambiente. "Adote práticas saudáveis e sustentáveis, sem desperdício, com consumo responsável, por exemplo. Colabore com quem está ao seu lado, em todas as suas atitudes e assumindo a sua co-responsabilidade perante os recursos naturais", ensina Malu Ribeiro, jornalista e coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, e ativista desde 1983.
Foi exatamente isso que a dentista Talita Abrantes, de 28 anos, fez. "Há dois anos resolvi que ia me preocupar mais com o mundo e comecei fazendo uma reflexão sobre os meus atos. Parei de comer carne, reciclo o lixo, estou sempre com minha sacola retornável em mãos e procuro evitar os desperdícios de água, energia, alimentos. Sempre converso com as pessoas que estão a minha volta para tentar conscientizá-las", conta.
Fazendo a sua parte
E Talita está certíssima. A defesa do planeta não é uma luta, e sim uma causa de todos, como explica Malu Ribeiro: "Quando estamos diante de uma luta temos um inimigo, uma meta e há uma conquista; depois nos desmobilizamos. Uma causa é diferente, é mais lenta e perene, mas precisa ser assumida por muitos para que gere transformações reais", ressalta.
E, ao contrário do que se pode imaginar, não é preciso ações grandiosas para fazer mudanças significativas. Pequenos passos para ajudar o planeta são o começo da caminhada para um mundo melhor. "Podemos pensar que nossas pequenas atitudes não ajudam, mas é um grande equívoco. Ajudam muito. Pode parecer praticamente nada, mas se uma pessoa passar a reciclar e deixar de jogar fora produtos que podem ser doados a cooperativas de reciclagem, gerando renda e despoluindo... Somos mais de 18 milhões de cidadãos - cada gesto vale toneladas de resíduos por dia", explica Malu.
A jornalista conta que sua inserção no grupo dos que querem efetivamente um mundo melhor aconteceu por acaso. Um dia, fez uma reportagem sobre a existência de materiais radioativos em um depósito de resíduos nucleares, que armazena Tório e Urâneo, em um sítio no município de Itu, São Paulo. "A falta de informação a respeito e o fato de que esse assunto, na época, era considerado de segurança nacional, fizeram com que eu me dedicasse a investigar mais fatos que tinham como pano de fundo a degradação e contaminações ambientais", relata.
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