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"Invista primeiro, investigue depois" - Do livro Estratégias de Investimento, de George Soros por Robert Slater, Ed. Campus ( 1998)
Essa é uma das estratégias bem-sucedidas do grande investidor e especulador George Soros. Será que poderemos aplicá-la aos nossos modestos investimentos? Não só podemos, como devemos. E nossos investimentos podem ser modestos para George Soros, mas para nós é sempre expressivo.
Quando começamos a pensar em investir mais agressivamente, isto é, investir em ações, na maioria das vezes entramos em crise de paralisia decisória e não conseguimos avançar. Em geral, colocamos uma sobrecarga de peso naquela tomada de decisão. Para mover adiante, invista primeiro e investigue depois. Significa assumir uma posição pequena para testar o investimento e esperar até que o mercado se prove bom ou não. É uma sugestão para você "sentir o mercado".
Tem pessoas que passam por experiências ruins no mercado. Mas posso afirmar que muita gente passa por uma boa experiência. As que sentem o "ruim" do mercado nunca mais voltam a investir na bolsa e ainda se empenham em fazer a propaganda negativa. Já as do outro grupo passam a confiar no mercado e aprendem que para ter bons lucros é preciso esperar pelo menos cinco anos.
Um exemplo
Em 1999, a rentabilidade da bolsa foi de 152%. É o número que faltava para alguém com paralisia decisória dar um passo adiante e investir em bolsa.
Uma investidora aplicou em fundos de ações em janeiro de 2000 a quantia de R$ 10.000. Só que aí a bolsa não tem um resultado muito bom e essa investidora ao conferir seu extrato de novembro assusta-se como um saldo de R$ 7.778,68. Tomada pelo sentimento de desespero, resgatou tudo.
Uma outra investidora, que muitos diriam mais cautelosa, mas por não ter muito dinheiro mesmo, aprovou o investimento em bolsa. Na mesma época, também decidiu começar a investir, aplicou R$ 100 e continuou aplicando R$ 100 nos meses seguintes. Também conferiu seu extrato em novembro e, mesmo com o saldo de R$ 892, permaneceu tranqüila porque seu investimento ainda tinha pouco tempo, apenas onze meses. Assim, continuou investindo R$ 100 todos os meses, e no final de 2007, seu saldo no extrato era de aproximadamente R$ 32.000. Sua experiência comprovou que os bons resultados só aparecem depois de um longo tempo.
A investidora que entrou em pânico se tivesse mantido a calma e o investimento, teria em dezembro de 2007 uns R$ 37.000. Mas como deve ter aplicado os R$ 7.778,68 que resgatou na caderneta de poupança, não conseguiu mais do que R$ 15.000 nesse período.
Que lições você tira com a coluna de hoje? O que aprendeu com a investidora que teve uma experiência ruim? E com a investidora que teve uma boa rentabilidade? Vamos experimentar?
Sandra Blanco é consultora financeira e trabalhou na Merrill Lynch, nos EUA. Fundadora do primeiro clube de investimento feminino brasileiro, Sandra assina a coluna do portal que tem foco na educação financeira para mulheres.  Leia mais deste autor.
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