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  • A colunista Eliana Bussinger


Não abro mão...
Vigilantes do bolso: 14º passo. Você abriria mão do quê?
Por Eliana Bussinger • 03/04/2007

Na semana passada, falamos sobre desistir de certas coisas como um passo importante para sair de uma situação de endividamento. Mas há certas coisas que muitas pessoas resistirão bravamente em abrir mão. Não importa a situação, aquilo simplesmente precisa estar presente. Você se agarraria a isso com unhas dentes, de forma até mesmo simbólica. O que seria isso para você?

Muitas pessoas não abririam mão de viver no bairro em que moram, por exemplo. Por mais caro que seja, por maior que seja a porcentagem que o aluguel engole do salário, no bairro está a própria identidade da pessoa, a sensação de pertencer. Ou a sua história de vida. Ou algo mais simples até como a proximidade ao trabalho.

Por isso é muito mais fácil listar as coisas que não queremos abrir mão do que aquelas que estaremos dispostos a desistir, por mais crítica que seja a nossa situação financeira


Outras insistem em manter-se na faculdade em que estudam, mesmo considerando o alto preço que pagam. Esperam que, no futuro, o diploma seja o diferencial no mercado de trabalho, que lhes dará melhores condições de vida. Outras ainda julgariam que não podem abrir mão da empregada, porque, afinal, delegando certos tipos de serviços, estão comprando outras commodities (mercadorias) tão preciosas quanto dinheiro. Tempo e energia são duas delas.

O supermercado da esquina é caro? Sim, mas, se tenho que tirar o carro da garagem para fazer compras, preciso incluir no preço daquilo que adquiro o meu tempo, o desgaste do carro e o combustível utilizado. A festa de casamento? "É só uma vez na vida". Certamente isso passa pela sua cabeça.

A festa de formatura, batizado, aniversário de casamento? Também entram nessa categoria? Quem sabe a plástica? Quantas são as coisas que não queremos que saiam de nossas vidas, não é? Muitas representam o nosso estilo de vida, a nossa identidade. Por isso é muito mais fácil listar as coisas que não queremos abrir mão do que aquelas que estaremos dispostos a desistir, por mais crítica que seja a nossa situação financeira.

A boa notícia, no entanto, é que podemos ficar sem muitas das coisas às quais estamos acostumadas. Isso se chama mudança de hábito. Segundo os estudiosos do comportamento, são necessários cerca de 21 dias para nos livrarmos de qualquer tipo de hábito, seja ele bom ou ruim! É possível, portanto! Então, quais são as coisas que você não abrirá mão? De jeito nenhum! Há fundamento nessa escolha? Essas coisas são realmente necessárias? Será que não são apenas hábitos que podem ser mudados? Essas são as coisas que te colocaram em dívidas no passado? Ou são as coisas que tirarão você das dívidas, já que por serem essenciais farão você mover montanhas para não perdê-las (leia-se buscar uma solução mais definitiva para as suas dívidas).

Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.





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