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Filhos: futuro garantido
Veja como planejar um amanhã mais tranquilo para eles - e para você!
Por Renata Agostini • 03/01/2008

Os filhos nascem e depois que a ansiedade inicial com os cuidados dos bebês se apaziguam, muitos pais já começam a se preocupar com o futuro financeiro das crianças. E a idéia está longe de ser excesso de zelo materno. Seja pensando nos custos com a faculdade ou apenas em formar um bom pé-de-meia para a maioridade dos filhos, investir desde cedo pode ser um alento para o seu próprio bolso daqui a alguns anos.

O primeiro passo é se programar para o quanto poupar. Os manuais de finanças pessoais recomendam que se reserve todo mês 10% do seu rendimento bruto. É uma forma simples de calcular qual é a quantia razoável para guardar do seu salário, já retirados os descontos. Porém, antes de se preparar para qualquer investimento, é preciso ter em mente que não existe decisão com risco zero, observa a financista Eliana Bussinger. "Até para tranquilizar os pais, é importante saber que não há escolha 100% correta. Todas as opções trazem vantagens e desvantagens. O mercado exige que você raciocine dessa forma. É uma questão de estudar as possibilidades e fazer as contas. Lembrando sempre, é claro, que investir é melhor do que não fazer nada".

Há uma volatilidade muito grande no mercado. As ações variam de preço ao longo do ano e você pode chegar a perder alguma coisa a princípio. Nessa hora, o investidor não deve querer se livrar logo da ação

Mercado de ações

O ano passado foi muito positivo para quem manteve investimentos no mercado acionário, mas, para quem deseja entrar agora no mundo das bolsas de valores, é preciso muita cautela, adverte Eliana Bussinger. Isso porque, devido à valorização crescente nos últimos cinco anos e, em especial, em 2007, os preços das ações estão altos e a tendência é que não haja altas de preços tão significativas daqui para a frente.

"Num primeiro momento, o mercado acionário pode parecer bastante complicado para os leigos. Porém, as ações refletem no fundo o que acontece no mundo real", explica Alcides Leite Domingues, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios. Por isso, segundo ele, é mais seguro investir em ações de empresas grandes e sólidas no início. "São empresas que sabemos que não irão quebrar ou comprometer seriamente seus rendimentos. Com as pequenas, você pode até conseguir boa lucratividade durante um tempo, mas é preciso conhecê-las a fundo, saber o que produzem, quais são as perspectivas de mercado, se são bem administradas", diz. Para ele, outra dica é buscar empresas que estejam em processo de internacionalização ou que operem com minerais e petróleo. "São produtos que tendem a menter o preço alto", revela.

Seja qual for a cartela de investimentos escolhida, o importante é ter em mente que trata-se de um investimento a longo prazo. Muitas vezes, as ações se desvalorizam rapidamente, o que pode assustar o investidor. O professor Alcides Leite lembra que esta alteração é normal, e não deve ser encarada como um desestímulo para operar no mercado acionário. "Há uma volatilidade muito grande no mercado. As ações variam de preço ao longo do ano e você pode chegar a perder alguma coisa a princípio. Nessa hora, o investidor não deve querer se livrar logo da ação".

Para quem se interessa pelo sobe-e-desce da Bolsa, há a opção de operar sozinho a compra e venda de papéis, por meio do Home Broker, um sistema que permite a negociação de ações via internet. Dessa forma, o investidor pode enviar ordens por meio do site de sua corretora, tomando ele próprio as decisões. "Não é algo complexo, mas exige algum tempo de dedicação. Se a sua cartela de investimento é mais conservadora, com empresas sólidas, por exemplo, não é preciso olhar os gráficos diariamente, porque a empresa não vai falir da noite para o dia. O mercado passa a ser complexo quando você está em busca da rentabilidade máxima que ele pode oferecer", afirma Eliana Bussinger.







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