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Passo 17
Vigilantes do bolso: passo 17. Pague a você mesma antes
Por Eliana Bussinger • 08/05/2007
Muitos livros de finanças - até mesmo o meu, As leis do dinheiro para Mulheres - sugerem que as pessoas iniciem o pagamento das suas contas mensais "pagando-se a si próprias" antes de qualquer outro credor ou prestador de serviços. Afinal, você trabalhou, você merece um pagamento. Acontece que quase todas as pessoas deixam para "se pagar" em último lugar, depois de todo mundo. E acabam não conseguindo fazer sobrar dinheiro para si próprias.
Os financistas acreditam que essa quantia deveria ser de, no mínimo, 15% do seu salário (ou rendimentos) líquido ou 10 % do total bruto. Como uma leitora me perguntou, há três semanas, se deveríamos pagar "a nós mesmas antes" mesmo estando endividadas, resolvi que esse seria um bom momento para darmos esse passo em direção à nossa liberdade financeira.
A resposta clássica para a pergunta dela é: "não, você não deve".
Liquide primeiro as suas dívidas, depois pense em poupar e investir. E a racionalidade por trás dessa afirmação (inquestionável para a quase totalidade dos estudiosos de finanças) reside na discrepância entre os juros pagos para empréstimos e os juros pagos para investimentos.
Já vimos em passos anteriores que os juros para a contração de empréstimos podem - no Brasil - passar de 200% ao ano. Enquanto isso os rendimentos da poupança e da maioria dos fundos de renda fixa dificilmente atingem 10% ao ano. Então, racionalmente, a resposta para essa questão deveria ser realmente essa, já que, sem dúvida, é loucura trocar 200% por apenas 12%!
Acontece que eu costumo ser bem pouco ortodoxa com essas questões, simplesmente porque estou em busca de soluções que funcionem - ainda que tenhamos que sofrer com elas. No pain no gain, lembra? Afinal, na minha idade, já estou cansada de saber que a vida não acontece em linha reta. Especialmente em se tratando de dinheiro. Nesse caso de endividamento então, a racionalidade costuma passar a uns bons quilômetros de distância.
Não fosse assim, não precisaríamos estar tratando das questões de endividamento com tantos histórias, alguns rodeios, um pouco de filosofia e de sociologia e muito de análises de comportamento. Bastaria dizer: você está endividada? Então pare de gastar, caramba! Você está com excesso de peso? Então, pare de comer além da conta! Simples, não? Quem dera!
Por isso alguns conselhos meus são bem diferentes das cartilhas! E afirmo a você que muita gente que seguiu meus conselhos no passado, hoje, costuma me agradecer. E se funcionou para elas, eu quero acreditar que também funcionará para você.
Eu confesso que no início temia a crítica dos meus pares do sistema financeiro, porque para eles a recomendação que eu vou fazer em seguida é um verdadeiro sacrilégio. Por causa das discrepâncias dos juros. Mas eu afirmo: "Você está atolada em dívidas? Então leia os passos anteriores do Vigilantes do Bolso e abra uma conta de poupança e comece a poupar agora. Hoje! Nesse exato momento!" Não precisa colocar 10% do seu salário imediatamente, muito menos nos próximos meses.
Fique certa que você chegará a algo próximo muito rapidamente. Como disse, muitas pessoas estão felizes comigo por causa desse sacrilégio. Por isso, não tenha medo! Você não vai perder mais do que já perdeu ao longo do seu endividamento. Ou continuará a perder se não estancar essa veia! Então, coloque R$ 20,00 ou R$ 30,00 ou o quanto você puder. Poupe o dinheiro que você ia gastar em cafezinhos, cigarros e outros desperdícios que você já aprendeu a controlar durante o Programa dos Vigilantes do Bolso.
Se você estiver disposta a rapidamente ser bem-sucedida, então coloque os 10% ou mais. Só que você terá que fazer isso todos os meses, de preferência, no dia exato do seu pagamento, compulsoriamente, pagando-se a si mesma, antes do que qualquer pessoa ou empresa. Sem falhar. Sob nenhuma hipótese. Sob nenhuma desculpa!
E depois vá e pague os 220% do cartão de crédito, os 150%, do cheque especial, os 270% da financeira (reveja o quinto passo). Isso vai doer? Ah, vai! Não tenho dúvidas. Mas vai ser muito pior se você não poupar nunca e continuar utilizando os abusivos instrumentos de crédito que detonam o seu bolso! Você acha que não consegue? Então, vou dar um exemplo de sucesso para 35 milhões de pessoas.
Você sabia que há hoje no Brasil cerca de 35 milhões de evangélicos? E que a maioria dessas pessoas não era crente há cinco anos? E você sabia que essas pessoas pagam dízimos? E - sim - muito provavelmente, há cinco anos, elas não separavam 10% dos seus ganhos para isso, ou para qualquer outra coisa?
É claro que muitas dessas pessoas são crianças, não quero exagerar. E, também, os objetivos deles com esses 10% são outros. O que quero ressaltar é o interessantíssimo fato de que essas pessoas conseguiram separar 10% dos seus ganhos, antes de qualquer coisa. Se elas puderam fazer isso, qualquer um pode fazer. Separar 10% e destinar para aquilo que desejar! Essa é a questão fundamental aqui!
Para concluir, veja alguns depoimentos de pessoas que seguiram minhas recomendações. Segundo suas avaliações em feedbacks que me deram, se você seguir os mesmos passos, as suas sensações serão mais ou menos essas:
1) Espanto: seu queixo vai cair quando perceber a tremenda diferença da rentabilidade da sua poupança e da rentabilidade dos bancos, das administradoras de cartões e das financeiras. Se você nunca tinha percebido isso antes, inevitavelmente isso ocorrerá.
2) Desânimo: algumas mulheres declararam que quase desistiram quando viram que o dinheiro rendia tão pouco. Mas, ao persistirem, perceberam que, para colher, é preciso antes plantar. E, ainda que dinheiro não nasça em árvores, a forma como ele surge e se desenvolve é muito semelhante. Por isso, nada de chutar a sementinha para fora da cova, antes mesmo que ela germine. Imagine se todo produtor de alimentos, impaciente com a demora do crescimento de suas plantas, as ceifassem. Nós não iríamos ter muita opção de compras no supermercado. Dois recados para você aqui:
- Primeiro: os juros para empréstimos são astronômicos, sem dúvida, mas eu quero que você os esqueça. Você não é mais uma devedora. Passe um giz no seu passado. A partir de agora você é uma poupadora com algumas pendências para resolver. E logo, com o novo programa que em breve lançaremos e que já tem o apelido de Vigilantes da Bolsa, além de poupadora, você será uma investidora de sucesso.
- Segundo: os juros, no Brasil, ainda são os maiores do mundo - para investimentos também. Os japoneses - cujas poupanças mal pagam 1% ao ano estariam mais do que felizes se pudessem investir por aqui. Portanto, não reclame do crescimento da sua plantinha. Nosso solo é, pelo menos, 6% mais fértil do que o do Japão. Ou seja, a velocidade de crescimento do nosso dinheiro - que parece pouca para nós que estamos acostumados com taxas exorbitantes tanto de inflação quanto de empréstimos - é, em verdade, até interessante!
2) Raiva: cada vez que você fizer um pagamento com esses juros altos, vai finalmente perceber que está roubando de você mesma, roubando do seu futuro. Você está assaltando a si própria, ao não colocar esse dinheiro na sua conta de aposentadoria. Você está comprometendo seu futuro e seus sonhos, mas garantindo o futuro de quem te cobra 270%.
Leia isso com atenção: ao pagar os juros do cartão, da financeira e do banco, você está garantindo o futuro de pessoas que você sequer conhece. Você está enriquecendo os outros e empobrecendo você mesma! Entendeu o por quê da raiva? Eu ficaria furiosa!!!
3) Desconforto: um certo grau de culpa - e de remorso, espero - sempre aparece, principalmente para aqueles que se endividaram por compulsão ou para adquirir coisas desnecessárias. Normal, não é?
4) Aumento da Auto-estima: em algum momento a sua auto-estima começará a melhorar. Afinal, você pode até estar devendo, mas além de estar fazendo um esforço para sair das dívidas, também se transformou em uma poupadora. Começa a desaparecer o mal-estar de ser considerada uma má administradora do seu dinheiro. É mais fácil comparecer às reuniões familiares. Ninguém mais vai ficar te evitando, com medo dos seus habituais pedidos de empréstimos.
5) Melhora da disciplina, em geral: uma pessoa que não tem o hábito de poupar, e não vê o dinheiro crescendo em uma poupança, corre sério risco de endividar-se novamente, assim que liquida uma dívida. O pensamento corrente, alguns meses antes do término da dívida em questão, costuma ser: "Assim que pagar essa dívida, vou comprar - A PRAZO - uma geladeira... um fogão... uma TV de plasma... uma... qualquer coisa, afinal, vai sobrar o dinheiro da prestação anterior, certo? E você precisa enriquecer alguém, não é? Não para quem já está consciente financeiramente. A pessoa que está poupando vai automaticamente perceber que, assim que liquidar qualquer dívida, deve animar-se a desviar o dinheiro da ex-prestação para a poupança e não para novos gastos. Todas as pessoas que seguiram minha recomendação disciplinaram-se a fazer isso.
Ao término de uma dívida, no mês seguinte, usou o mesmo valor da antiga prestação para pagar-se a si própria. Gratificante para mim! E para ela, então? Uau! Portanto, nada de aproveitar o momento do término de uma dívida para fazer outra. E, assim você deverá agir com todas as outras, até que chegue o momento em que o seu único credor será você mesma. O seu compromisso será com o seu futuro e com os seus sonhos de longo prazo.
Todo o dinheiro que mensalmente sumia nas mãos de terceiros passará automaticamente para a conta do "Pague-se a si própria". Afinal, você vivia sem esse dinheiro, não é verdade? Continue, se possível, a viver sem ele! Só depende de você agora! Faça isso! Quanto a mim, deixe que os outros me malhem, eu já não me importo mais!
Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.
Os financistas acreditam que essa quantia deveria ser de, no mínimo, 15% do seu salário (ou rendimentos) líquido ou 10 % do total bruto. Como uma leitora me perguntou, há três semanas, se deveríamos pagar "a nós mesmas antes" mesmo estando endividadas, resolvi que esse seria um bom momento para darmos esse passo em direção à nossa liberdade financeira.
A resposta clássica para a pergunta dela é: "não, você não deve".
Liquide primeiro as suas dívidas, depois pense em poupar e investir. E a racionalidade por trás dessa afirmação (inquestionável para a quase totalidade dos estudiosos de finanças) reside na discrepância entre os juros pagos para empréstimos e os juros pagos para investimentos.
Bastaria dizer: você está endividada? Então pare de gastar, caramba! Você está com excesso de peso? Então, pare de comer além da conta! Simples, não? Quem dera!
Já vimos em passos anteriores que os juros para a contração de empréstimos podem - no Brasil - passar de 200% ao ano. Enquanto isso os rendimentos da poupança e da maioria dos fundos de renda fixa dificilmente atingem 10% ao ano. Então, racionalmente, a resposta para essa questão deveria ser realmente essa, já que, sem dúvida, é loucura trocar 200% por apenas 12%!
Acontece que eu costumo ser bem pouco ortodoxa com essas questões, simplesmente porque estou em busca de soluções que funcionem - ainda que tenhamos que sofrer com elas. No pain no gain, lembra? Afinal, na minha idade, já estou cansada de saber que a vida não acontece em linha reta. Especialmente em se tratando de dinheiro. Nesse caso de endividamento então, a racionalidade costuma passar a uns bons quilômetros de distância.
Não fosse assim, não precisaríamos estar tratando das questões de endividamento com tantos histórias, alguns rodeios, um pouco de filosofia e de sociologia e muito de análises de comportamento. Bastaria dizer: você está endividada? Então pare de gastar, caramba! Você está com excesso de peso? Então, pare de comer além da conta! Simples, não? Quem dera!
Por isso alguns conselhos meus são bem diferentes das cartilhas! E afirmo a você que muita gente que seguiu meus conselhos no passado, hoje, costuma me agradecer. E se funcionou para elas, eu quero acreditar que também funcionará para você.
Eu confesso que no início temia a crítica dos meus pares do sistema financeiro, porque para eles a recomendação que eu vou fazer em seguida é um verdadeiro sacrilégio. Por causa das discrepâncias dos juros. Mas eu afirmo: "Você está atolada em dívidas? Então leia os passos anteriores do Vigilantes do Bolso e abra uma conta de poupança e comece a poupar agora. Hoje! Nesse exato momento!" Não precisa colocar 10% do seu salário imediatamente, muito menos nos próximos meses.
Fique certa que você chegará a algo próximo muito rapidamente. Como disse, muitas pessoas estão felizes comigo por causa desse sacrilégio. Por isso, não tenha medo! Você não vai perder mais do que já perdeu ao longo do seu endividamento. Ou continuará a perder se não estancar essa veia! Então, coloque R$ 20,00 ou R$ 30,00 ou o quanto você puder. Poupe o dinheiro que você ia gastar em cafezinhos, cigarros e outros desperdícios que você já aprendeu a controlar durante o Programa dos Vigilantes do Bolso.
Se você estiver disposta a rapidamente ser bem-sucedida, então coloque os 10% ou mais. Só que você terá que fazer isso todos os meses, de preferência, no dia exato do seu pagamento, compulsoriamente, pagando-se a si mesma, antes do que qualquer pessoa ou empresa. Sem falhar. Sob nenhuma hipótese. Sob nenhuma desculpa!
E depois vá e pague os 220% do cartão de crédito, os 150%, do cheque especial, os 270% da financeira (reveja o quinto passo). Isso vai doer? Ah, vai! Não tenho dúvidas. Mas vai ser muito pior se você não poupar nunca e continuar utilizando os abusivos instrumentos de crédito que detonam o seu bolso! Você acha que não consegue? Então, vou dar um exemplo de sucesso para 35 milhões de pessoas.
Você sabia que há hoje no Brasil cerca de 35 milhões de evangélicos? E que a maioria dessas pessoas não era crente há cinco anos? E você sabia que essas pessoas pagam dízimos? E - sim - muito provavelmente, há cinco anos, elas não separavam 10% dos seus ganhos para isso, ou para qualquer outra coisa?
É claro que muitas dessas pessoas são crianças, não quero exagerar. E, também, os objetivos deles com esses 10% são outros. O que quero ressaltar é o interessantíssimo fato de que essas pessoas conseguiram separar 10% dos seus ganhos, antes de qualquer coisa. Se elas puderam fazer isso, qualquer um pode fazer. Separar 10% e destinar para aquilo que desejar! Essa é a questão fundamental aqui!
Para concluir, veja alguns depoimentos de pessoas que seguiram minhas recomendações. Segundo suas avaliações em feedbacks que me deram, se você seguir os mesmos passos, as suas sensações serão mais ou menos essas:
1) Espanto: seu queixo vai cair quando perceber a tremenda diferença da rentabilidade da sua poupança e da rentabilidade dos bancos, das administradoras de cartões e das financeiras. Se você nunca tinha percebido isso antes, inevitavelmente isso ocorrerá.
2) Desânimo: algumas mulheres declararam que quase desistiram quando viram que o dinheiro rendia tão pouco. Mas, ao persistirem, perceberam que, para colher, é preciso antes plantar. E, ainda que dinheiro não nasça em árvores, a forma como ele surge e se desenvolve é muito semelhante. Por isso, nada de chutar a sementinha para fora da cova, antes mesmo que ela germine. Imagine se todo produtor de alimentos, impaciente com a demora do crescimento de suas plantas, as ceifassem. Nós não iríamos ter muita opção de compras no supermercado. Dois recados para você aqui:
- Primeiro: os juros para empréstimos são astronômicos, sem dúvida, mas eu quero que você os esqueça. Você não é mais uma devedora. Passe um giz no seu passado. A partir de agora você é uma poupadora com algumas pendências para resolver. E logo, com o novo programa que em breve lançaremos e que já tem o apelido de Vigilantes da Bolsa, além de poupadora, você será uma investidora de sucesso.
- Segundo: os juros, no Brasil, ainda são os maiores do mundo - para investimentos também. Os japoneses - cujas poupanças mal pagam 1% ao ano estariam mais do que felizes se pudessem investir por aqui. Portanto, não reclame do crescimento da sua plantinha. Nosso solo é, pelo menos, 6% mais fértil do que o do Japão. Ou seja, a velocidade de crescimento do nosso dinheiro - que parece pouca para nós que estamos acostumados com taxas exorbitantes tanto de inflação quanto de empréstimos - é, em verdade, até interessante!
2) Raiva: cada vez que você fizer um pagamento com esses juros altos, vai finalmente perceber que está roubando de você mesma, roubando do seu futuro. Você está assaltando a si própria, ao não colocar esse dinheiro na sua conta de aposentadoria. Você está comprometendo seu futuro e seus sonhos, mas garantindo o futuro de quem te cobra 270%.
Leia isso com atenção: ao pagar os juros do cartão, da financeira e do banco, você está garantindo o futuro de pessoas que você sequer conhece. Você está enriquecendo os outros e empobrecendo você mesma! Entendeu o por quê da raiva? Eu ficaria furiosa!!!
3) Desconforto: um certo grau de culpa - e de remorso, espero - sempre aparece, principalmente para aqueles que se endividaram por compulsão ou para adquirir coisas desnecessárias. Normal, não é?
4) Aumento da Auto-estima: em algum momento a sua auto-estima começará a melhorar. Afinal, você pode até estar devendo, mas além de estar fazendo um esforço para sair das dívidas, também se transformou em uma poupadora. Começa a desaparecer o mal-estar de ser considerada uma má administradora do seu dinheiro. É mais fácil comparecer às reuniões familiares. Ninguém mais vai ficar te evitando, com medo dos seus habituais pedidos de empréstimos.
5) Melhora da disciplina, em geral: uma pessoa que não tem o hábito de poupar, e não vê o dinheiro crescendo em uma poupança, corre sério risco de endividar-se novamente, assim que liquida uma dívida. O pensamento corrente, alguns meses antes do término da dívida em questão, costuma ser: "Assim que pagar essa dívida, vou comprar - A PRAZO - uma geladeira... um fogão... uma TV de plasma... uma... qualquer coisa, afinal, vai sobrar o dinheiro da prestação anterior, certo? E você precisa enriquecer alguém, não é? Não para quem já está consciente financeiramente. A pessoa que está poupando vai automaticamente perceber que, assim que liquidar qualquer dívida, deve animar-se a desviar o dinheiro da ex-prestação para a poupança e não para novos gastos. Todas as pessoas que seguiram minha recomendação disciplinaram-se a fazer isso.
Ao término de uma dívida, no mês seguinte, usou o mesmo valor da antiga prestação para pagar-se a si própria. Gratificante para mim! E para ela, então? Uau! Portanto, nada de aproveitar o momento do término de uma dívida para fazer outra. E, assim você deverá agir com todas as outras, até que chegue o momento em que o seu único credor será você mesma. O seu compromisso será com o seu futuro e com os seus sonhos de longo prazo.
Todo o dinheiro que mensalmente sumia nas mãos de terceiros passará automaticamente para a conta do "Pague-se a si própria". Afinal, você vivia sem esse dinheiro, não é verdade? Continue, se possível, a viver sem ele! Só depende de você agora! Faça isso! Quanto a mim, deixe que os outros me malhem, eu já não me importo mais!
Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.
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