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Pequim: judoca faz história
Judoca ganha primeira medalha olímpica individual feminina do Brasil
Por Isabel Kieling • 12/08/2008

A garra, a luta, a determinação da mulher brasileira mais uma vez sai da periferia para ganhar o mundo, e encher de orgulho os brasileiros. A judoca Ketleyn Quadros conquistou, em Pequim, a medalha de bronze da categoria peso leve, até 57 kg, do judô.

É a primeira medalha olímpica individual feminina do Brasil.

Na sua trajetória de muito sacrifício, contou com ajuda dos familiares e amigos para financiar seus quimonos, treinos e viagens

Com apenas 20 anos, a judoca Ketleyn Quadros é mais uma daquelas heroínas, como tantas brasileiras, que sai em busca de seus objetivos, apenas com esforço próprio. Filha de cabeleireiros de Ceilândia, cidade satélite de Brasília, Ketleyn, quando pequena, fugia das aulas de natação do SESI para assistir às aulas de judô. Na sua trajetória de muito sacrifício, contou com ajuda dos familiares e amigos para financiar seus quimonos, treinos e viagens. Há dois anos saiu de casa, em Brasília, para treinar no Minas Tênis Clube, onde encontrou infra-estrutura (alimentação, moradia, assistência médica e financiamento das viagens e treinos). Em Belo Horizonte, ela divide uma casa com outras atletas. Além do treinamento diário de cinco horas, ela cursa a faculdade de Educação Física.

O SEGREDO DO GRÊMIO

Muito se especula sobre as virtudes que levaram o Grêmio à liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Um time que começou a temporada sem muitas perspectivas, eliminado precocemente do campeonato Gaúcho, chegou à frente dos demais no Campeonato Brasileiro. Com isso, fechou o primeiro turno da competição mais difícil do mundo, com uma confortável diferença de cinco pontos sobre o segundo colocado, o Cruzeiro. E para sua torcida, o melhor: quinze pontos na frente do arqui-rival, Inter, considerado no início da temporada como um dos favoritos ao título.

Algumas virtudes são evidentes: é a segunda melhor defesa no primeiro turno da era dos pontos corridos. Apenas 12 gols sofridos em 19 partidas. Tem um dos melhores goleiros da competição, senão o melhor. Bons volantes que, com a volta do Tcheco, repatriado, deram um brilho, um toque mais refinado ao meio de campo. Meio de campo que fez a torcida e a diretoria esquecerem o jogador Roger, que se transferiu para o Oriente Médio.

É verdade que o time do Grêmio é um dos mais faltosos do Campeonato. É um "panzer" (tanque de guerra alemão). Destrói seus inimigos. Marcação acima tudo e a qualquer preço, favorecida pela alta estatura do time. Gols? A maioria de contra-ataques e bolas alçadas na área.

Não há como negar, o Grêmio é um time organizado e solidário. Não tem estrelas. Tem bons jogadores determinados, cientes da sua função em campo. A campanha é a melhor da era dos pontos corridos: 71 % de aproveitamento. Doze vitórias, cinco empates e duas derrotas (fora de casa). O time do Grêmio é obra do odiado e estereotipado técnico Celso Roth. Está na hora de se reconhecer os méritos e a capacidade desse treinador.



Isabel Kieling é gaúcha, moradora apaixonada do Rio de Janeiro, e jornalista de formação. E, contrariando o senso comum, entende muito de futebol. Por isso, inaugura a nossa mesa redonda virtual para comentar os melhores lances dos esportes e dos atletas - claro. Mas ela também bate a sua bolinha – só que a de golfe! Isabel também é golfista, e atualmente luta para sair das últimas posições do ranking.  Leia mais deste autor.





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