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Você arrasou nos modos durante a refeição, tudo correu de forma divertida e descontraída. Mas uma nuvenzinha parece se aproximar da mesa do restaurante: é hora de pedir a conta e pagar por ela. Então, quem é o responsável pela "dolorosa"? Esta pergunta deixa muita gente de cabelos em pé. Para que continuemos com toda elegância à mesa, e sem cometer injustiças, vamos respondê-la analisando o que diz a etiqueta: quem convida é quem paga. Com esta regra podemos nos guiar numa séria de situações, quer ver?
1. Se foi você quem ligou para seus amigos e os convidou para um jantar no seu restaurante preferido no dia do seu aniversário, quem paga é você, querida. Não espere que eles se cotizem para pagar por sua festa. Essa é a postura mais elegante e correta. Mas se a grana está curta e ainda assim você quer ir ao restaurante, você pode combinar que a conta será dividida entre os presentes e que você se encarrega do bolo; ou que você paga pelo jantar e pelo bolo, e cada um pela sua bebida - nestes casos não espere presentes, seu presente é a festa. Combinado não é caro, mas parta para este esquema somente com os amigos muito, muito íntimos, ok?
2. Você se encheu de coragem e convidou o gatinho para um jantar romântico. Sabe de quem é a responsabilidade pela conta, querida leitora? Sua! Sei que este é um tema polêmico, mas lembre-se que você é uma mulher moderna, que lutou pela igualdade de direitos. Você se oferece para pagar, ele diz que nem pensar, a conta é dele. Você insiste mais uma vez e observa a reação dele. Se ele aceitar, você paga, se ele insistir em assumir tudo sozinho, você aceita e agradece - e o convida para um café ou sorvete em algum lugar, ou se propõe para pagar a próxima conta. Não se ofenda se o cavalheiro aceitar o jantar por sua conta, amiga. Tempos modernos: mais do que querer se aproveitar de sua independência financeira, ele provavelmente a está respeitando e não quer que pense que é machista. Cabe a nós mulheres nos sentirmos confortáveis com os deveres que vieram com os tais direitos conquistados. E quando ele convida e assume a conta, ofereça-se para ao menos rachar, é um atitude gentil de sua parte e que, aliás, cabe e deve ser tomada em qualquer momento - num encontro a dois ou durante um outro convite feito a você.
3. Aquele casal super amigo ligou propondo uma ida a um novo restaurante. Não soou como convite. Vá preparada para rachar a conta com eles. Quando o tom é de convite, é bem possível que você não precise pagar. Mas esteja sempre preparada para isso, ok? De qualquer maneira, em geral, amigos que saem sempre juntos dispensam a formalidade de um só assumir a conta, optando por racharem sempre. Nada mais justo e elegante! Uma vez que isto acontece, é importante dizer também que se você faz parte deste grupo e está bebendo ou comendo algo muito mais caro que os outros, assuma a sua parte ao invés de aceitar que tudo seja rachado igualmente. Isto vale também apara aquelas saídas em turmas enormes, em que cada um vai indo embora num horário diferente: nestes casos deixe com alguém o valor equivalente ao que você consumiu (bebida e comida) e sua parte da gorjeta.
4. Num almoço ou jantar de negócios, o anfitrião sempre assume a conta. Caso ele seja o fornecedor e você seja o cliente, o ideal é que você pague a sua parte para que não haja qualquer interpretação incorreta.
Dúvida da leitora
E para encerrar a coluna, respondo à dúvida da Neuzinha Freire: O que vestir num jantar à francesa? Este é o mais formal de todos, então o traje ideal é sofisticado. Confira se o convite não estipula o traje, que poderia ser o rigor (black-tie) ou o passeio completo, que exigem roupa requintada (um vestido na altura dos joelhos, em tecido mais nobre, como seda ou cetim, seria perfeito), cabelo cuidado e maquiagem feita, ok? Ah! E seu acompanhante deveria estar de smoking no evento a rigor ou de terno escuro caso o traje seja passeio completo.
Beijos e até a próxima!
Ana Vaz é consultora e palestrante em Etiqueta e Imagem Pessoal. Iniciou sua carreira no Reino Unido, onde foi treinada pela First Impressions Image Consulting. É autora dos guias “Pequeno Livro de Etiqueta” e “Pequeno Livro de Estilo”, ambos lançados pela Verus Editora.  Leia mais deste autor.
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