• Crédito: João Kehl
  • A colunista Eliana Bussinger


O que esperar de 2009
No próximo ano, seja mais comedida e tenha uma vida mais simples
Por Eliana Bussinger • 18/11/2008

A um mês e meio do início do novo ano, talvez você não tenha definido ainda o que esperar de 2009. Mas saiba que 2009 espera de você uma vida mais simples. O novo ano exigirá comedimento e atitude pró-ativa na direção da poupança, economia, previdência.

É por causa da crise? Sim, sem dúvida, ainda que tais recomendações valham para uma vida inteira, o que ocorre é que em pouquíssimas semanas houve uma total reversão das expectativas para o ano de 2009.

E até que haja um pouco mais de clareza sobre a direção que esse vento sopra, o melhor é se prevenir. Se remediar for preciso, talvez não saibamos que remédio usar para nos curar

A situação econômica mundial - e a do Brasil não é diferente - está um tanto caótica, mas há algo que todos já sabemos: as épocas de "exuberância irracional", termo cunhado pelo ex-presidente do Banco Central americano Alan Greespan, estão out. E não apenas estão fora de moda, como já supúnhamos há algum tempo, mas saíram de cena, talvez para nunca mais voltarem.

Qualquer pessoa um pouco mais sensível, por mais que gostasse da exuberância que o mundo experimentou nos últimos anos, já sabia que os recursos do planeta não são ilimitados e que novas formas de viver precisavam ser inventadas ou, no mínimo, resgatadas, com uma certa urgência.

Bem, está aí uma crise de proporções gigantescas. E os governos tudo fazendo para que a nossa forma de viver do passado seja preservada. Será que vai dar certo? Ou a crise em si já é um alerta para os exageros de uma irracionalidade descontrolada?

Os manuais de economia do passado parecem que não estão funcionando muito bem. Os analistas parecem as birutas de aeroporto, com palpites que mudam a cada segundo, conforme a direção do vento.

Mas 2009 está na esquina. Não dá para ficar aguardando os especialistas nos dizerem se a crise acabou, se o pior ainda não passou, se serão dois anos ou mais de crise.

E até que haja um pouco mais de clareza sobre a direção que esse vento sopra, o melhor é se prevenir. Se remediar for preciso, talvez não saibamos que remédio usar para nos curar. As mudanças de comportamento e a forma como o contágio social estão ocorrendo são muito diferentes das crises do passado. Então, só resta mesmo aos pobres mortais serem pacientes, viverem uma vida mais simples, não fazerem novas dívidas, pensarem num futuro mais longínquo (mais fácil de ser vislumbrado, por incrível que pareça) e aguardar.

Como diria um amigo meu: em épocas como essa, o melhor mesmo é não se mexer muito.



Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.





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