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Por baixo dos panos
A lingerie fascina mulheres e homens há séculos
Por Rita Avellar • 11/04/2008

Mulherada, eu sei, não adianta esconder! Passou por uma loja de lingerie o pescoço quase entorta! Nem que seja para pensar numa próxima comprinha para ver novidades naquele esquema "estou só olhando". Ou para se imaginar usando uma calcinha super-mega-sexy que ainda não teve coragem de usar! O que chamamos comumente de lingerie são as famosas "roupas de baixo", literalmente tudo que fica por debaixo da roupa: sutiã, calcinha, espartilhos, cintas-ligas e outras coisitas mais. Para o homem, não há como negar que quaisquer dessas peças são automaticamente associadas a sexo. Mas nós, mulheres, pensamos um pouquinho diferente! A lingerie de cada uma vai de total encontro com a personalidade da dona.

Procura conforto? Algodão e um tamanho mais larguinho é a solução. Não tem medo de seduzir? Pequenininha e com algum detalhe provocante é a procura. O mais interessante é que a mesma que gosta de conforto, de repente, pode ousar em um dia especial com uma calcinha que até stripper profissional ficaria com vergonha. A graça das roupas de baixo é esta: a brincadeira do esconde-esconde.

Saibam que a lingerie é assunto antigo feminino. Data do segundo milênio antes de Cristo, lá em Creta, quando as sabidas mulheres usavam uma espécie de corpete simplérrimo para sustentar os seios, projetando-os para frente

Saibam que a lingerie é assunto antigo feminino. Data do dois milênios antes de Cristo, lá em Creta, quando as sabidas mulheres usavam uma espécie de corpete simplérrimo para sustentar os seios, projetando-os para frente. Ahá! De bobas elas não tinham é nada! Milênios mais tarde, Freud apareceu afirmando que as roupas íntimas são nada mais que fetiche! Ou seja, um pedaço da alça do sutiã já faz a alegria dos homens, estes sim, bobos por natureza.

Mas voltando à história da moda, a lingerie percorreu um longo caminho para chegar ao que temos hoje em termos de conforto e tecnologia. Sempre acompanhando todas as loucas mudanças que aconteciam culturalmente, a lingerie já foi composta por longas e desengonçadas vestes até depois da Idade Média, e, logo após, surgiu ainda mais cheias de fru-frus e detalhes.

Ah, e o que dizer dos famosos espartilhos, usados por mais de quatro longos séculos? Eles literalmente matavam algumas mulheres que tinham seus órgãos perfurados ou simplesmente ficavam sem ar. Até chegar o estilista com visão aguçada, chamado Paul-Poiret, que "libertou" as mulheres deste martírio. Mas, acreditem, já existe há algum tempo uma vontade desta peça voltar ao guarda-roupa feminino. Claro que sem muitos desconfortos, porém, com um pouco de apertão. Afinal de contas, quem não sofre para ficar com cinturinha de pilão?

Mas nada mais tecnológico e moderno que a invenção da Lycra® e do nylon, que possibilitou muitas mudanças na feitura da lingerie, deixando os movimentos mais livres. O que vemos hoje em dia é uma variedade absurda de modelagens, cores e tamanhos para todos os tipos de corpos e bolsos. Dá até vontade de sair por aí apenas de calcinha e sutiã, não é? Ah, claro, os homens iam adorar! Olha os bobos e agora babões de novo!



Rita Avellar é formada em Design de Moda e Figurino e atua na área de marketing e comunicação de moda desde 1999. Ministra cursos e palestras sobre o tema, pesquisas de tendências e visual merchandising em instituições como Senai Cetiqt e Universidade Estácio de Sá. Presta também consultoria de marketing de varejo de moda, além de desenvolver trabalhos como personal stylist e produtora na área.  Leia mais deste autor.





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