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Para Inês, que trabalha com planos de carreira e sucessão, as possibilidades de construir e propor soluções são o que mais a atrai. "Gosto de desenhar, em conjunto com as áreas, novas propostas para os problemas que surgem. Não existe uma visão de que o RH cria as coisas e impõe, mas sim a construção a quatro mãos", afirma.
Ela acredita que a proximidade do RH com os demais setores da empresa está entre as maiores contribuições que a área pode oferecer à organização. "Acredito que seja necessário cada vez mais que o profissional de recursos humanos saia de sua mesa e vá para as áreas ver como funciona o lado de lá e, a partir daí, entender o seu papel no processo. É preciso compreender as necessidades dos gestores, captar nas entrelinhas, trazer o olhar de gestão. Por mais que o gestor tenha o cuidado com as pessoas, ele também tem suas prioridades, como entregar resultados, por exemplo. E aí, o lado das pessoas fica em segundo plano. Nosso papel é apoiá-los, ajudá-los. Agora, se nos mantivermos distantes, esse trabalho fica muito dificultado", afirma Inês.
Os especialistas concordam. Para eles, o profissional de RH atual precisa estar alinhado com o negócio e envolvido com os assuntos organizacionais como um todo. "Hoje, como o setor de RH está atua em atividades de capacitação, aplicação de pesquisa de clima, definição de planos de ação para melhoria, satisfação e engagement do grupo, manutenção e definição de processos de mentoring e desenvolvimento de carreira, o profissional desse ramo precisa estar alinhado com a estratégia da empresa e participar efetivamente da definição do plano estratégico. Ele nunca pode esquecer que é o ponto de apoio dos colaboradores dentro da corporação e, com isso, o seu papel de intermediar os interesses (entre pessoas e companhia) deve ser a sua principal preocupação", enfatiza Luiz Scistowski.
É cada vez maior o campo de trabalho para quem atua no RH. As principais atividades são: treinamento e desenvolvimento, recrutamento e seleção, gestão estratégica das áreas e administração de pessoal (responsável por processos como admissão, rescisão, benefícios, pagamento, ponto eletrônico etc). Com isso, aumenta também a procura por cursos de especialização na área, como MBA voltados para Gestão de Recursos Humanos ou ainda cursos estratégicos, como Gestão de Projetos e Mudanças Organizacionais.
Para quem se interessou pela área, a dica é ficar atento para as principais competências e habilidades exigidas hoje em dia. "O profissional de RH deve desenvolver a capacidade de iniciativa, pró-atividade, busca de novos conhecimentos, mudança de postura visando manter o foco na atuação estratégica. É necessário relacionar-se bem com pessoas e conhecer o negócio da empresa", conclui Luiz Scistowski.
Andressa Motta   Leia mais deste autor.
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