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O que traz a fortuna?
Nem sempre QI alto é sinônimo de grandes lucros
Por Sandra Blanco • 17/05/2007
Muitos se tornaram ricos por causa dos seus talentos, iniciativa e trabalho árduo. Outros se tornaram ricos aumentando o patrimônio através de investimentos em imóveis, fechando um grande negócio ou ganhando na loteria. Alguns casos o que conta é a habilidade de investir e negociar. Já em outros é mesmo questão de sorte. Sabe aquela coisa de estar no lugar certo na hora certa? Mais ou menos isso!
Um estudo constatou que o QI não tem nenhuma relação com a riqueza acumulada. Ser muito inteligente não protege os indivíduos de enfrentarem dificuldades financeiras. O fator que, no estudo, foi identificado como recompensa por ser mais inteligente é a renda do trabalho. Um indivíduo com QI elevado ganha mais do que os demais. Porém, ganhar mais não é caminho certo para ter sucesso financeiro, vai além da renda do trabalho.
Vivo dando o exemplo de duas mulheres, uma da camada mais rica da população, que ganha R$ 6 mil e outra que, como a maioria dos brasileiros ganha entre um e dois salários mínimos mensais. Então, imagine a situação de cada uma delas daqui a cinco anos se a mais rica gastar todo mês R$ 6.500 e a outra aplicar todo mês R$ 50. A mais rica vai estar rolando uma dívida do tamanho de um elefante e a outra não vai ter nenhuma fortuna, mas, com certeza, dormirá muito mais tranqüila.
É preciso construir patrimônio para enfrentar momentos difíceis da vida como perda de emprego, uma doença na família e também se preparar para aposentadoria. Quando o assunto é a riqueza acumulada e dificuldades financeiras, os indivíduos de inteligência média e abaixo da média apresentaram tão bons resultados quanto os dos superinteligentes.
O estudo não encontrou forte relação entre fortuna e inteligência. Mas como indivíduos com QI elevado, que na média ganham mais, não possuem maior fortuna? Lembra do meu exemplo das duas mulheres? Uma resposta pode ser que eles não estejam poupando o suficiente. Descobrir porque alguns indivíduos são mais ricos do que outros, não é um procedimento direto. É preciso investigar detalhes de herança e escolaridade, os hábitos de consumo, talento e desejo de ficar rico, circunstâncias e a boa e velha sorte. Os filhos e filhas de doutores ou banqueiros, freqüentemente, se tornam doutores e banqueiros, enquanto as crianças nascidas na pobreza, geralmente, continuam atoladas na miséria, incapazes de escaparem daquele mundo.
Como nesse estudo a inteligência não é fator que explica riqueza, que lição temos a tirar? Aquelas que se acham "menos inteligentes" não devem continuar pensando assim devem correr atrás; a inteligência financeira pode ser desenvolvida. Já aquelas muito inteligentes devem ter em mente que não possuem vantagens sempre e que a inteligência não é fator determinante para riqueza certa.
Sandra Blanco é consultora financeira e trabalhou na Merrill Lynch, nos EUA. Fundadora do primeiro clube de investimento feminino brasileiro, Sandra assina a coluna do portal que tem foco na educação financeira para mulheres.  Leia mais deste autor.
Um estudo constatou que o QI não tem nenhuma relação com a riqueza acumulada. Ser muito inteligente não protege os indivíduos de enfrentarem dificuldades financeiras. O fator que, no estudo, foi identificado como recompensa por ser mais inteligente é a renda do trabalho. Um indivíduo com QI elevado ganha mais do que os demais. Porém, ganhar mais não é caminho certo para ter sucesso financeiro, vai além da renda do trabalho.
Quando o assunto é a riqueza acumulada e dificuldades financeiras, os indivíduos de inteligência média e abaixo da média apresentaram tão bons resultados quanto os dos superinteligentes
Vivo dando o exemplo de duas mulheres, uma da camada mais rica da população, que ganha R$ 6 mil e outra que, como a maioria dos brasileiros ganha entre um e dois salários mínimos mensais. Então, imagine a situação de cada uma delas daqui a cinco anos se a mais rica gastar todo mês R$ 6.500 e a outra aplicar todo mês R$ 50. A mais rica vai estar rolando uma dívida do tamanho de um elefante e a outra não vai ter nenhuma fortuna, mas, com certeza, dormirá muito mais tranqüila.
É preciso construir patrimônio para enfrentar momentos difíceis da vida como perda de emprego, uma doença na família e também se preparar para aposentadoria. Quando o assunto é a riqueza acumulada e dificuldades financeiras, os indivíduos de inteligência média e abaixo da média apresentaram tão bons resultados quanto os dos superinteligentes.
O estudo não encontrou forte relação entre fortuna e inteligência. Mas como indivíduos com QI elevado, que na média ganham mais, não possuem maior fortuna? Lembra do meu exemplo das duas mulheres? Uma resposta pode ser que eles não estejam poupando o suficiente. Descobrir porque alguns indivíduos são mais ricos do que outros, não é um procedimento direto. É preciso investigar detalhes de herança e escolaridade, os hábitos de consumo, talento e desejo de ficar rico, circunstâncias e a boa e velha sorte. Os filhos e filhas de doutores ou banqueiros, freqüentemente, se tornam doutores e banqueiros, enquanto as crianças nascidas na pobreza, geralmente, continuam atoladas na miséria, incapazes de escaparem daquele mundo.
Como nesse estudo a inteligência não é fator que explica riqueza, que lição temos a tirar? Aquelas que se acham "menos inteligentes" não devem continuar pensando assim devem correr atrás; a inteligência financeira pode ser desenvolvida. Já aquelas muito inteligentes devem ter em mente que não possuem vantagens sempre e que a inteligência não é fator determinante para riqueza certa.
Sandra Blanco é consultora financeira e trabalhou na Merrill Lynch, nos EUA. Fundadora do primeiro clube de investimento feminino brasileiro, Sandra assina a coluna do portal que tem foco na educação financeira para mulheres.  Leia mais deste autor.
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