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Não é preciso pesquisa para percebermos que o olfato é um sentido intenso, que muitas vezes gera sensações que não conseguimos explicar, além de ser muito importante para que nos aproximemos ou não de um homem, não é? Pois bem, pesquisadores acabam de publicar no site da revista científica Nature o motivo pelo qual o suor de alguns homens nos parece agradável (pelo menos, minimamente!) enquanto o de outros, extremamente repugnante: para variar, parece que está tudo nos genes.
Isso quer dizer que o cheiro - bom ou ruim - está ligado a quem recebe aquela informação (o odor), mais do que ao homem em si. O estudo foi centrado na androsterona, uma molécula criada pela quebra do hormônio masculino, a testosterona.
A percepção do cheiro da androsterona - presente também no suor feminino, mas em menor concentração - está ligada a variações no gene que codifica o receptor destes odores. A partir do estudo do DNA de 400 pessoas que passaram por teste de percepção de cheiros, os cientistas verificaram que pequenas variações nesse gene determinam se a androstenona terá para o indivíduo um cheiro pungente de urina, um cheiro doce, parecido com o de baunilha, ou se simplesmente não será notado.
Ainda não se conhece bem o papel da androstenona em humanos, mas de acordo com esses pesquisadores, parece que ela é capaz de modificar o humor ou níveis hormonais em humanos. Em porcos a substância é um sinalizador sexual poderoso.
Notícia da Folha Online.
Lívia Duarte   Leia mais deste autor.
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