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colunista Eliana Bussinger
O artigo de hoje foi baseado na pergunta de uma leitora: " Oi, Eliana! Estava lendo aquele livro que você traduziu - "Você está pronta para ficar rica?" - e a autora recomenda que somente após termos o equivalente a seis meses de salário na poupança é que deveríamos começar a diversificar nossos investimentos. Isso é realmente recomendado?"
Prevenir-se construindo um fundo emergencial faz parte de um plano financeiro e de um orçamento equilibrado. As pessoas precisam estar preparadas para despesas inesperadas ou acontecimentos imponderáveis como: perda ou declínio salarial, viuvez, doenças de todo tipo (ocasionando gastos com remédios, hospitais, médicos, locomoção, roubos, reposição de eletroeletrônicos, e tantas outras). Isso sem falar em despesas sazonais que pegam muita gente desprevenida como: IPVA, IPTU, material escolar, matrículas de escola, aniversários, casamentos.
Para alguns casos existem seguros, mas para outros a formação de um fundo emergencial é que é a solução.
O fundo emergencial (ou reserva emergencial) é muito importante para quem pretende seguir um plano de manutenção da dieta financeira. E incluo tanto investimentos quanto empréstimos! São reservas dessa natureza que impedem algumas pessoas de contrair dívidas. Ou reincidir quando já conseguiram se livrar delas.
Sei de situações em que as pessoas simplesmente se arruínam para solucionar problemas que surgem inesperadamente. Afinal, ninguém está livre de passar por crises financeiras. Ao contrário.
Se você tiver que passar por uma situação imprevista e não tiver o dinheiro necessário para saneá-la é mais do que provável que você tenha que fazer empréstimos (a juros exorbitantes na maioria das vezes) ou vender um bem a qualquer preço para solucionar o caso (e aqui estão incluídos os imóveis e outros investimentos, tais como ações).
Assim, o ideal é constituir um fundo emergencial que servirá para situações imprevistas. Em muitos casos nem são tão imponderáveis. Ocorrem na margem de possibilidades da vida de cada um.
É bom lembrar que a maioria de nós precisa construir um fundo emergencial, mas as razões para tal costumam divergir de uma pessoa para outra. E a quantia também.
Segundo os especialistas em finanças, três a seis meses de salário (ou da renda mensal da família) é o ideal para se manter em um fundo emergencial. Uma profissional autônoma (dentista, médica, cabeleireira, entre outras) deveria guardar ainda mais. Talvez uma quantia para um ano sem trabalho. Ou fazer um bom seguro. Afinal, sua receita depende de esforço próprio e saúde perfeita.
Eu, particularmente, acredito que só você saberá determinar o quanto é necessário ter - e por quanto tempo - para poder dormir bem à noite.
De qualquer forma, para construir um fundo emergencial, você precisa:
1. Determinar a quantia que é necessária para a sua situação individual
2. Determinar o prazo em que o dinheiro poderá vir a ser necessário
3. Depositar o dinheiro em instrumentos financeiros de fácil acesso, com o mínimo de penalidades para retiradas antecipadas. É o que chamamos de produtos financeiros de alta liquidez. Geralmente são os instrumentos mais seguros, embora de menor rentabilidade. Se você colocar seu dinheiro em investimentos que não possam virar dinheiro rapidamente (ou se para transformá-lo em dinheiro rapidamente você vai ter que perder muito), então o fundo deixa de ser emergencial. Evidentemente como disse antes, isso depende das características individuais. Cito como exemplo uma pessoa jovem que viva com seus pais. Caso eles - os pais - já possuam a reserva emergencial ideal para a família, o jovem não precisará (não necessariamente) construir uma para si próprio.
Comece a poupar agora para atingir rapidamente a quantia que você julgou necessária.
Lembre-se: o saldo do cheque especial e os limites do cartão de crédito, ainda que reservas, não pertencem a você. E para usar esses saldos você precisa pagar por ele. E alto!
Construindo a sua própria reserva você não paga por ela. Ao contrário, recebe juros.
Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.
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