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Muita burocracia: os documentos exigidos na hora de financiar um imóvel
Avalie se é melhor comprar um imóvel na planta ou um antigo
Na hora de financiar a compra de um imóvel, o mais difícil é fazer as contas, lidar com a matemática e chegar a uma fórmula ideal, levando em conta fatores como o valor da entrada, das prestações, o tempo para quitar a dívida e a fatia do salário a ser comprometida. Portanto, o primeiro passo no caminho que leva à casa própria é planejar, estudar e pesquisar muito bem - não só o plano de financiamento, mas também o imóvel a ser adquirido. "Não faça nada ‘na emoção', imaginando que ‘este é o imóvel que eu quero, é o último, se não for agora ficarei sem' e coisas do tipo. A emoção é a maior inimiga nessa hora", avisa Andrew F. Storfer. Feito o primeiro alerta, vamos, então, às próximas dicas de ouro.
Trocando o aluguel pela prestação
O financiamento de imóveis, segundo Andrew, não é um bom investimento, é apenas uma forma de viabilizar a compra para quem não pode pagar a bolada toda à vista. "O investimento é no imóvel em si e na perspectiva de valorização do mesmo", esclarece. Segundo ele, o momento está propício para se migrar do aluguel para a casa própria, tendo em vista os financiamentos por prazos mais longos e com prestações mais baixas, o que faz com que sejam próximas ao valor do próprio aluguel.
Se for levado em consideração que o aluguel de um apartamento com preço de venda estipulado em R$ 120.000,00 sairá, em média, por R$ 720,00 +TR (Taxa Referencial) ao mês, sem contar a correção monetária, talvez seja mesmo interessante conferir a proposta de um financiamento. O consultor financeiro Maurício Visconti, da REIT Soluções Financeiras Imobiliárias, fez as contas e mostra que, dando R$ 20.000,00 de entrada por esse imóvel, resta o valor de R$ 100.000,00 a ser financiado em prestações de aproximadamente R$ 906,00 +TR ao mês, num prazo de 240 meses. "A diferença é de R$ 186,00, mas a prestação terá um valor de correção menor do que o do aluguel", explica. Segundo o consultor, a casa própria costuma ser a melhor opção e, com a atual taxa de juros, comprar está sendo, de fato, um bom negócio. Hoje, por exemplo, já é possível financiar um imóvel por menos de um salário mínimo por mês.
Outra questão importante é que, se daqui a dez anos o morador ficar desempregado e não conseguir mais pagar o aluguel, ele será despejado. Já no caso do imóvel financiado, ainda que o morador não tenha mais condições de pagar as prestações, ele não terá que sair. Afinal, a casa já é dele. "O consumidor pode solicitar o cancelamento do contrato de financiamento e exigir as parcelas pagas de volta", explica Renata Reis, tecnóloga do Procon-SP, enfatizando apenas que o nosso Código não estabelece a porcentagem a ser restituída ao morador. Se ele não conseguir renegociar a dívida, terá o apartamento leiloado pelo banco.
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