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A cada dia, o cliente bancário vê um pouco de seus rendimentos evaporarem. Em minutos, preciosos reais vão embora por causa dos juros e da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a famosa CPMF, cuja alíquota é de 0,38% sobre todas as operações bancárias em lançamentos a débito. Além desses gastos, existem ainda mais tarifas cobradas pelos bancos e que são desconhecidas da maior parte das pessoas. Por isso, é preciso tomar algumas precauções como não emitir cheques de baixo valor, diminuir a quantidades de saques da conta corrente e evitar tirar extratos desnecessariamente. Em se tratando de finanças, conhecimento é fundamental para que você não desperdice à toa o seu dinheiro.
A cobrança de tarifas tem uma justificativa: os bancos precisam cobrar pelos serviços que oferecem. Afinal, eles não são entidades beneficentes. Mas o cliente precisa saber o quanto e com o quê está gastando o seu dinheiro. Além disso, o ideal que haja uma padronização das tarifas para acabar com os abusos na fixação dos valores. "Os bancos são prestadores de serviço e eles cobram por isso. Agora, o grande ponto é que as tarifas cresceram muito. Atualmente, grande parte da receita destas instituições é proveniente da cobrança dessas tarifas. Hoje, um banco consegue pagar a sua folha de pagamento só com a cobrança dessas taxas", diz o ex-diretor de Política Monetária do Banco Central (BC) e chefe do Departamento de Economia da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Tadeu de Freitas Gomes.
Os exageros na cobrança e a falta de transparência levaram o Banco Central (BC) a anunciar que vai baixar até o fim deste mês regras para obrigar essas instituições financeiras a padronizarem e limitarem a nomenclatura das tarifas. Com isso, o cliente bancário terá melhores condições de comparar os preços entre os bancos. Isto porque, atualmente, é muito comum usar nomes de tarifas diferentes para as mesmas funções, o que tem dificultado a vida do cliente na hora de escolher uma instituição com base na pesquisa dos valores das taxas.
Pelo site do BC e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) o cliente bancário pode fazer a pesquisa de tarifas. No portal da Febraban, a pessoa pode acessar o Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da Febraban (Star), lançado em setembro, com objetivo de dar maior transparência à cobrança de tarifas.
Segundo Carlos Tadeu de Freitas Gomes, a saída para o consumidor é fazer a pesquisa das tarifas pela Internet. Em seguida, ele deve ir a uma agência bancária para negociar a redução nos valores. "O consumidor que navega na Internet tem uma vantagem. Ele tem acesso a um número maior de informações sem ter tanto trabalho. Isto porque é impossível para o consumidor visitar os vários bancos existentes em sua cidade para escolher aquele que tem taxas mais acessíveis", afirma Gomes.
"Ter informações sobre os valores das tarifas é a melhor forma. Mas é preciso saber que, na hora de sentar para negociar no banco, a relação é desigual, porque o gerente sabe que não é tão fácil e prático trocar de banco", declara.
Vários bancos, como o Banco do Brasil e Itaú, já cobram dos clientes um valor mensal por um pacote de tarifas, o que lhes dá direito a uma quantidade fixa de serviços, como a emissão de um extrato bancário semanal e um cartão de débito. Mas é preciso que o consumidor conheça exatamente o que está incluído nesse pacote e o que não está.
Além disso, o cliente precisa saber o valor unitário de cada tarifa incluída no pacote para verificar se o valor mensal pago é vantajoso. É preciso ainda ficar atento, caso o consumidor tenha uma conta bancária inativa (sem operação). O custo de manutenção cobrado pelos bancos é altíssimo.
A seguir, veja uma lista de alguns serviços e o valor máximo da tarifa dos seguintes bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF), Unibanco, Itaú e Bradesco.
Confecção de Ficha Cadastral (Pessoa Física) para abertura de conta:
Banco do Brasil: isento
Caixa Econômica Federal (CEF): R$ 15,00
Unibanco: isento
Itaú: R$ 15,00.
Bradesco: R$ 15,00
Emissão de cartão de débito (Pessoa Física):
Banco do Brasil: R$ 3,90 (a cada 30 dias)
Caixa Econômica Federal: R$ 9,00 (a cada 365 dias)
Unibanco: R$ 4,00 (a cada 30 dias)
Itaú: R$ 12 (a cada 90 dias).
Bradesco: R$ 3,60 (a cada 360 dias).
Manutenção de conta corrente ativa (Pessoa Física):
Banco do Brasil: R$ 8,00 (a cada 30 dias)
Caixa Econômica Federal: R$ 8,00 (a cada 30 dias)
Unibanco: R$ 9,00 (a cada 30 dias)
Itaú: R$ 8,50 (a cada 30 dias)
Bradesco: R$ 8,80 (a cada 30 dias)
Manutenção de conta corrente inativa (Pessoa Física):
Banco do Brasil: R$ 18,00 (a cada 30 dias)
Caixa Econômica Federal (CEF): R$ 15,00 (a cada 30 dias)
Unibanco: R$ 25 (a cada 30 dias)
Itaú: R$ 16,50 (a cada 30 dias)
Bradesco: R$ 16,30 (a cada 30 dias)
Emissão de extrato em terminal eletrônico (Pessoa Física)
Banco do Brasil: R$ 1,50
Caixa Econômica Federal (CEF): R$ 2,00
Unibanco: R$ 2,00
Itaú: R$ 1,40
Bradesco: R$ 3,00
Gilse Barbosa Guedes   Leia mais deste autor.
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