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Uma boa companhia, um vinhozinho e... fondue! Está aí a receita infalível para bons momentos. Quem não resiste a essa delícia? Típico de locais frios, a fondue (sim, é no feminino!) é a pedida perfeita para o inverno: além do sabor inconfundível, ela combina perfeitamente com um encontro romântico ou uma reunião entre amigos. Mas, para saboreá-la é preciso seguir umas regrinhas. Ah, e não exagere! Embora deliciosa, ela é muito, muito calórica. Mas, cá entre nós, quem resiste?
Tradicionais, lights e criativas: confira receitas irresistíveis...
A palavra fondue vem do termo francês "fondre", que significa "fundido" ou "derretido". Ao contrário do que muita gente pensa, não é uma invenção francesa e sim suíça. A história do prato, no entanto, é controversa. Alguns acreditam que sua origem se deve aos caçadores que percorriam os Alpes, procedentes de diferentes regiões do país. Conta-se que cada um trazia consigo pedaços de queijos que juntavam na mesma panela, agregando vinho e fundindo-os para comê-los quente com pão, ao invés de frios, individual e solitariamente.
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Há ainda relatos que, no século XIII, moradores dos Alpes Suíços tiveram uma superprodução de queijos e, com o inverno rigoroso que sofriam, foi impossível escoar o produto, que acabou endurecendo. Para evitarem a perda e conservá-lo, os helvéticos derreteram o excesso e acrescentaram Kirsch (bebida destilada de cereja, produzida no local). Depois de reendurecida pelo frio, a massa não mais correria o risco de estragar. Para reutilizá-la, bastaria submetê-la novamente ao processo de fusão. Com a delícia borbulhando na panela, um cidadão mais criativo (e que não queria queimar os dedos!) experimentou espetar um naco de pão na ponta de uma haste qualquer e mergulhou no caldeirão.
Porém, as receitas que conhecemos atualmente, que derretem queijo com vinho branco, surgiram apenas no começo do século 20. A iguaria só ganhou fama na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suisse, em Nova York, passou a servir o prato. Para complementar, Egli criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa. A popularidade mundial foi alcançada nos anos 60, quando foram lançadas no mercado as versões semiprontas (atualmente existem salgadas e doces) e os utensílios necessários para prepará-lo.
Com o decorrer dos anos e do aperfeiçoamento da gastronomia, a fondue vem sendo aprimorada e ganhando novos sabores e ingredientes. Do conceito original, com queijos gruyère e emmental, surgiram muitas versões. Cada cantinho da Suíça - e do mundo - tem a sua receita. O tempo também deu a sua contribuição e se encarregou de inventar a fondue de carne ou fondue Bourguignonne, em que é utilizado óleo, preferivelmente de milho ou de amendoim, para fritar cubos de filé mignon, que depois são banhados em molhos múltiplos. E a imaginação dos apreciadores da iguaria não parou por aí. Com o passar dos anos, foram criadas a fondue de camarão, frango, carne suína e a fondue chinoise, onde, como no costume oriental, a carne é cozida em caldo com vegetais. De sobremesa, a fondue de chocolate branco, com frutas silvestres, inteiras, ou pedaços de frutas maiores. De dar água na boca!
Entretanto, tanta criatividade não é aprovada por quem entende do assunto. "Virou moda no Brasil utilizar nesses rodízios de fondue carnes de frango, lombo e frutos do mar. Não aprovamos essa idéia, pois é muita mistura, principalmente quando utilizam o mesmo óleo ou caldo para as carnes. O ideal mesmo é o filé mignon", ressalta o chef Arthur Saredi, do restaurante Chalet Suisse, de Curitiba.
Apesar de ter surgido de forma rústica, com o passar dos tempo se tornou uma comida refinada. Isso porque os ingredientes utilizados possuem um preço um pouco elevado, como é o caso dos queijos gouda, gorgonzola, emmental e gruyère. Saredi ainda aponta um outro tipo de queijo que pode dar trabalho se você quiser incrementar a receita: "É difícil encontrar o tilsit", diz. Entretanto, atualmente já existem versões mais econômicas e ainda assim bastante saborosas que você pode preparar sem mistérios em casa. Então, vamos colocar as mãos à obra?




