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Paris para todos
É com você: quer ver Paris do céu, da água ou da terra firme?
Por Daniela Pessoa • 04/04/2008

Se o mundo é um ovo, Paris é a gema. Aqui dá para se fazer tudo a pé! OK, você não quer cansar os pés, nem gastar a sola do sapato? Então pegue o metrô ou RER (uma espécie de trem urbano), que cortam a cidade inteirinha. Um bilhete unitário custa em média 1,50 euros, mas também existe a opção de comprar um ticket diário, que pode ser usado, quantas vezes for, durante todo o dia. Munida dele, se tem acesso à toda a malha ferroviária da cidade, incluindo o funicular (uma espécie de metrô vertical) super charmosinho de Montmartre, que te deixa em frente à suntuosa Sacre-Coeur sem que você precise subir milhões de escadas, uma vez que a igreja fica em um ponto geograficamente elevado da cidade.

Veja as fotos de Paris

Isso sem contar a liberdade total para pegar o ônibus. Mas... "Ih, quando vai chegar o próximo?", "Não acredito! Fiz sinal e o motorista não parou!", "Ai, não! Perdi o metrô! Será que o próximo vai demorar?", "Espera aí, motorista! Estou de salto!", "Que droga! Meus dois ônibus passaram e nenhum parou!". Familiar? Pois é, acontece... No Brasil! Aqui não tem confusão, nem passageiro xingando motorista. Em cada ponto de ônibus e estação de metrô existe um quadro eletrônico enorme que mostra direitinho quanto tempo de espera você vai ter pela frente até a sua condução chegar - simples, rápido, sem surpresas e sans stress!

Ah, os franceses... Cheios de etiqueta! Mas quer ver um irritado? Pegue o metrô no dia em que o danado não está funcionando bem. Já vi uma moça a centímetros de puxar a outra pelos cabelos para conseguir entrar no vagão

Quer dizer, às vezes rola uma pane na sinalização das linhas de metrô, fazendo o bichinho ficar mais lento do que São Paulo na hora do rush. E acontece que a Paris do dia-a-dia é sinônimo de metrô. Se ele parou, danou-se. Aí é bom ficar preparada para um certo tumulto (e até barraco!). É de assustar, porque os franceses são muito pacíficos. Tem gente que fura fila, dá esbarrão sem pedir desculpa e por aí vai, mas ninguém dá um piu de indignação. O máximo que se pode ver é uma ligeira careta ou ouvir um suspiro, um resmungão quase inaudível.

Ah, os franceses... Cheios de etiqueta! Mas quer ver um irritado? Pegue o metrô no dia em que o danado não está funcionando bem. Já vi uma moça a centímetros de puxar a outra pelos cabelos para conseguir entrar no vagão. "Com licença, por favor? (ela bem que foi educada). Silêncio. "Ahn... Com licença, por favor?", repetiu. Nada. A mocinha se irrita e começa a empurrar. A que se fingia de surda se estressa porque foi empurrada e empurra também. Pronto, foi dada largada à confusão. Até o apito que sinaliza o fechamento das portas tocar, o clima é de tensão - tudo pode acontecer - até uma distinta francesa puxar a outra pelos cabelos. Tudo bem, vá lá, mau humor matinal... A gente dá um desconto.

Não quer correr o risco? Sem problemas, faça um passeio de barco no Sena por cerca de nove euros. É imperdível deslizar pelas águas do rio e ver surgir às suas margens alguns dos museus e monumentos mais notáveis de Paris! No entanto, se mais do que simplesmente passear você quiser fazer do rio um meio de transporte, existe o Batobus, barco que percorre uma linha regular com oito paradas em grandes pontos turísticos como a Torre Eiffel, Champs-Elysées e como o Louvre. Desfrutar das paisagens da cidade fazendo do Sena uma passarela é realmente bastante original (para não dizer romântico!). E não só os turistas, mas os próprios parisienses, adoram!







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