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Terceiro passo
Vigilantes do Bolso: o terceiro passo é entender as emoções
Por Eliana Bussinger • 02/01/2007
Todas as mulheres que conheço sabem que comer doces e chocolates em excesso engorda. E todas elas também sabem que gastar mais do que se ganha emagrece a conta bancária.
Em ambos os casos, trata-se de um óbvio desequilíbrio. Uma equação que não fecha! Se ingerimos mais calorias do que conseguimos queimar, vamos acabar carregando uma bagagem extra em torno da barriga e dos culotes! Sem falar do horror dos horrores - a celulite! E se gastamos mais do que ganhamos, o nome do excesso cometido é dívida.
Mas, se compreendemos isso tão bem, por que afinal cedemos toda hora e engolimos "só mais um chocolatinho", passamos mais um cheque pré-datado ou sacamos o cartão de crédito da bolsa com certa candura e sem a menor idéia de quanto de saldo ainda resta para aquele mês?
Bem, não há um motivo isolado para cedermos. Ao contrário. Há muito mais complexidade nessas duas equações do que sonharia qualquer gênio da matemática! Eu particularmente acredito que uma dessas variáveis seja justamente o fato de que nem tudo é tão óbvio quanto parece! E estou convencida de que muitas pessoas quando gastam seu dinheiro ou contraem dívidas estão dando um espetacular salto no escuro, movidas pela emoção e não pela racionalidade.
Agir com racionalidade seria algo mais ou menos assim: ter um orçamento muito bem controlado de receitas e despesas e, na hora de comprar, tirar a calculadora da bolsa, fazer uma análise dos juros, avaliar a capacidade de pagamento mensal, enfim, ponderar todos os custos, riscos e benefícios de qualquer aquisição. Assim fazem as empresas bem-sucedidas, e assim nós deveríamos fazer, dizem os financistas.
Mas, hei, quem é que vai fazer isso para compras rotineiras? Talvez façamos para comprar um carro ou uma casa. Mas todo dia, toda hora... Simplesmente não iremos fazer! Iludem-se aqueles que acham que isso é possível e ficam nos dando conselhos sobre autocontrole, disciplina etc. Aliás, se fizéssemos isso o tempo inteiro o dinheiro assumiria uma importância excessiva em nossas vidas e perderíamos muito do prazer que encontramos em comprar o perfume que nos faz sentir tão bem, o vestido que nos dá um certo charme ou o sapato que embeleza as nossas pernas! Isso sem falar do prazer de um chocolate (branco) derretendo no céu da boca!
Somos humanas, não há fórmula que nos faça agir com racionalidade, pelo menos não o tempo todo. Por isso, é importante ter em mente que ao tomarmos uma decisão financeira raramente agimos com 100% de racionalidade. Desvios serão inevitáveis porque sempre há emoções por trás das nossas decisões de compra. O que temos que aprender é como lidar com essas emoções que provocam esses desvios, porque essa é a principal variável que impacta o resultado das nossas decisões financeiras, tanto de endividamento, quando de investimento.
Então, a minha pergunta dessa semana é: que emoção (ões) costuma(m) estar atrás das suas decisões de compra?
O principal problema de quem tem excesso de peso não é a comida, mas a administração das emoções, principalmente ansiedade e estresse. Comida é vida, é algo bom. É nutritiva e essencial. Mas quando as pessoas usam a comida como medicamento para um momento de solidão, de insatisfação, aí ela vira um símbolo, atrás do qual as pessoas vão quando sentem emoções dessa natureza! Não estou afirmando que o seu endividamento tenha se originado em simbologias dessa natureza. Mas é possível, acredite! Muitas mulheres passam por esse processo. Por isso, a importância de reconhecermos as nossas emoções, para evitar, inclusive, a reincidência, depois que conseguirmos arrumar a casa.
Fique atenta a algumas emoções que estão atrás de uma decisão de compra: ansiedade, frustração, medo, felicidade, alegria, angústia, descaso, depressão, tristeza, insegurança, incerteza, euforia.
Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.
Em ambos os casos, trata-se de um óbvio desequilíbrio. Uma equação que não fecha! Se ingerimos mais calorias do que conseguimos queimar, vamos acabar carregando uma bagagem extra em torno da barriga e dos culotes! Sem falar do horror dos horrores - a celulite! E se gastamos mais do que ganhamos, o nome do excesso cometido é dívida.
Mas, se compreendemos isso tão bem, por que afinal cedemos toda hora e engolimos "só mais um chocolatinho", passamos mais um cheque pré-datado ou sacamos o cartão de crédito da bolsa com certa candura e sem a menor idéia de quanto de saldo ainda resta para aquele mês?
Bem, não há um motivo isolado para cedermos. Ao contrário. Há muito mais complexidade nessas duas equações do que sonharia qualquer gênio da matemática! Eu particularmente acredito que uma dessas variáveis seja justamente o fato de que nem tudo é tão óbvio quanto parece! E estou convencida de que muitas pessoas quando gastam seu dinheiro ou contraem dívidas estão dando um espetacular salto no escuro, movidas pela emoção e não pela racionalidade.
Desvios serão inevitáveis porque sempre há emoções por trás das nossas decisões de compra. O que temos que aprender é como lidar com essas emoções que provocam esses desvios
Agir com racionalidade seria algo mais ou menos assim: ter um orçamento muito bem controlado de receitas e despesas e, na hora de comprar, tirar a calculadora da bolsa, fazer uma análise dos juros, avaliar a capacidade de pagamento mensal, enfim, ponderar todos os custos, riscos e benefícios de qualquer aquisição. Assim fazem as empresas bem-sucedidas, e assim nós deveríamos fazer, dizem os financistas.
Mas, hei, quem é que vai fazer isso para compras rotineiras? Talvez façamos para comprar um carro ou uma casa. Mas todo dia, toda hora... Simplesmente não iremos fazer! Iludem-se aqueles que acham que isso é possível e ficam nos dando conselhos sobre autocontrole, disciplina etc. Aliás, se fizéssemos isso o tempo inteiro o dinheiro assumiria uma importância excessiva em nossas vidas e perderíamos muito do prazer que encontramos em comprar o perfume que nos faz sentir tão bem, o vestido que nos dá um certo charme ou o sapato que embeleza as nossas pernas! Isso sem falar do prazer de um chocolate (branco) derretendo no céu da boca!
Somos humanas, não há fórmula que nos faça agir com racionalidade, pelo menos não o tempo todo. Por isso, é importante ter em mente que ao tomarmos uma decisão financeira raramente agimos com 100% de racionalidade. Desvios serão inevitáveis porque sempre há emoções por trás das nossas decisões de compra. O que temos que aprender é como lidar com essas emoções que provocam esses desvios, porque essa é a principal variável que impacta o resultado das nossas decisões financeiras, tanto de endividamento, quando de investimento.
Então, a minha pergunta dessa semana é: que emoção (ões) costuma(m) estar atrás das suas decisões de compra?
O principal problema de quem tem excesso de peso não é a comida, mas a administração das emoções, principalmente ansiedade e estresse. Comida é vida, é algo bom. É nutritiva e essencial. Mas quando as pessoas usam a comida como medicamento para um momento de solidão, de insatisfação, aí ela vira um símbolo, atrás do qual as pessoas vão quando sentem emoções dessa natureza! Não estou afirmando que o seu endividamento tenha se originado em simbologias dessa natureza. Mas é possível, acredite! Muitas mulheres passam por esse processo. Por isso, a importância de reconhecermos as nossas emoções, para evitar, inclusive, a reincidência, depois que conseguirmos arrumar a casa.
Fique atenta a algumas emoções que estão atrás de uma decisão de compra: ansiedade, frustração, medo, felicidade, alegria, angústia, descaso, depressão, tristeza, insegurança, incerteza, euforia.
Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.
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