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Consultor financeiro
Em tempos de crise, ele pode te ajudar a fazer investimentos melhores
Por Carolina Mouta • 10/10/2008

Agora há pouco você se deu conta de que a nota de R$50 que tinha na carteira não está mais lá? E o pior: você nem lembra onde gastou? É hora de contratar um personal financial advisor. Traduzindo: você precisa de um consultor de finanças pessoais. É ele quem tem ajudado muita gente quando o assunto é dinheiro. A manutenção da saúde financeira tem sido difícil nos dias atuais. Apelos do consumo, créditos fáceis e parcelamentos fazem com que os consumidores caiam em um buraco negro e quase sem volta. A educação financeira é ainda um tema pouco conhecido, o que também dificulta ainda mais a implantação do planejamento financeiro pessoal ante às inúmeras decisões a serem tomadas.

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Um personal financial advisor cabe no seu bolso?

Com o aquecimento da economia e o aumento da renda do trabalhador, o consultor financeiro pessoal ganhou espaço no Brasil. "A busca pelos clientes de alta renda por bancos, corretoras e gestoras de recursos impulsionaram, nos últimos anos, um segmento de mercado para o atendimento das pessoas que não podiam usufruir das taxas diferenciadas, de produtos personalizados e de vantagens de um atendimento exclusivo devido à sua renda. Desta forma, surgiram as boutiques de investimentos e os profissionais de aconselhamento financeiro não vinculados a instituições financeiras, trazendo ao alcance do grande público serviços personalizados e atendimento exclusivo", conta Ronan Bonnemasou, da consultoria capixaba Somainvest.

O profissional procurará entender a demanda do cliente e traçar a sua vida financeira. Trata-se de um aconselhamento que leva em consideração uma série de fatores relacionados a este cliente

Os consultores são, na maioria dos casos, profissionais autônomos - economistas, contabilistas e egressos do mercado financeiro. O papel do consultor de finanças pessoais é orientar as pessoas sobre gastos desnecessários, quitação de dívidas e auxiliar no planejamento da vida financeira. Ele atua através de consultas com os clientes para lidar com tudo o que estiver, de alguma forma, relacionado com as finanças de uma pessoa ou de uma família. É necessário, antes de qualquer procedimento, fazer um check up financeiro. "O profissional procurará entender a demanda do cliente e traçar a sua vida financeira. Trata-se de um aconselhamento que leva em consideração uma série de fatores relacionados a este cliente", explica o professor da Fundação Instituto de Administração e consultor de finanças pessoais Caio Torralvo.

Estes fatores e objetivos precisam ser rigorosamente esmiuçados para que o consultor inicie o trabalho. Talvez o cliente chegue com um objetivo específico como, por exemplo, quanto deve economizar por mês para se aposentar com uma renda X. O consultor, para responder a essa pergunta, precisa fazer uma série de outros questionamentos ao cliente. Assim, é possível entendê-lo melhor em suas necessidades, seus desejos e suas restrições. "Costumo dizer que, sempre que um cliente me faz uma pergunta, respondo com umas 20", conta Torralvo.

Geralmente, a maioria das pessoas só recorre a este tipo de profissional quando há alguma crise financeira: descontrole nas contas, dívidas, receio de ser demitido, ausência de poupança e fundos de emergência, e dúvidas sobre produtos financeiros. Entretanto, o consultor auxiliará também quando o cliente receber um aumento de salário, ações ou títulos, que não tenha conhecimento de como manter ou quando a caderneta de poupança tiver um saldo considerável, que mereça um outro tipo de tratamento para fazer o dinheiro render mais.

Se o cliente já tem investimentos, o papel do consultor é analisá-los para ajustar a cartela aos seus objetivos, indicando as melhores opções ou investindo para quem o contratou. A empresária Virgínia Almeida decidiu contratar uma consultoria para cuidar do seu dinheiro quando quis fazer uma aplicação mais agressiva, mas não sabia por onde começar. "Não me arrependo. O dinheiro foi movimentado e os investimentos sugeridos deram um excelente retorno", atesta.

De acordo com a consultora Carla dos Santos, da CDS Brasil Soluções Financeiras, o trabalho pode variar de acordo com a maneira de atuação. A consultoria financeira pessoal sem gestão direta de carteira propõe o aconselhamento ao cliente, deixando que ele mesmo invista onde achar prudente. Já na consultoria com gestão de carteira, o profissional devidamente habilitado opera em nome do cliente. Existe, ainda, os chamados "Family Offices", que são escritórios especializados em gestão de fortunas, que incluem ativos financeiros e imobilizado, podendo ou não ter a gestão da carteira de investimentos do cliente.







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