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Educação sexual hoje > Controle remoto
Por Mônica Vitória • 09/07/2008
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A psicóloga Denise Falcke lembra que um dos grandes cuidados que os pais devem ter é que eles próprios não sejam os incentivadores de um comportamento inadequado para a idade dos filhos. "Sem se dar conta, muitas vezes, acaba-se incentivando o culto à aparência e a banalização do corpo e do sexo. Tem sido comum, por exemplo, ver crianças já vestidas como mini-adultas, de salto alto e roupas muito curtas, o que inclusive dificulta uma brincadeira confortável", aponta.

Os pais precisam orientar, mas as escolhas de vida são dos filhos. Com o passar do tempo, os filhos vão fazendo as suas próprias escolhas e os pais devem confiar em todas as orientações que já deram ao longo da vida

De acordo com as psicólogas, o acesso a imagens de nudez e sexo deve ser bem controlado pelos responsáveis. "A curiosidade em ver imagens de nudez e sexo é comum somente na adolescência, quando o jovem procura conhecer-se e conhecer ao outro. Uma criança, se procurar estas imagens, não será com este propósito. A exposição a essas cenas pode marcar a forma com que ela enxerga o sexo, e muitas vezes traz conteúdos que ela ainda não tem repertório para entender", esclarece Cecília. Existem várias medidas que podem ser adotadas para minimizar as possibilidades da criança entrar em contato com este tipo de conteúdo. Na internet, há filtros anti-pornografia para instalar no computador. Na TV por assinatura, o acesso a canais adultos disponíveis pode ser restringido através de senhas. Os pais também podem verificar a classificação indicativa dos filmes ou programas de TV antes de deixarem os filhos assistirem. Da mesma forma, deve-se tomar cuidado extra ao guardar revistas ou DVDs eróticos.

A psicoterapeuta Márcia Atik defende que o controle de imagens sexuais para os mais crescidinhos não deve passar pela negação ou ocultação, mas por uma conversa clara e que fortaleça aspectos que valorizem o indivíduo. "A nudez é linda quando dentro de um contexto e pode ser grosseira e humilhante em outros. Essa diferenciação se faz necessária", observa. Já para a psicóloga Denise Falcke, deve valer o esquema de "liberdade vigiada": "É claro que os adolescentes devem ir, cada vez mais, adquirindo autonomia, mas é bom os pais darem uma olhada nos sites que eles visitam, nos filmes que vêem, conhecer os amigos e ter contato com os pais deles. Por mais que os jovens aparentemente não gostem da idéia de serem vigiados, eles entendem que é uma forma de preocupação e cuidado", opina.

O início da vida sexual, que cada vez ocorre mais cedo, também é um tema que preocupa muitas famílias. "É necessário um comprometimento com a formação e educação, e não o cerceamento, com proibições e castigos vazios. Neste momento, o ideal é investir no diálogo franco e sincero, encarando as dificuldades de pais e filhos, para chegarem a um resultado", acrescenta Márcia. Segundo ela, a idade em que se começa a vida sexual deixa de ser um problema se essa sexualidade se expressa com valores ligados ao desejo real e à responsabilidade. Denise Falcke também defende o diálogo e o respeito: "Os pais precisam orientar, mas as escolhas de vida são dos filhos. Com o passar do tempo, os filhos vão fazendo as suas próprias escolhas e os pais devem confiar em todas as orientações que já deram ao longo da vida".






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