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Sentindo na pele
Especialistas afirmam que dor emocional dura mais que dor física
Por Mônica Vitória • 02/09/2008 16:50
Experiências emocionalmente dolorosas sobrevivem mais tempo na memória do que a dor física - é o que diz um estudo da Universidade Purdue, em Indiana, Estados Unidos. Os voluntários que participaram da pesquisa foram estimulados a relembrar dores físicas e emocionais que tinham vivenciado nos últimos cinco anos. Depois, foram submetidos a um teste mental, em que quanto mais dolorosa fosse a lembrança da experiência, pior seria o desempenho. De acordo com o resultado, as lembranças de dores emocionais eram muito mais vívidas que as outras.
Os psicólogos disseram que é muito mais difícil recordar de feridas no corpo do que lembrar de um sofrimento "social". Uma das hipóteses para isso é a evolução do córtex cerebral, que processa pensamentos complexos, além de percepção e linguagem. Isso possibilitaria a atual capacidade que os humanos têm de se adaptar, de se relacionar e de responder à dor associada a interações sociais. É possível também que o sofrimento emocional seja processado em uma parte do cérebro diferente da que processa a dor física, e que, por isso, a "duração" da dor seja diferente.
Notícia da BBC Brasil
Mônica Vitória   Leia mais deste autor.
Os psicólogos disseram que é muito mais difícil recordar de feridas no corpo do que lembrar de um sofrimento "social". Uma das hipóteses para isso é a evolução do córtex cerebral, que processa pensamentos complexos, além de percepção e linguagem. Isso possibilitaria a atual capacidade que os humanos têm de se adaptar, de se relacionar e de responder à dor associada a interações sociais. É possível também que o sofrimento emocional seja processado em uma parte do cérebro diferente da que processa a dor física, e que, por isso, a "duração" da dor seja diferente.
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