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A seus pés
Além da beleza, os pisos hoje aliam qualidade e praticidade
Por Mônica Vitória • 15/04/2008

Na hora de reformar ou dar o toque final na construção da sua casa, chega o momento de escolher como serão as paredes e o chão, superfícies que vão dar "a cara" do ambiente. E agora? Como saber quais são os pisos e revestimentos mais adequados para cada recinto, as tendências, a durabilidade e os cuidados que devemos ter para não comprar "gato por lebre"? Para tomar a decisão correta, algumas coisas devem ser levadas em consideração, como a procedência do produto, o local de aplicação, o trânsito de pessoas e objetos neste local, a umidade, a metragem e, claro, o seu gosto.

Veja as fotos de alguns pisos e revestimentos

A principal diferença entre o revestimento de parede e o revestimento de chão está na massa que os compõe. No caso dos pisos, a massa empregada possui características apropriadas para o uso em pavimentos, como a menor absorção de água e a maior resistência à abrasão, já que a superfície estará sujeita ao tráfego de pessoas, objetos e até veículos. Para as paredes, o produto deve apresentar maior absorção de água, a fim de permitir uma melhor adesão entre a placa cerâmica e a argamassa. Mas tanto o revestimento de parede quanto o piso podem ter a mesma base - cerâmica, por exemplo. Só é preciso ficar atento às indicações do material: "Cuidado para não utilizar produtos fabricados para uso exclusivamente em paredes", alerta a arquiteta Maria Célia Vaz, da Portobello Shop.

Deve-se levar em consideração não só o gosto pessoal do consumidor, mas também a correta especificação do produto, em relação à área onde ele será aplicado. Essa combinação é fundamental

A partir disso, comece a pesquisar o custo-benefício de cada revestimento, lembrando-se de que alguns fatores precisam ser observados. "Deve-se levar em consideração não só o gosto pessoal do consumidor, mas também a correta especificação do produto, em relação à área onde ele será aplicado. Essa combinação é fundamental", recomenda Maria Célia. Para evitar arrependimentos futuros, escolha somente materiais de ótima qualidade e renome no mercado. Ao lidar com as peças, é bom também que a mão-de-obra seja especializada e os profissionais conheçam bem o produto. "É importante ter muito cuidado com a quantidade de produtos a ser adquirida, pois a falta ou a sobra poderá trazer desconfortos. Em relação à colocação, um profissional especializado é essencial para se conseguir um bom resultado final", lembra a arquiteta. O próximo passo é certificar-se de que o revestimento é de fácil limpeza e manutenção e verificar a durabilidade do produto, para que não haja surpresas ao longo do tempo. Trata-se de economia: se o piso não for durável, precisará ser trocado mais vezes.

Para garantir a segurança e não expor a família a riscos, é importante optar por materiais antialérgicos e, acima de tudo, antiinflamáveis. Considere, ainda, a versatilidade de decoração e o efeito que se deseja agregar ao ambiente. "O resultado final deve ser harmonioso, e, principalmente, agradar às pessoas que habitarão ou utilizarão aquele ambiente", ressalta Maria Célia Vaz. Se você quer um estilo mais rústico, por exemplo, procure revestimentos que remontem a elementos naturais como pedras e madeira. Um estilo clássico, por sua vez, pede superfícies lisas e brilhantes. Vale lembrar, no entanto, que os produtos brilhantes devem ser aplicados somente em pavimentos e paredes de áreas internas limpas, protegidos do contato com abrasivos que possam danificar seu brilho.

Cerâmica e PEI

No caso de pisos cerâmicos, observe também o PEI (sigla para Porcelain Enamel Institute) do produto, para garantir a beleza e a durabilidade do material assentado. O PEI classifica a resistência do esmalte do revestimento ao desgaste por abrasão. Para cada ambiente é indicado um nível de PEI diferente: o PEI 1 é o menos resistente a riscos e não permite grandes atritos ou tráfego de pessoas, sendo geralmente encontrado em azulejos. É recomendado para recintos residenciais onde se caminha com chinelos ou pés descalços (como banheiros), ou para o revestimento de paredes. O PEI 2 pode ser usado em quartos, mas também não é bom para locais de passagem de pessoas. Já o PEI 3 é o mais utilizado em residências, em todas as dependências, e agüenta um tráfego pequeno. O PEI 4 tem um esmalte mais resistente e pode revestir qualquer dependência da casa, entradas, áreas externas, garagens e até estabelecimentos comerciais. O PEI 5, mais resistente de todos, é ideal para qualquer lugar público em que haja tráfego intenso de gente e pouca passagem de veículos.

Os revestimentos cerâmicos também exigem cuidados específicos na hora da limpeza. O uso de ácidos deve ser evitado, pois pode corroer o esmalte, tornando a superfície porosa e vulnerável. Água quente, saponáceos, água sanitária e solventes orgânicos costumam ser os produtos mais indicados para remover manchas e sujeiras. A cerâmica vem sendo bastante utilizada em revestimentos, conferindo alta durabilidade, resistência e beleza. O material oferece diversas opções que combinam com qualquer tipo de ambiente, é antialérgico e de fácil colocação. Além disso, tem outras vantagens, como a praticidade na limpeza (já que a sujeira não adere tão facilmente), a incombustibilidade (não propaga fogo) e o preço.







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