
Isabel Kieling
Seleção joga bem, mesmo com os sustos da defesa brasileira
Candida Bingemer
As estampas florais atravessam o Atlântico e alegram o inverno europeu
Liliana de La Torre
Você já se imaginou lendo algo narrado pela “Dona Morte”?
Sonia Melier
Será que a crise mundial pode afetar até o consumo de vinhos?
Rita Avellar
A sobriedade do preto e branco e alegria das flores estarão em alta
Emilia Ferraz
Confissões de uma pessoa que não gosta de Paris, mas venera Londres
Helena Perim Costa
Sempre elegante: dez dicas de roupas para não errar na produção
Esta complicada relação entre amor, ciúme e posse pode afetar também amizade e até mesmo relações familiares. É comum que amigos entrem em conflito quando o outro começa a namorar ou passa a fazer parte de um novo ciclo de amizades. A advogada Mariana Baptista precisou de muito jogo de cintura para não cortar relações com sua melhor amiga, após começar um namoro. Ela conta que, como as duas era muito ligadas e faziam quase todos os programas juntas, foi difícil para sua amiga entender que precisaria dividir seu tempo e atenção com uma outra pessoa. "Ela gostava do meu namorado, mas não conseguia entender que num sábado à noite eu preferia ficar só com ele em casa vendo filme. Dizia sempre que estava com algum problema e eu acabava indo até à casa dela para conversarmos e consolá-la. Brigava comigo por não ser uma boa amiga e eu acabava me indispondo também com meu namorado", conta.
Nestes casos, a lógica que comanda os três sentimentos segue a mesma, explica Paulo Próspero. O ciúme é normal, mas é preciso respeitar a liberdade do outro. "A amizade pode ser vista como uma forma leve de namoro, só que não há sexo. A diferença é que, quando há amor com sensualidade, tudo fica mais forte e evidente", pondera.
O sentimento de posse pode se tornar mais evidente em momentos de término. É sempre difícil conseguir se desvincular, tocar a própria vida e deixar que o outro siga com a dele. A administradora de empresas Paula Oliveira demorou a perceber que o namorado não a amava mais e, após terminar, viveu uma relação de idas e vindas durante meses. Toda vez que se propunha a seguir em frente, e o ex-namorado percebia, ele a procurava, mas nunca decidido a reatar o relacionamento. "O exemplo mais claro para mim foi durante uma festa em que não esperava encontrá-lo. Quando ele chegou de surpresa, estava abraçada com um amigo. Na mesma hora, ele me chamou para conversar. Fez promessas, disse que sentia minha falta. Não ficamos juntos, mas depois da festa telefonei disposta a voltar. A resposta dele foi que voltaríamos a conversar quando ele voltasse de uma viagem com os amigos", conta.
Segundo o psicanalista Paulo Próspero, situações como esta acontecem quando o casal não concretiza o término da relação efetivamente. "O fim de um relacionamento acontece quando há um total afastamento. É preciso entender que nada acaba de uma hora para outra. Uma coisa é o término formal e outra o término do amor. Isso requer tempo e o luto tem de ser feito. A pessoa tem de fazer um trabalho interno e psiquico", orienta.
Renata Agostini   Leia mais deste autor.


