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Casa e Família
Mãos à obra
Confira dicas importantes na hora de começar reformas em casa
Por Mônica Vitória • 01/08/2008

Quem vai construir ou reformar, seja um cômodo ou toda a residência, sabe que há um trabalho árduo e estressante pela frente. São muitos os detalhes a serem definidos e acompanhados durante o tempo de execução da obra - que pode levar dias, meses, e até anos, dependendo do tamanho do local e da estrutura a ser modificada. Organização, calma e paciência são fundamentais para que tudo dê certo e sua casa fique linda, do jeitinho que você sonhou. Para ajudar, o Bolsa de Mulher conversou com quem entende do assunto e selecionou algumas dicas valiosas para quem não quer lidar com imprevistos ou desperdícios durante uma obra.

Além de dar toda a segurança na avaliação, a orientação de um profissional capacitado elimina os riscos de desperdícios e problemas com o material, fatos comuns quando o consumidor leigo se arrisca sozinho

Em primeiro lugar, tenha em mente tudo o que você pretende fazer. Idealize como quer ver cada parte do local que será modificado ou construído. Vale procurar informações e aproveitar idéias de diversas fontes: internet, TV, revistas de arquitetura e decoração, lojas especializadas etc. Aproveite para avaliar se este é realmente o melhor momento para este tipo de investimento, que exige tempo, dinheiro e disposição. Procure também conversar com pessoas que acabaram de passar por uma experiência com obras. Esta pesquisa pode, inclusive, evitar que algum profissional de má-fé cobre a mais, ou ajudar o arquiteto a entender exatamente o que você deseja. "O proprietário precisa ter bem definido o escopo da reforma ou que confie em um profissional que o auxilie a dimensionar as intervenções a serem feitas", destaca a arquiteta Marí Aní Oglouyan.

Contrate um arquiteto. "É para ele que você vai passar o seu programa, quais as suas necessidades e quais alterações imagina fazer no lugar. O arquiteto irá interpretar essas necessidades e fará um estudo, buscando cumprir o programa estabelecido. A partir da aprovação desse estudo, o profissional vai fazer uma estimativa dos custos, e você avaliará se a obra 'caberá no seu bolso'", explica a arquiteta Bela Gebara. Seja uma obra grande ou pequena, é importante que ela siga um projeto. Segundo ela, a crença de que contratar um profissional para isso vai aumentar os custos é um mito: "Muito pelo contrário. O arquiteto tem que ser um parceiro; ele é que poderá propor soluções econômicas e eficientes para cada etapa da obra. Com a ajuda especializada, evita-se o desperdício", afirma. Marí Aní Oglouyan assina embaixo: "Com certeza um arquiteto vai enxergar melhor as necessidades e expectativas do cliente, e vai auxiliar nas decisões, usando sua experiência e criatividade".

Analise o orçamento. Depois da avaliação do arquiteto, o projeto evolui com os cálculos (de medições de área e investimento financeiro) e já é possível saber quanto será gasto. "Se você tiver em mãos um projeto bem definido, o orçamento e o cronograma da obra ficarão bem mais próximos do real", acrescenta Marí. A partir disso, veja se os valores estão dentro de suas possibilidades financeiras e separe sempre uma "verba extra" para qualquer eventualidade. "Uma reforma, mais do que uma construção, pode apresentar surpresas no meio do caminho. Itens que não estavam previstos no projeto inicial - como ter que quebrar uma parede por causa de um vazamento, por exemplo - às vezes surgem de repente. Por isso, é sempre bom ter um dinheiro a mais guardado para esses casos", alerta a arquiteta Bela Gebara. Inclua, ainda, os gastos com transporte de materiais e retirada de entulho. Ponha tudo na ponta do lápis!

Verifique o cronograma. Com o projeto e o orçamento em mãos, o arquiteto já pode dar uma idéia de quanto tempo aproximadamente a obra deve durar - e dizer se é possível ou não termina-lá mais rapidamente, dependendo de suas prioridades. Assim, você pode se organizar e planejar melhor outros aspectos de sua vida também. Algumas pessoas preferem ou precisam até se mudar temporariamente da casa para não conviverem com o cheiro, a poeira e o barulho do "bate-estaca". "No caso de ter que ir para outro lugar, o cronograma da obra ajuda a saber quanto tempo precisará ficar fora e os gastos que isso implicaria", observa Bela. Em reformas menores, como trabalhos em paredes, aplicação de revestimento e troca de pisos, é possível apenas passar os móveis do cômodo para outro ambiente e usar o resto da casa. Se o estresse for demais para você e sua família (principalmente se houver crianças morando na casa), procure alugar um apartamento próximo por um tempo ou passar uns dias na casa de um parente que seja paciente.

Escolha bem a mão-de-obra. Ao selecionar os empregados que farão o trabalho, o melhor ainda é contratar um empreiteiro ou empresa de engenharia que seja responsável pelos operários. Se a reforma for pequena ou se você pretende economizar, alguns cuidados extras precisam ser tomados - quanto à qualidade do serviço e à segurança dos profissionais, por exemplo. Pedreiros, eletricistas, pintores, todos devem ser indicados por pessoas de sua confiança. "Além do orçamento, devemos checar as referências e especialidades de cada operário e fornecedor", acrescenta a arquiteta Marí Aní Oglouyan.

Deixe as compras com o arquiteto. Você pode verificar pessoalmente a compra, mas é ele quem deve escolher os produtos. "É por isso, também, que o auxílio do arquiteto é tão importante. Além de dar toda a segurança na avaliação, a orientação de um profissional capacitado elimina os riscos de desperdícios e problemas com o material, fatos comuns quando o consumidor leigo se arrisca sozinho", argumenta Bela Gebara. Obras feitas sem o apoio de um arquiteto (e, no caso de construções maiores, sem uma firma de engenharia) costumam ter uma perda de materiais duas vezes maior. Se sentir mais à vontade acompanhando de perto as compras, combine isso com o profissional. Não deixe de prestar atenção aos preços, pois há uma grande concorrência entre as marcas e, por isso, uma grande diferença entre as ofertas. Segundo Marí Aní Oglouyan, os itens deverão ser escolhidos de acordo com o uso para cada ambiente. "Durabilidade, facilidade de manutenção, estética e custo são, geralmente, os fatores que vão influenciar nas decisões corretas", completa.

De resto, mãos à obra!



Mônica Vitória   Leia mais deste autor.





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