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	<title>Bolsa de Mulher - Fórum - Vida Prática</title>
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	<description>Mensagens do fórum de "Vida Prática" sobre 'O CASAL PERFEITO' </description>
	<pubDate>2008-08-15 15:20:53</pubDate>
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	<title>Resposta para Erika113</title>
		<pubDate>2008-08-15 15:20:53</pubDate>
		<dc:creator>archernandes</dc:creator>
		<category>mensagem</category>
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		<description><![CDATA[Muito legal o texto. Adorei!]]></description>
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	<title>Resposta para Erika113</title>
		<pubDate>2008-08-14 23:40:02</pubDate>
		<dc:creator>Erika113</dc:creator>
		<category>mensagem</category>
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		<description><![CDATA[O casal perfeito
( Lia Luft )


A solidão dos homens tem a medida 
da solidão de suas mulheres. 
Isso eu disse e escrevi - e repito - em dezenas 
de palestras por este país afora. 

Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito:
 bom para quem gosta de desafios. 

O casal perfeito seria o que sabe aceitar 
a solidão inevitável do ser humano, 
sem se sentir isolado do parceiro - 
ou sem se isolar dele?!

O casal perfeito seria o que entende, 
aceita, mas não se conforma, 
com o desgaste de qualquer convívio
 e qualquer união?!

Talvez se possa começar por aí:
não correr para o casamento, o namoro,
 o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - 
a chatice da casa dos pais, 
as amigas ou amigos casando e tendo filhos, 
a mesmice do emprego,
 chegar sozinho às festas e sexo difícil e sem afeto. 

Não cair nos braços do outro 
como quem cai na armadilha do 
\&quot;enfim nunca mais só!\&quot;,
porque aí é que a coisa começa a ferver.

Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, 
o insidioso, o silencioso,
o sempre à espreita, o incansável: 
o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos. 

Passada a primeira fase de paixão 
(desculpem, mas ela passa, o que não significa 
tédio nem fim de tesão),
a gente começa a amar de outro jeito. 

Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. 
A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente. 

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. 
A conta a pagar, a empregada que não veio, alguém na família doente ou complicada(o), 
a mãe ou o pai deprimido ou simplesmente 
o emprego sem graça e o patrão de mau humor. 

E a gente explode e quer matar e morrer, 
quando cai aquela última gota - 
pode ser uma trivialíssima gota - 
e nos damos conta:
 nada mais é como era no começo. 

Nada foi como eu esperava. 
Não sei se quero continuar assim,
 mas também não sei o que fazer.

Como a gente não desiste fácil, 
porque afinal somos guerreiros
 ou nem estaríamos mais aqui,
 e também porque há  os compromissos, 
a casa, a grana e até ainda o afeto, 
é preciso inventar um jeito de recomeçar, 
reconstruir. 

Na verdade devia-se reconstruir todos os dias.
Usar da criatividade numa relação. 
O problema é que, quando se fala 
em criatividade numa relação, 
a maioria pensa logo em inovações no sexo, 
mas transar é o resultado, não o meio. 

Um amigo disse no aniversário de sua mulher
 uma das coisas mais belas que ouvi: 

\&quot; Todos os dias de nosso casamento 
(de uns 40 anos), 
eu te escolhi de novo como minha mulher\&quot;. 

Mas primeiro teríamos de nos escolher
 a nós mesmos diariamente. 
Ao menos de vez em quando 
sentar na cama ao acordar, pensar: 
como anda a minha vida? 

Quero continuar vivendo assim? 

Se não quero, o que posso fazer para melhorar? 

Quase sempre há coisas a melhorar, 
e quase sempre podem ser melhoradas. 

Ainda que seja algo bem simples; 
ainda que seja mais complicado, 
como realizar o velho sonho de estudar, 
de abrir uma loja, de fazer uma viagem,
 de mudar de profissão. 

Nós nos permitimos muito pouco
 em matéria de felicidade, alegria,
 realização e sobretudo abertura com o outro. 

Velhos casais solitários 
ou jovens casais solitários
 dentro de casasão
 terrivelmente tristes e 
terrivelmente comuns.

É difícil? É difícil. 

É duro? É duro. 

Cada dia, levantar e escovar os dentes 
já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino. 

Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda.

O casal perfeito talvez seja aquele 
que não desiste de correr atrás do sonho
 e da certeza de que, apesar dos pesares, 
a gente, a cada dia, se escolheria novamente !!!
]]></description>
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