Um belo dia você decide que quer uma companhia. Talvez, para brincar com seu filho, talvez para alegrar os seus dias. E decide que vai ter um cachorrinho. Boa escolha! De fato, os cães são os melhores amigos do homem. Então, você corre para o pet shop mais próximo da sua casa e compra o animalzinho mais fofinho da vitrine, certo? Errado. Antes de acrescentar um membro peludo à sua família, algumas questões precisam ser analisadas.
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Quer um cachorro? Então primeiramente responda às perguntas: você possui condições financeiras para sustentar o animal? Todos os membros da sua família desejam o cachorrinho? Mora em apartamento ou casa? Está a maior parte do tempo na rua? Possui crianças? Quem limpará as necessidades do bichinho e o levará para passear? Respondido estes questionamentos, você saberá se tem reais condições de adquirir ou não o cão.
Aí, o próximo passo é conhecer como se comporta cada raça e decidir qual se encaixa melhor no perfil da sua família. "Ainda que se deva levar em conta a criação do animal, de uma maneira geral, podemos dizer que pitbulls são mais bravos, labradores, animais dóceis. O grupo de pastores tem temperamento mais agressivo e os terrier brasileiros são cães amigáveis, mas desconfiados com estranhos. Já o grupo dos retrivers, setters, dálmatas e whippets são animais de temperamento sensível e amáveis", revela a veterinária Priscila Silvério.
Escolhendo o seu peludo
Ainda que as raças possam definir muito do comportamento de um cachorro, você não deve levar apenas esse quesito em consideração na escolha do seu bichano. "As raças possuem características peculiares, mas há tantas variações que pressupor que um determinado animal será agressivo só pela raça é um erro", desmistifica Alexandre Rossi , adestrador e autor do best seller "Adestramento Inteligente". Para ele, a garantia maior sobre como o seu cachorro agirá está na família do próprio animal. "Para ter um pouco mais de certeza, devemos analisar a ninhagem - os pais, avós e irmãos do cachorro. O que ele traz de genética é mais definidor de sua personalidade do que a raça", esclarece.
Depois, também é preciso avaliar se seu bichinho será capaz de se adaptar ao seu lar. Apartamentos pedem cães de pequeno porte, pêlo curto e temperamento calmo. "Raças como o daschund (Salsicha), o pug e bulldog francês são ideais", recomenda Priscila. Já, em casas, a especialista garante que raças mais ativas, como labrador, golden retriever, setter irlandês e weimaraner são bem-vindas.
Se a sua família possui pimpolhos, cuidados redobrados. Algumas raças são mais indicadas para crianças que outras. "Pug, bulldog francês, dálmata, boxer, whippet, golden retriever são animais mais dóceis e sociáveis", diz Priscila. Já, quem possui idosos na família deve priorizar pelas raças: yorkshire, shih-tzu, pastor de Shetland, bichon frise e lhasa apso ou adotar um cão adulto. "Cachorros mais velhos possuem um temperamento e um comportamento mais definido que os filhotes, além de não possuírem dentes afiados que possam ferir a pele mais sensível do idoso", aconselha Alexandre. E, para a felicidade geral, quem sofre de problemas alérgicos não precisa desistir do sonho de ter um cãozinho. Basta escolher raças de pêlo curto. São elas: boxer, wippet, pug, beagle e pointer. "Vale lembrar que a queda de pêlos está relacionada com a época do ano e a alimentação do animal", enfatiza Priscila.
Cara de um, focinho do outro
Você certamente já ouviu por aí, algo do tipo: os cachorros são iguais aos donos, certo? E, em parte, toda essa sabedoria popular é verdadeira. Assim, como crianças assumem determinadas características da personalidade dos pais, os cachorros também são influenciados pela família em que são inseridos. Mas o adestrador Alexandre Rossi faz questão de frisar que nem sempre esses comportamentos se tornam iguais. "Algumas vezes o cachorro são o oposto do dono. Uma pessoa muito dominante e autoritária pode acabar influenciando um comportamento submisso em seu cãozinho. Já outra permissiva demais pode vir a ter um cachorro dominante", diz.
E quando os donos resolvem transformar aquela bolinha de pêlos em um bebê? Cuidado! Por mais que seja tentador, e ele seja um "fofo", é preciso lembrar que cachorros são cachorros e bebês são bebês. Tratar o seu cãozinho como criança não é correto e pode desenvolver comportamentos indesejáveis em seu amiguinho. "Cachorros e seres humanos têm necessidades diferentes. O cão deve ser tratado de acordo com essas exigências.
Alguns alimentos, como chocolate e cebola, por exemplo, que para nós não possuem nenhum problema, são venenosos para os animais e podem até matá-los", argumenta Alexandre. A mesma dica serve para roupinhas em dias quentes e beijos na boca do canino. Sem exageros, ou você corre o risco de fazer com que seu peludo se sinta, na verdade, um peixe fora d'água!




