• Crédito: Jupiter Images


Orientação racional
Até que ponto os pais devem influenciar a opção profissional do filho?
Por Ana Brasil • 03/08/2008

Medicina, Direito, Gastronomia ou História: não importa qual profissão seja a eleita, o processo de decisão é uma etapa muito importante na vida de qualquer um. Vários fatores interferem nesta jornada, do sonho de infância à realidade do mercado de trabalho, passando por habilidades, interesses e até o desejo da família. As dúvidas são inevitáveis e, é claro, os pais são os primeiros a tentar "ajudar", dando opiniões, conselhos, ou - o que é pior - induzindo o filho a escolher determinada área. Esse tipo de comportamento, natural para uns, pode ser prejudicial para a carreira e para a vida do jovem.

Os pais não devem interferir na escolha profissional dos jovens sob pena de vê-los infelizes e culpando-os pelas suas possíveis insatisfações e fracassos

Será que o ideal vislumbrado pelo casal deve ser seguido pelo filho? A não ser que seja, de fato, a vontade do próprio adolescente, a resposta é não. De acordo com a equipe de orientação vocacional do Centro de Psicologia CEPA, o maior erro cometido pelos pais neste momento é querer determinar a carreira que seus filhos seguirão. "Os pais não devem interferir na escolha profissional dos jovens sob pena de vê-los infelizes e culpando-os pelas suas possíveis insatisfações e fracassos", afirmam os psicólogos.

Assim, o melhor a fazer é conversar muito sobre os desejos e sentimentos do vestibulando que você tem em casa e tentar conter suas próprias ansiedades. É natural pensar muito sobre o futuro dos filhos. O problema começa quando as fantasias tomam formas bem definidas e, de repente, já podem ser descritas em detalhes. Afinal, não faz sentido traçar um plano de metas para quem ainda nem entrou na faculdade, certo?

Muita calma nesta hora!

É fundamental que o jovem se sinta acolhido e apoiado pela família, o que o ajudará, inclusive, a se sentir mais tranqüilo. Todos podem oferecer opiniões sobre sua personalidade e aptidões visíveis. Porém, é necessário não pressionar ou deixar a situação se transformar numa eleição doméstica, que só acentuará a angústia do futuro profissional.

Do mesmo modo, é indispensável prestar atenção em como seu filho está se portando diante de uma situação de tamanho estresse. Além da decisão em si, ele está lidando com o fim da adolescência, o último ano do colégio, a possível separação dos amigos, enfim, o término de várias dinâmicas e rotinas às quais está acostumado. O medo - das mudanças, de se arrepender da escolha profissional, de não ser bem sucedido, de não dar orgulho aos pais... ou seja, de ser um adulto infeliz - pode se manifestar em diferentes graus, desde uma tolerável ansiedade até o pânico generalizado. Em último caso, pode ser recomendado acompanhamento psicológico.

Muitas vezes, a orientação vocacional é uma boa saída. Ela não funciona como um veredicto, mas ajuda a nortear as preferências, além de ser um bom exercício de auto-conhecimento. Normalmente procurada por pessoas com interesse em várias áreas e carreiras, é uma ótima opção também para quem não faz idéia do que quer. Durante as análises, é possível que surjam aptidões até então ignoradas ou desconhecidas.

Informação nunca é demais

Além disso, deve-se realizar muita pesquisa acerca dos cursos que estão sendo considerados: a internet é uma ótima fonte, que permite ler sobre o mercado da profissão, média salarial e facilidade de inserção. Os meios tradicionais não devem ser descartados, e o contato com profissionais da área continua sendo um dos melhores tira-teimas. Eles poderão contar em detalhes o seu dia-a-dia, se sofrem muita pressão, se a função é enfadonha ou dinâmica, enfim, dar a ficha técnica completa do que acontece depois da esperada contratação.

Se a conversa puder ocorrer no próprio local de trabalho do ‘entrevistado', melhor ainda! Nada será tão verossímil do que efetivamente ver as pessoas trabalhando e convivendo naquele ambiente. Outra vantagem da visita será perceber o clima do lugar. É claro que é um aspecto bem subjetivo, mas pode fazer a diferença, tanto para convencer como para afastar de vez.







bolsa de mulher no seu celular

downlevel description
This video requires the Adobe® Flash® Player. Download a free version of the player.


Compartilhe: Facebook Del.icio.us LiveSpaces RSS
Últimos comentários
Comentários (0)
    Seja a primeira a comentar


Para enviar sua resposta identifique-se ou então crie já o seu cadastro! É rápido, é fácil, é GRATUITO!




XML Assine nosso RSS