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Você é o que pensa
Na loucura do dia-a-dia, reserve um tempo para refrescar a cabeça
Por Patricia Martinez • 24/11/2007

A rotina de trabalho é, em geral, tão inundada de atividades operacionais - burocráticas e, muitas vezes, domésticas - que o exercício intelectual fica diminuído no meio do turbilhão. Mas, para fazer a máquina girar, vale cada um de nós buscar a medida certa.

A Bienal de Arquitetura, por exemplo, começa nos próximos dias, em São Paulo, e irá contar com a presença de vários arquitetos internacionais, comemorações do centenário de Oscar Niemeyer e uma ótima programação de palestras e debates sobre o uso do privado e do público na arquitetura. Eu diria que é um ótimo momento para refrescarmos nossas idéias.

Marc van Riel, dono das lojas de iluminação La Lampe e Dominici, profundo interessado em arquitetura sustentável (principalmente quando o foco é a iluminação), aproveitou a visita à São Paulo e convidou um grupo de 10 pessoas para conhecer o arquiteto inglês David Cook num simpático almoço.

Inserir no dia-a-dia conversas de qualidade, mesmo que sejam em situações informais como um almoço ou um café, serve para oxigenar a mente e provocar novas reflexões quanto à nossa produção profissional

Ele é, hoje, um dos sócios do escritório Behnisch Architekten, baseado em Stuttgart, na Alemanha, e que desenvolve projetos sustentáveis pelo mundo. Este ano, o inglês apresenta seu projeto do novo campus na Universidade de Harvard, junto com o grupo de alemães que expõe na Bienal.

Estavam também presentes na conversa o jornalista Marcelo Lima, colunista do caderno Casa & do jornal O Estado de S. Paulo, João Armentano, Fernando Piva, o publicitário Marcelo Bicudo, outro fã do assunto ´sustentabilidade´, Baba Vacaro, light designer, Alessandra Friedman, da área comercial da DL, e Graziella Castanheira, responsável pelo marketing da DL. Um grupo bacana de pessoas interessadas num mesmo assunto e com expertises diferentes.

Inserir no dia-a-dia conversas de qualidade, mesmo que sejam em situações informais como um almoço ou um café, serve para oxigenar a mente e provocar novas reflexões quanto à nossa produção profissional. É muito instigante nos permitirmos olhar nosso próprio trabalho sob outra perspectiva. Este afastamento traz uma auto-crítica mais sensível e madura para confirmar o que está consolidado e o que devemos reciclar.

Agendem uma boa conversa e me contem, depois, o que acharam da experiência!

Beijos!
Patricia Martinez




Patricia Martinez tem 30 anos, é arquiteta e sócia do Núcleo de Arte Contemporânea do MAM. Especializada em projetos de residências e comerciais de alto padrão, desenvolve projetos nos EUA e Europa.  Leia mais deste autor.





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