• Crédito: João Kehl
  • A colunista Eliana Bussinger


Etapa 7
A conquista dos objetivos financeiros não é uma atividade solitária
Por Eliana Bussinger • 08/04/2008

Algum tempo atrás, durante uma palestra do Amir Klink, percebi que de solitário o navegador tinha muito pouco. Sua palestra focou o tempo inteiro em trabalho de equipe. Talvez nos primórdios, quando Klink iniciou suas jornadas, elas fossem de fato solitárias. Mas, com o passar do tempo, garantir o sucesso de empreitadas cada vez mais audaciosas exigia o trabalho de uma equipe técnica, inovadora e diligente: desde a construção do barco, ao armazenamento da comida e até mesmo o acompanhamento via satélite das tormentas, Amir passou a contar com um poderoso arsenal humano (além do técnico, para que tivesse a tranqüilidade de circunavegar o globo com sucesso.

No fabuloso livro O som e a fúria de Tim Maia, o autor Nelson Motta relata repetidamente o trabalho de muitas equipes diferentes, amigos e parentes, que ajudaram Tim a percorrer o caminho da fama e do sucesso. Veja, por exemplo, um trecho da página 164: "Piali se tornava titular da Vitória Régia, dividindo com Dom Pi as responsabilidades de assistência completa, geral e irrestrita a Tim, incluindo contratos, levados, transportes, rangos e eventualmente garotas."

Observe à sua volta, amigos, familiares, pessoas famosas, celebridades nas revistas. Se há sucesso, há parceria. Os políticos precisam de seus partidos, os chefes precisam de seus funcionários, os artistas de seus fãs e seus empresários

Quem assistiu ao filme sobre a vida de Edith Piaf pôde perceber com clareza como a cantora possuía amigos incríveis que a acompanharam durante toda vida. E olha que tanto Piaf quanto Tim além de geniais eram geniosos. Personalidades de difícil convivência.

Observe à sua volta, amigos, familiares, pessoas famosas, celebridades nas revistas. Se há sucesso, há parceria. Os políticos precisam de seus partidos, os chefes precisam de seus funcionários, os artistas de seus fãs e seus empresários. Eu preciso de vocês. E, espero, vocês precisem de mim! São conexões, muitas delas espirituais, necessárias para se seguir em frente.

Bem, assim como isso vale para a vida em geral, também vale para a conquista de objetivos. A conquista dos objetivos financeiros não é, nem nunca deveria ser, uma atividade solitária.

Com a lista de seus objetivos, traçados em etapas anteriores, agora em suas mãos, analise cada um deles e veja com quem você os compartilhará e de quem você precisará para que eles se tornem realidade:

- de seu parceiro

- de seus filhos

- do seu chefe

- de um banco

- de um profissional de marketing

- de um mentor

- de um administrador

- da sua babá

- de uma folguista para os fins de semana?

Coloque ao lado de cada um deles as pessoas que serão necessárias. Veja se elas apoiarão por um preço, por interesse ou simplesmente por amor. Se houver preço, é preciso saber quanto será, para que ele seja adicionado ao valor do sonho. Se, uma vez realizado, o objetivo será compartilhado com mais alguém, então mostre seu sonho a essa pessoa e peça sua contribuição sem pestanejar.



Eliana Bussinger é autora do livro “As Leis do Dinheiro para Mulheres”. A financista dá dicas focadas na realidade das mulheres brasileiras sobre como se comportar para desfrutar o dinheiro da melhor maneira sem deixar de investir no futuro  Leia mais deste autor.





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