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Financiamento: prós e contras
Pé no freio! Antes de financiar um carro novo, analise seu orçamento
Por Sandra Blanco • 01/08/2008

A pedido das que estão pensando em realizar o sonho de comprar o carro novo motivadas pelo aquecimento do mercado, aqui vão os cuidados que você deve ter antes de assumir as prestações de um financiamento.

Embora as taxas de juros estejam mais altas, financiar um carro novo ainda é viável. Prova disso é que a venda e a produção de veículos no Brasil estão batendo recordes, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em maio, 242 mil automóveis nacionais e importados foram emplacados. Tem-se produzido 200 mil unidades, em média, por mês.

Necessidade ou sonho de consumo? Tire da cabeça a idéia de que comprar um carro é um investimento

Para fazer uma compra inteligente, não leve apenas em consideração se o valor da prestação cabe no seu bolso. Muita gente se aperta para pagar R$ 400 porque acha um valor razoável de pagar. Os seus compromissos financeiros não devem ultrapassar 30% das suas receitas. Assim sendo, se você recebe R$ 1.000 mensais, nem pense em fazer uma prestação de R$ 400.

Outro fator importante que deve pesar na decisão é a taxa de juros embutida no financiamento. Agora está muito mais fácil avaliar essa taxa e compará-la com outras alternativas de crédito. É que, ao financiar um automóvel, as prestações são calculadas com base no CET - Custo Efetivo Total. O CET é uma taxa anual que engloba os juros e todos os demais custos embutidos num financiamento como o seguro (para garantir o pagamento da dívida em caso de invalidez permanente ou morte do devedor), a taxa de abertura de crédito (TAC) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Quanto maior o valor financiado ou o número de prestações, maior vai ser a taxa de juros do financiamento. É o adicional que você tem de pagar para ter o bem quando não tem dinheiro.

Se você tiver dinheiro para dar uma entrada de 50% ou mais do valor do automóvel, pode conseguir taxa bem atraente se pesquisar e negociar. Nesses casos, pode optar por 12 ou 24 prestações e estará fazendo um bom negócio. Mas se você não tem um valor para dar de entrada e pensa em financiar em 60 ou 72 meses, as taxas já são mais salgadas.

Necessidade ou sonho de consumo? Tire da cabeça a idéia de que comprar um carro é um investimento. Um carro novo quando sai da concessionária sofre depreciação imediata de 20 a 30% e ainda aumenta suas despesas: combustível, seguro, estacionamento, pedágio, IPVA, licenciamento e manutenção. Antes de colocar o pé no acelerador, reveja seu orçamento.



Sandra Blanco é consultora financeira e trabalhou na Merrill Lynch, nos EUA. Fundadora do primeiro clube de investimento feminino brasileiro, Sandra assina a coluna do portal que tem foco na educação financeira para mulheres.  Leia mais deste autor.





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