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Os caça-talentos
Prepare-se, um headhunter pode estar atrás de um currículo como o seu!
Por Lívia Diniz • 12/05/2007
Cuidado! Tem gente de olho vivo (e grande) em você! Calma, calma, não precisa se desesperar, aliás, comemore o fato - sinal que você é um profissional com um bom currículo, boa bagagem e perfil interessante. Diferentemente das pessoas de recursos humanos responsáveis por processos de seleção e recrutamento, existe uma categoria de profissionais especializada em encontrar talentos com características específicas no mercado - os chamados headhunters.
Geralmente, quando se quer um emprego, uma pessoa manda o currículo e participa de um processo seletivo. Entretanto, isso acontece com profissionais em início de carreira, ou com cargos mais baixos. Quando alguém atinge um patamar mais sênior, de gerência ou direção, é comum que ele seja indicado para algum cargo, no melhor exercício de networking, isto é, de rede de contatos. Ou, então, ele é procurado por um headhunter.
"O headhunter é a pessoa que vai ao mercado para encontrar os profissionais com o perfil que o cliente, uma empresa, precisa. Muitas vezes, ele precisa ir até às empresas concorrentes", define Daniela Lemos, headhunter da Case Consulting, consultoria de recrutamento especializado em executivos. Como se trata de funcionários estratégicos, na maioria das vezes, esse processo é feito de forma sigilosa.
Para conseguir esses perfis tão específicos, os headhunters geralmente mapeiam o que está acontecendo no mercado. Eles, de forma geral, são divididos em segmentos, e se tornam especialistas na área. "A gente depende da demanda dos clientes, mas somos pró-ativos. Mantemos sempre contato com líderes de opinião, vamos conhecendo as empresas para entender a cultura e a visão delas e podemos, inclusive, acompanhar a evolução de algum profissional. Estamos constantemente mantendo contatos", explica Alexia Franco, headhunter e gerente da divisão de Marketing, Vendas e Recursos Humanos da Michael Page, empresa de recrutamento especializado de executivos para média e alta gerência.
Na mira do caçador
Ter pró-atividade, consciência dos objetivos profissionais, dinamismo e empreendedorismo parecem ser as características principais para um profissional que está na mira de um headhunter. "Atualmente, quem busca emprego não tem vez. As relações de trabalho mudaram. O trabalhador ideal é aquele que sabe o que quer e alia essas vontades à cultura e ao objetivo da empresa. As companhias querem hoje pessoas que podem fazer mais que o esperado, que saibam pensar fora da caixa", complementa Alexia.
A headhunter Alexia Franco deixa claro que, muitas vezes, algumas empresas precisam de perfis e competências técnicas mais específicas, mas existem casos em que um perfil diferente, até mesmo com experiência em outras áreas de atuação, pode ser sugestão oferecida aos clientes por esses caça-talentos. Isso acontece porque as empresas, além de contatarem potenciais profissionais, também costumam fazer consultorias de mercado para identificar o tipo de profissional que as companhias necessitam e buscá-lo no mercado.
Algumas áreas de atuação são mais assediadas pelos headhunters. Daniela Lemos, da Case Consulting, afirma que a área de TI (Tecnologia da Informação) é uma das que os caça-talentos estão mais focados. "A demanda é muito específica", justifica. Já Alexia aponta o mercado de petróleo e da indústria têxtil, principalmente no Rio de Janeiro, como principais focos. Mas ela aponta uma nova praça. "Grandes empresas estão migrando para o nordeste porque as capitais já estão muito saturadas e eles precisam de bons gestores. É um local de grande crescimento", aponta.
Caça e caçador
As especialistas revelam que muitas vezes, ao invés de elas procurarem, são os profissionais que as procuram para que o currículo esteja no seu banco de talentos para futuros contatos. Ambas afirmam que a tentativa é válida, mas isso não garante que elas conseguirão uma colocação para essas pessoas. Isso porque o headhunter trabalha para empresas, isto é, para pessoas jurídicas (PJ), e atuam de acordo com as demandas dos clientes.
Para quem precisa de uma orientação profissional para recolocação de carreira, seja por demissão ou reposicionamento, existe um serviço chamado outplacement, que muitas pessoas confundem com o headhunting. Entretanto, o primeiro trabalha com pessoas físicas (PF) e é um programa de aconselhamento de carreira para orientar o profissional para identificar oportunidades de trabalho. É semelhante às tarefas do coaching. Mas, além de orientar tecnicamente, é trabalhado o lado psicológico e de aptidões.
Em casos de outplacement, a pessoa contrata o consultor e a remuneração, na maioria dos casos, é uma percentagem do valor do primeiro salário depois que o profissional é contratado.
Dicas
Tanto para casos de headhunting ou de outplacement é preciso caprichar na formação profissional - afinal, uma boa colocação só é conseguida através de esforço e renúncia. Mas algumas atitudes podem ajudá-la nesta tarefa. Preparar um currículo caprichado, com objetividade e linguagem simples, é um bom começo. "Os objetivos profissionais devem estar bem destacados, bem como as informações mais recentes de formação acadêmica. Seja bem objetivo, colocando os dados em tópicos e evitando os blocos de texto", ensina a headhunter Daniela Lemos.
Após isso, coloque-se em evidência. Encaminhe o currículo para as principais consultorias, mesmo que elas atuem em diferentes faixas profissionais, coloque-o também num banco de currículos na internet, participe de fóruns e palestras. Ou seja: apareça! Depois, é torcer. Mas lembre-se que a combinação de um bom currículo, bons resultados, bons contatos e profissionalismo é praticamente uma receita de sucesso. Boa sorte!
Lívia Diniz   Leia mais deste autor.
Geralmente, quando se quer um emprego, uma pessoa manda o currículo e participa de um processo seletivo. Entretanto, isso acontece com profissionais em início de carreira, ou com cargos mais baixos. Quando alguém atinge um patamar mais sênior, de gerência ou direção, é comum que ele seja indicado para algum cargo, no melhor exercício de networking, isto é, de rede de contatos. Ou, então, ele é procurado por um headhunter.
"O headhunter é a pessoa que vai ao mercado para encontrar os profissionais com o perfil que o cliente, uma empresa, precisa. Muitas vezes, ele precisa ir até às empresas concorrentes", define Daniela Lemos, headhunter da Case Consulting, consultoria de recrutamento especializado em executivos. Como se trata de funcionários estratégicos, na maioria das vezes, esse processo é feito de forma sigilosa.
Atualmente, quem busca emprego não tem vez. As relações de trabalho mudaram. O trabalhador ideal é aquele que sabe o que quer e alia essas vontades à cultura e ao objetivo da empresa
Para conseguir esses perfis tão específicos, os headhunters geralmente mapeiam o que está acontecendo no mercado. Eles, de forma geral, são divididos em segmentos, e se tornam especialistas na área. "A gente depende da demanda dos clientes, mas somos pró-ativos. Mantemos sempre contato com líderes de opinião, vamos conhecendo as empresas para entender a cultura e a visão delas e podemos, inclusive, acompanhar a evolução de algum profissional. Estamos constantemente mantendo contatos", explica Alexia Franco, headhunter e gerente da divisão de Marketing, Vendas e Recursos Humanos da Michael Page, empresa de recrutamento especializado de executivos para média e alta gerência.
Na mira do caçador
Ter pró-atividade, consciência dos objetivos profissionais, dinamismo e empreendedorismo parecem ser as características principais para um profissional que está na mira de um headhunter. "Atualmente, quem busca emprego não tem vez. As relações de trabalho mudaram. O trabalhador ideal é aquele que sabe o que quer e alia essas vontades à cultura e ao objetivo da empresa. As companhias querem hoje pessoas que podem fazer mais que o esperado, que saibam pensar fora da caixa", complementa Alexia.
A headhunter Alexia Franco deixa claro que, muitas vezes, algumas empresas precisam de perfis e competências técnicas mais específicas, mas existem casos em que um perfil diferente, até mesmo com experiência em outras áreas de atuação, pode ser sugestão oferecida aos clientes por esses caça-talentos. Isso acontece porque as empresas, além de contatarem potenciais profissionais, também costumam fazer consultorias de mercado para identificar o tipo de profissional que as companhias necessitam e buscá-lo no mercado.
Algumas áreas de atuação são mais assediadas pelos headhunters. Daniela Lemos, da Case Consulting, afirma que a área de TI (Tecnologia da Informação) é uma das que os caça-talentos estão mais focados. "A demanda é muito específica", justifica. Já Alexia aponta o mercado de petróleo e da indústria têxtil, principalmente no Rio de Janeiro, como principais focos. Mas ela aponta uma nova praça. "Grandes empresas estão migrando para o nordeste porque as capitais já estão muito saturadas e eles precisam de bons gestores. É um local de grande crescimento", aponta.
Caça e caçador
As especialistas revelam que muitas vezes, ao invés de elas procurarem, são os profissionais que as procuram para que o currículo esteja no seu banco de talentos para futuros contatos. Ambas afirmam que a tentativa é válida, mas isso não garante que elas conseguirão uma colocação para essas pessoas. Isso porque o headhunter trabalha para empresas, isto é, para pessoas jurídicas (PJ), e atuam de acordo com as demandas dos clientes.
Para quem precisa de uma orientação profissional para recolocação de carreira, seja por demissão ou reposicionamento, existe um serviço chamado outplacement, que muitas pessoas confundem com o headhunting. Entretanto, o primeiro trabalha com pessoas físicas (PF) e é um programa de aconselhamento de carreira para orientar o profissional para identificar oportunidades de trabalho. É semelhante às tarefas do coaching. Mas, além de orientar tecnicamente, é trabalhado o lado psicológico e de aptidões.
Em casos de outplacement, a pessoa contrata o consultor e a remuneração, na maioria dos casos, é uma percentagem do valor do primeiro salário depois que o profissional é contratado.
Dicas
Tanto para casos de headhunting ou de outplacement é preciso caprichar na formação profissional - afinal, uma boa colocação só é conseguida através de esforço e renúncia. Mas algumas atitudes podem ajudá-la nesta tarefa. Preparar um currículo caprichado, com objetividade e linguagem simples, é um bom começo. "Os objetivos profissionais devem estar bem destacados, bem como as informações mais recentes de formação acadêmica. Seja bem objetivo, colocando os dados em tópicos e evitando os blocos de texto", ensina a headhunter Daniela Lemos.
Após isso, coloque-se em evidência. Encaminhe o currículo para as principais consultorias, mesmo que elas atuem em diferentes faixas profissionais, coloque-o também num banco de currículos na internet, participe de fóruns e palestras. Ou seja: apareça! Depois, é torcer. Mas lembre-se que a combinação de um bom currículo, bons resultados, bons contatos e profissionalismo é praticamente uma receita de sucesso. Boa sorte!
Lívia Diniz   Leia mais deste autor.
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