• Crédito: Te contei/Agnews
SPFW: último dia
Lino Villaventura encerra a maratona fashion com chave de ouro
Por Rita Avellar • 24/06/2008

Enfim, chegamos ao fim da maratona fashion. Depois de uma enxurrada de sete dias non-stop, vimos muitas novidades e temas bem marcados: a cultura nipônica, o mar, os shapes dos anos 1950 vindo, os anos 1980 ainda resistindo... Dos anos 1970, saem as "cocotas", mais chiques em suas pantalonas, batas enormes e coloridas, mas tudo muitíssimo elegante. No departamento de estampas, listras, espinha de peixe, o grafismo. Mas a campeã de audiência foi a floral. E, de todos os tipos, vindo do Havaí, Indonésia, Japão. A onça vem junto às estampas mais fortes, bem africanas e indígenas. Neste quesito povos, o México traz a sua pimenta. Um feminilidade bem ao estilo Audrey Hepburn também fez presença. A peça mais vista foi o vestido: curtíssimo, midi e longo. Tem para todas e de todas as formas. As sandálias, com ar gladiadora, cheias de fivelas, meio guerreiras, continuam firme e forte. As bolsas enormes também, assim como as pequeninas de mão e as carteiras. Cores? Todas, mas o P/B, o nude, azul royal, vermelho sangue, pink estão com tudo. Os metálicos, principalmente o dourado, volta à cena mais uma vez (se é que saíram). Ufa... Preparada?

Veja as fotos dos desfiles no nosso slideshow!

Erika Ikezili

Abrindo os desfiles do último dia do SPFW, a estilista buscou referências nos seus antepassados japoneses e mixou com as do Brasil. Esta mistura de culturas ajudou a construir uma belíssima coleção, com muita personalidade e design. Pinturas indígenas foram misturadas às estampas de onça, assim como as fofíssimas flores de cerejeira. Muitos vestidos curtos, com detalhes nas saias, ombros e costas. Mistura de tecidos também estavam lá: rendas, tules, algodões, cetins e malha. Tudo muito, muito lindo!

Priscila Darolt

Simples e clean é que não é mesmo! Com roupas cheias de costuras, volumes e muita estrutura, o desfile de Priscila trouxe como tema as bailarinas de caixinhas de música. As cores escolhidas foram os tons terrosos, amarelo, azul royal, marrom. Para falar deste tema, tem que ter um toque frufru, certo? Então, babados, vestidos de seda e muitos shortinhos com carinha delicada.

Carlota Joakina

Certa do seu DNA, a marca jovem de Glória Coelho desfilou seus incríveis vestidos com faixas que ajustam tanto na frente quanto atrás, fazendo um jogo de esconde-mostra divertidíssimo. Shortinho, macaquinho, vestidinho, o sufixo "inho" predomina nesta menina esperta!

Vide Bula

No desfile da mineira Vide Bula, tudo são flores. Com ar bem paz e amor e deixando de lado o barrocão mineiro, a marca optou por peças de algodão, suaves e leves. Muito nude, branco e, claro, mais flores.

Lino Villaventura

Encerrando com chave de ouro, o estilista Lino Villaventura desfilou sua coleção superconceitual e sempre com pé no artesanal, deixando como registro que, na moda, a beleza é relativa e está nos olhos de quem vê. É possível ser quem quisermos ser, fantasiar outras épocas, exagerar, ser discreto. Um dia, uma coisa. E em outro, outra coisa completamente diferente, às vezes, só mudando de acessórios.



Rita Avellar é formada em Design de Moda e Figurino e atua na área de marketing e comunicação de moda desde 1999. Ministra cursos e palestras sobre o tema, pesquisas de tendências e visual merchandising em instituições como Senai Cetiqt e Universidade Estácio de Sá. Presta também consultoria de marketing de varejo de moda, além de desenvolver trabalhos como personal stylist e produtora na área.  Leia mais deste autor.





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