• Crédito: Stock Xchange


Vitória fácil
Seleção joga bem, mesmo com os sustos da defesa brasileira
Por Isabel Kieling • 13/10/2008

Com retorno de Kaká, a seleção venceu facilmente a equipe da Venezuela. Aos 18 minutos já estava três a zero. Como diriam muitas das minhas leitoras, "não fizeram mais que a obrigação". É certo que a Venezuela é um time muito fraco, principalmente a defesa. Facilitaram muito. Não marcaram. Kaká jogou livre, coisa que não acontecia desde quando ele saiu do São Paulo. E o melhor do mundo: soube aproveitar.

Robinho não foi tão bem, mas se movimentou muito, fez dois gols - o primeiro, um "golaço". A turma contra Ronaldinho Gaúcho já se pronunciou: "Não precisamos dele". Por incrível que pareça, a defesa do Brasil teve problemas. Não sofreram gol, porque no gol estava Julio Cesar, que fez defesas monumentais. Em minha opinião, o melhor em campo.

Já o Flamengo, cujo presidente, Márcio Braga, declarou durante a semana passada que estava preparando a festa do hexacampeonato brasileiro, perdeu vergonhosamente para o Atlético Mineiro. Um "chocolate" de três a zero. O Flamengo não jogou nada

Cesinha, como é conhecido por muitos torcedores do Flamengo e amigos do Rio, está cada vez melhor. Com certeza, é um dos melhores goleiros do mundo, se não o melhor. É bom Dunga acertar a defesa para o jogo contra a Colômbia, no Maracanã. Não dá para admitir falhas na zaga contra um time fraco como a Venezuela. Ainda mais para o time do Brasil, que joga com três volantes e com os laterais presos. Não dá para entender como que a defesa fica tão vulnerável. Vamos ver quarta-feira contra Colômbia se o time de Dunga consegue fazer dois resultados positivos, consecutivamente, o que não acontece há muito com a seleção.

Campeonato Brasileiro

A rodada da semana do Campeonato Brasileiro recolocou o Grêmio na liderança do campeonato. O Palmeiras perdeu a posição, ao empatar com o Figueirense, em Florianópolis. Já o São Paulo e o Cruzeiro fizeram a lição de casa. Uma lição meio borrada, mas deu para a professora dar nota cinco. Os dois times tiveram muita dificuldade para vencer Náutico e Ipatinga, respectivamente. Foi somente 1 X 0.

Já o Flamengo, cujo presidente, Márcio Braga, declarou durante a semana passada que estava preparando a festa do hexacampeonato brasileiro, perdeu vergonhosamente para o Atlético Mineiro. Um "chocolate" de três a zero. O Flamengo não jogou nada. Não marcou, chutou a gol somente uma vez. Vários jogadores importantes não fizeram nada: Marcelinho, Ibson, Leonardo Moura, Kleberson e os outros, então, nem pensar! Não podemos racionalmente imputar a péssima partida, às declarações desastrosas do presidente do Flamengo. Mas que dá azar, isto dá. Lembram da festa dele antes do jogo do América do México, pela Libertadores? O Flamengo podia perder por dois a zero e acabou perdendo de três na frente de imensa torcida, sendo eliminado da competição, tão importante em termos de prestígio e dinheiro.

A verdade é que o time jogou muito mal, ajudado pelas equivocadas substituições do seu técnico, Caio Junior. Começou errando feio ao escalar Sambueza no lugar de Juan, que está na seleção. Inventou muito. Colocar um "meia" na lateral é demais. Todo meio de campo não estava jogando, mas substituir o Kleberson, antes do final do primeiro tempo, por Erick Flores, um menino que nem vem atuando? Realmente, Caio Junior é o principal responsável pela derrota.

Estou terminando de escrever a coluna e o presidente do Flamengo, Márcio Braga, declarou que o título do Campeonato Brasileiro agora é impossível. Não dá para acreditar que um clube como o Flamengo ainda tenha um presidente tão amador.

Zona do rebaixamento

O Fluminense parece que começa a dar sinal de vida. Saiu da "zona da degola" com uma boa vitória em Curitiba. Jogo importante, que colocou o adversário, Atlético Paranaense, na zona de rebaixamento. Seu técnico, René Simões, se utiliza da leitura de livros de auto-ajuda e da palestra "incomodacional", inventada por ele. Não faz palestras motivacionais com os jogadores. Suas palestras de trinta minutos objetivam deixar os jogadores incomodados com a situação que vivem no campeonato para que façam o máximo para sairem dela.

Explicadinho...

Chocolate: é uma goleada. De três gols para cima. Também é conhecida como "totó", surra, "sapeca Iaiá" (sempre citada pelo comentarista Paulo Cesar Vasconcelos).



Isabel Kieling é gaúcha, moradora apaixonada do Rio de Janeiro, e jornalista de formação. E, contrariando o senso comum, entende muito de futebol. Por isso, inaugura a nossa mesa redonda virtual para comentar os melhores lances dos esportes e dos atletas - claro. Mas ela também bate a sua bolinha – só que a de golfe! Isabel também é golfista, e atualmente luta para sair das últimas posições do ranking.  Leia mais deste autor.





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