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Carreira em alta
Os Recursos Humanos ganham destaque e viram bom ramo de atuação
Por Andressa Motta • 18/07/2008

Ela era vista como o patinho feio das empresas, com as únicas responsabilidades de agendar os pagamentos dos funcionários e assinar ou rescindir os contratos dos trabalhadores. Entretanto a área de Recursos Humanos, antigo DP - Departamento Pessoal - cresceu e apareceu. Hoje, é vista como o cerne de muitas companhias e várias pessoas, atentas a esse crescimento, têm procurado especializações e cursos na área. Talvez pelo destaque dos cargos, pelo trabalho cada vez mais estratégico que desenvolve, ou pelos salários, que podem chegar a R$ 10 mil.

Para quem gosta de trabalhar com pessoas, o contato humano é o principal atrativo da área. E como existe envolvimento em vários escopos, o aprendizado que se ganha é riquíssimo

No final dos anos 70, as organizações puderam acompanhar o início de um novo momento histórico para a área de gestão de pessoal. Acabaram as tarefas burocráticas para surgirem funções ligadas à administração e desenvolvimento de recursos humanos e comportamento organizacional. Com a mudança, o RH assumiu uma posição chave, tática dentro das empresas, que compreenderam que a base de seus negócios estava ligada a pessoas motivadas e comprometidas. Mas ainda existe muito desconhecimento da profissão. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Recursos Humanos apontou que 70% dos profissionais que trabalham no ramo não se imaginavam exercendo essa função.

A falta de conhecimento é também um dos principais desafios da área atualmente. Garantir que melhores resultados e, consequentemente, lucros também são contribuições importantes da área de recursos humanos é uma tarefa difícil, e em construção, como afirma o psicólogo e diretor da RHGroup Assessoria em Recursos Humanos, Luiz Scistowski. "O desafio é, sem dúvida, mostrar para a diretoria organizacional que o RH pode também ajudar com a lucratividade da empresa e não apenas gerar despesas. Avançamos muito nesse sentido, grandes companhias já conseguem "usar" seu RH em favor do desenvolvimento e da sua própria sustentabilidade", diz.

Mesmo diante desse obstáculo, o RH não pára de crescer. Esse mercado cresce 15% a cada ano. Muitas vezes, o profissional que atua na área chegou até ali "meio sem querer" e acabou se encontrando. Foi o que aconteceu com a analista de RH, Inês Correia. Ela se formou em Comunicação Social e pretendia atuar no mercado de editoras de livros. Como não se identificou com o trabalho, procurou outros desafios e, pouco tempo depois, foi aprovada em um processo seletivo interno para o RH da Infoglobo, empresa onde trabalha atualmente.

Inês conta que nunca se imaginou atuando nesse setor e afirma que em um primeiro momento teve dúvidas sobre a escolha profissional. "Tive contato com a área de gestão há alguns anos. Gostei da experiência, mas não a interpretei como uma possibilidade de atuação. Há um ano, uma amiga me encaminhou uma oportunidade interna para o RH, onde eu, a princípio, não me enxergava. Entretanto, quando li a descrição do trabalho, gostei", afirma.

Para Luiz Scistowski alguns pontos ajudam a explicar o crescimento desse mercado. "Para quem gosta de trabalhar com pessoas, o contato humano é o principal atrativo da área. E como existe envolvimento em vários escopos, o aprendizado que se ganha é riquíssimo", comenta.

Os salários também são atraentes; e variados, dependendo do porte e do ramo da empresa. Na média, a faixa pode variar de R$ 1.500,00 para um assistente, passando por R$ 2.500,00 para um analista e chegando a R$ 10.000,00 para um gerente e diretor.







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