• Crédito: Divulgação


Horta em casa
Coloque a mão na terra e ervas frescas para dar mais sabor aos pratos
Por Lívia Diniz • 24/03/2008

Quem provou uma fruta tirada do pé sabe que ela é muito mais saborosa do que aquelas compradas em supermercados. O mesmo acontece com as verduras e legumes. É, mas estamos nos tempos de "apertamentos", em que mal dá para colocar uma violetinha na janela. Plantar uma árvore fica apenas no sonho. Entretanto, é possível dar aquele ar de coisas do interior, de casa da avó no seu próprio lar, montando delicadas mini-hortinhas. Além de enfeitar, é possível utilizar as plantas como ingredientes na sua cozinha. Acredite, é fácil e tem muito mais sabor!

Hum... precisa de um pouco mais de pimenta na carne? Quer dar um toque especial ao molho com manjericão? Então, corra para a varanda e colha tudo o que precisa para colocar na sua comida. São vários os ingredientes que podem ser plantados na sua casa: alecrim, arruda, babosa, boldo, capim-limão, cebolinha, coentro, erva-doce, hortelã, manjerona, erva cidreira, orégano, salsinha, aipo, entre outras. E o melhor é que não precisa de muito espaço, nem de grandes e complicadas técnicas de cultivo.

É o retorno das coisas simples, do sabor. As pessoas se envolvem com a colheita, de comer o que plantou, de ter o ingrediente especial que elas mesmas produziram. O cheiro, o gosto são diferentes


Um pouco de dedicação e muita, muita luz no ambiente são as providências iniciais. Não é necessário que o local escolhido para colocar a hortinha bata sol, mas que, num período de, pelo menos, cinco horas, tenha uma iluminação adequada. Para quem não possui muita habilidade com as plantas, uma boa maneira de começar é com as ervas. "Elas são mais simples de cultivar e as pessoas correm menos risco de errar", aponta Ana P. Souza, arquiteta e criadora do site Hortinha (www.hortinha.com.br), que elabora mini-hortas domésticas.

Tempero caseiro

Para começar, ao invés de comprar as sementes, prefira as mudinhas de plantas. As sementes precisam de desbaste, técnica que compreende plantar várias sementes, esperar a germinação e separar as raízes mais fortes das outras e replantá-la. Portanto, iniciantes devem ir direto ao ponto.

Algumas pessoas costumam plantar vários tipos de ervas num mesmo espaço de terra, geralmente um caixote grande. Segundo Ana, isso é válido somente quando são colocadas ervas do mesmo tipo, isto é, com as necessidades de rega e iluminação parecidas. "Existem ervas que são repelentes de outras", adverte a arquiteta. Para evitar prejuízos e frustrações aos jardineiros de primeira viagem, ela divide as ervas em três grupos. As que precisam de pouca água e muito sol (lavanda, alecrim e sálvia), as intermediárias (manjericão, manjerona, orégano, salsa, pimenta e cebolinha) e as que precisam de muita água e pouco sol (hortelã, erva cidreira e capim-limão).

Dose a água


Ao mesmo tempo em que pode salvar, a água pode acabar com uma planta. O problema está na quantidade. "Plantas que não recebem água há muito tempo podem ser salvas, mas as que estão com excesso não, porque a raiz apodrece", afirma. O segredo é deixar o líquido escoar pelo vaso (que deve ter por volta de 15cm de altura). Para isso, antes de colocar a terra no recipiente, coloque pedrinhas e cascalhos para drenar e regue apenas uma vez ao dia, seja pela manhã ou à noite. Saber a quantidade necessária é um exercício de observação diário da planta.

É preciso manter a terra bem nutrida. Ana recomenda que, uma vez ao mês, você afofe a terra e acrescente uma camada de adubo, que pode ser húmus de minhoca, por exemplo. Um crime, segundo ela, é o costume que muita gente tem em mexer a terra no vaso. "Isso mata a planta. A raiz já ocupou o seu lugar, já está assentada", explica.

Ana revela que muitas pessoas têm procurado cultivar uma hortinha. "É o retorno das coisas simples, do sabor. As pessoas se envolvem com a colheita, de comer o que plantou, de ter o ingrediente especial que elas mesmas produziram. O cheiro, o gosto são diferentes".
Outras aproveitam o contato com a terra para valorizar a natureza. É uma boa maneira de envolver as crianças na atividade e falar sobre ecologia e meio-ambiente. Em tempos de aquecimento global, é um aprendizado que todos devemos ter desde cedo.

Depois do contato com as ervas, já é possível plantar outras coisas como hortaliças. Neste caso, é preciso mais espaço e luz solar. "Tem gente que cultiva tomatinhos-cereja em casa. É uma delícia, mas nesses casos o cuidado deve ser maior porque corre-se mais risco de pegar uma praga", alerta a arquiteta Ana P. Souza.

Dicas

É muito fácil começar sua hortinha. Veja como:

1. Arrume um lugar com bastante iluminação e arejado. A luz deve incidir por, pelo menos, cinco horas por dia.

2. Chame as crianças para participarem da atividade. Além de educativo, pode divertir e despertar a consciência ecológica e até mesmo virar um hobby para elas. Quem sabe elas não se animam comendo produtos plantados por elas mesmas?

3. Improvise vasinhos com floreiras, caixotes e baldinhos decorados (ficam um charme!) que sejam resistentes à umidade. Eles dever ter, no mínimo, 15 cm da altura.

4. Antes de preencher os vasos com terra, coloque cascalhos e pedrinhas para escoar a água. Muita água pode ser fatal para as plantas.

5. Quantidade de água e sol é um exercício de observação. Aos poucos você vai percebendo as necessidades da planta. Entretanto, é preciso regá-las uma vez ao dia. O que varia é a quantidade do líquido.

6. Adube uma vez ao mês para garantir uma terra bem nutrida.

7. Aproveite! Além de temperos mais saborosos, que tal degustar um chá feito na hora?








bolsa de mulher no seu celular

downlevel description
This video requires the Adobe® Flash® Player. Download a free version of the player.


Compartilhe: Facebook Del.icio.us LiveSpaces RSS
Últimos comentários
Comentários (1)
  • crispeixinho_libriana


Para enviar sua resposta identifique-se ou então crie já o seu cadastro! É rápido, é fácil, é GRATUITO!




XML Assine nosso RSS