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Contas investimento
Esqueça os cofrinhos, as latas de mantimentos e o colchão. Em 2005, não economize nas investidas, literalmente. Afinal, a conta investimento foi criada para facilitar a aplicação do seu dinheiro sem pagar pedágio – ufa!
Por Maíra Donnici • 17/01/2005
Abaixo aos cofres de porquinho, latas de mantimentos e demais artifícios domiciliares para tecer um pé-de-meia! Foi-se o tempo que guardar dinheiro no colchão era uma forma de poupança. Se você ainda tinha receio de aplicar a grana suada e, por isso, preferia deixá-la bem guardadinha dentro do armário, saiba que uma nova alternativa foi criada para que qualquer pequeno investidor possa migrar de uma arremetida para outra: a conta investimento. Aproveite que seu saldo zerou com a chegada de 2005, e some às promessas feitas no balanço de fim de ano um plano para aumentar a sua receita - financeira, claro. Portanto, não poupe empreitadas para si mesma; comece logo pelo seu capital. Até porque, saúde para dar e vender é fundamental, mas melhor ainda com muito dinheiro no bolso – ou na conta.
Taxas, juros, impostos... É tanta porcentagem para arrancar o pouco que você tem, que até desanima. Ao perceber que as pequenas quantias fazem uma grande diferença – aquela velha história de encher o papo da galinha de grão em grão -, o próprio governo passou a oferecer condições para que uma pessoa comum invista parte do seu patrimônio em forma ações e fundos. Foi com esse intuito que, recentemente, criaram a conta investimento. "Ela visa propiciar o investidor mobilidade, sem pagar tributação. Antes, caso ele pretendesse mudar de recurso, ou seja, tirar o capital de um investimento e depositar na sua conta corrente, o CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) comia uma parte. Agora, ele pode mudar de aplicação e trocar por outras sem pagar pedágio", explica o consultor da Financenter Benigno Ares.
Além da novidade de não pagar o imposto, que tem alíquota de 0,38 por cento, a conta investimento representa uma maneira de armazenar e, sobretudo, administrar a quantia destinada a aplicações. "É uma segunda conta, aberta pelas instituições em nome dos investidores para registrar aplicações financeiras. O tributo incide somente na primeira transação, no momento em que a pessoa realiza a transferência de seus recursos da Conta Corrente de Depósito para a Conta Investimento", ensina o diretor de auditoria da Bovespa, Odílson Moré. Antes, não cabia aos investidores de pequeno porte a flexibilidade que os grandes (institucionais ou individuais) já dispunham. "Eles arcavam com as despesas dos Fundos Exclusivos, destinados às aplicações de grandes volumes, e driblavam a tributação. Já os pequenos realizavam aplicações diretamente em seus nomes e toda vez que resolvessem migrar seus investimentos para um outro tipo de aplicação, sofriam nova incidência da CPMF", acrescenta o diretor de auditoria da Bovespa.
O saldo positivo é que não precisa de muito esforço para ter uma conta investimento. Segundo Odílson Moré, depois que foi posta em prática, em outubro do ano passado, qualquer nova aplicação passou a ser feita imediatamente por meio dela. "As instituições, ao receberem de seus clientes ordens de aplicações, abrem, automaticamente, em nome desses investidores, a Conta Investimento. Mesmo que eles já mantenham aplicações na conta convencional", diz Moré. Por outro lado, o negativo é que deixar o dinheiro na conta de nada vai render. De acordo com o consultor da Financenter, ela serve para transações e armazenamento. "A rigor, essa conta não poderá registrar saldo. Os recursos são automaticamente transferidos para as aplicações ordenadas e a remuneração recai sobre a aplicação, e não sobre a conta", resume Moré.
Simples assim! Resta saber se vale mesmo a pena, porque de nada adianta essa liberdade financeira de ir e vir, não vendo a cor do dinheiro – sem levar ao pé da letra, já que ele vai estar na conta. Lógico que o ganho é proporcional à quantidade de cifras que você coloca em jogo. Mas, hoje em dia, as apostas em Clubes de Investimento e fundos de renda fixa e variável apresentam ganho superior à Caderneta de Poupança. No entanto, apesar de vantagens iguais, para gente como nós, a roleta gira com outra velocidade. "Rentabilidade diz respeito ao quanto se ganha, considerando todos os custos. Como não tem CPMF, tira um custo de ganho maior. Porém, o pequeno investidor não tem as alternativas do grande. Como são baixos os valores, a questão de ficar migrando não é uma estratégia recomendável, uma vez que ele teria que deixar o capital em um recurso e esquecer, deixar render a médio e longo prazo", aconselha o consultor da Financenter Benigno Ares.
No entanto, a vantagem da conta investimento é que se pode estar sempre procurando o recurso mais rentável. Assim, se você aplicou parte do seu dinheiro em uma fonte, e surge outra que poderá trazer mais lucro, o jogo é ir de lá pra cá, sem pedágio. "Normalmente, você corre menos risco se permanecer", contrapõe o consultor da Financenter. E se você não faz a menor idéia por conde começar, a dica vem direto da Bovespa, através do diretor Odílson Moré. "É difícil indicar onde o pequeno investidor deve aplicar. Os analistas recomendam prudência. Quando em aplicações de renda fixa, as mais comuns são os Fundos de Investimento e a Caderneta de Poupança. Em renda variável, a mais indicada é em Clube de Investimento", aconselha ele.
Tá vendo? O processo de aplicação não é tão complicado. Se você for atenta, então, pode ser lucrativo. É como uma estratégia cujas metas são alcançadas gradativamente. "Investir é um objetivo pré-estabelecido e depende do propósito e da disponibilidade financeira de cada um. Aplicar o dinheiro para uma reserva de emergência, por exemplo, precisa de alta liquidez. O risco é maior e o gasto também. Já a longo prazo, as pessoas tendem a recuperar uma baixa de bolso. O que difere uma empreitada da outra são os objetivos", informa o consultor Benigno Ares. Então, como dinheiro na mão é vendaval, cuide bem dele, de preferência, em vias bancárias. Assim, em 2005, arrume um namorado, se alimente melhor, faça exercícios, durma mais cedo e engorde... a sua conta!
Maíra Donnici   Leia mais deste autor.
Taxas, juros, impostos... É tanta porcentagem para arrancar o pouco que você tem, que até desanima. Ao perceber que as pequenas quantias fazem uma grande diferença – aquela velha história de encher o papo da galinha de grão em grão -, o próprio governo passou a oferecer condições para que uma pessoa comum invista parte do seu patrimônio em forma ações e fundos. Foi com esse intuito que, recentemente, criaram a conta investimento. "Ela visa propiciar o investidor mobilidade, sem pagar tributação. Antes, caso ele pretendesse mudar de recurso, ou seja, tirar o capital de um investimento e depositar na sua conta corrente, o CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) comia uma parte. Agora, ele pode mudar de aplicação e trocar por outras sem pagar pedágio", explica o consultor da Financenter Benigno Ares.
Além da novidade de não pagar o imposto, que tem alíquota de 0,38 por cento, a conta investimento representa uma maneira de armazenar e, sobretudo, administrar a quantia destinada a aplicações. "É uma segunda conta, aberta pelas instituições em nome dos investidores para registrar aplicações financeiras. O tributo incide somente na primeira transação, no momento em que a pessoa realiza a transferência de seus recursos da Conta Corrente de Depósito para a Conta Investimento", ensina o diretor de auditoria da Bovespa, Odílson Moré. Antes, não cabia aos investidores de pequeno porte a flexibilidade que os grandes (institucionais ou individuais) já dispunham. "Eles arcavam com as despesas dos Fundos Exclusivos, destinados às aplicações de grandes volumes, e driblavam a tributação. Já os pequenos realizavam aplicações diretamente em seus nomes e toda vez que resolvessem migrar seus investimentos para um outro tipo de aplicação, sofriam nova incidência da CPMF", acrescenta o diretor de auditoria da Bovespa.
O saldo positivo é que não precisa de muito esforço para ter uma conta investimento. Segundo Odílson Moré, depois que foi posta em prática, em outubro do ano passado, qualquer nova aplicação passou a ser feita imediatamente por meio dela. "As instituições, ao receberem de seus clientes ordens de aplicações, abrem, automaticamente, em nome desses investidores, a Conta Investimento. Mesmo que eles já mantenham aplicações na conta convencional", diz Moré. Por outro lado, o negativo é que deixar o dinheiro na conta de nada vai render. De acordo com o consultor da Financenter, ela serve para transações e armazenamento. "A rigor, essa conta não poderá registrar saldo. Os recursos são automaticamente transferidos para as aplicações ordenadas e a remuneração recai sobre a aplicação, e não sobre a conta", resume Moré.
Simples assim! Resta saber se vale mesmo a pena, porque de nada adianta essa liberdade financeira de ir e vir, não vendo a cor do dinheiro – sem levar ao pé da letra, já que ele vai estar na conta. Lógico que o ganho é proporcional à quantidade de cifras que você coloca em jogo. Mas, hoje em dia, as apostas em Clubes de Investimento e fundos de renda fixa e variável apresentam ganho superior à Caderneta de Poupança. No entanto, apesar de vantagens iguais, para gente como nós, a roleta gira com outra velocidade. "Rentabilidade diz respeito ao quanto se ganha, considerando todos os custos. Como não tem CPMF, tira um custo de ganho maior. Porém, o pequeno investidor não tem as alternativas do grande. Como são baixos os valores, a questão de ficar migrando não é uma estratégia recomendável, uma vez que ele teria que deixar o capital em um recurso e esquecer, deixar render a médio e longo prazo", aconselha o consultor da Financenter Benigno Ares.
No entanto, a vantagem da conta investimento é que se pode estar sempre procurando o recurso mais rentável. Assim, se você aplicou parte do seu dinheiro em uma fonte, e surge outra que poderá trazer mais lucro, o jogo é ir de lá pra cá, sem pedágio. "Normalmente, você corre menos risco se permanecer", contrapõe o consultor da Financenter. E se você não faz a menor idéia por conde começar, a dica vem direto da Bovespa, através do diretor Odílson Moré. "É difícil indicar onde o pequeno investidor deve aplicar. Os analistas recomendam prudência. Quando em aplicações de renda fixa, as mais comuns são os Fundos de Investimento e a Caderneta de Poupança. Em renda variável, a mais indicada é em Clube de Investimento", aconselha ele.
Tá vendo? O processo de aplicação não é tão complicado. Se você for atenta, então, pode ser lucrativo. É como uma estratégia cujas metas são alcançadas gradativamente. "Investir é um objetivo pré-estabelecido e depende do propósito e da disponibilidade financeira de cada um. Aplicar o dinheiro para uma reserva de emergência, por exemplo, precisa de alta liquidez. O risco é maior e o gasto também. Já a longo prazo, as pessoas tendem a recuperar uma baixa de bolso. O que difere uma empreitada da outra são os objetivos", informa o consultor Benigno Ares. Então, como dinheiro na mão é vendaval, cuide bem dele, de preferência, em vias bancárias. Assim, em 2005, arrume um namorado, se alimente melhor, faça exercícios, durma mais cedo e engorde... a sua conta!
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