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Atitude é uma palavra cada vez mais falada no universo feminino. Foi com ela que as mulheres conquistaram, definitivamente, o seu espaço no mercado de trabalho e em grandes cargos públicos, e seguiram lutando por direitos iguais entre os sexos. Porém, em se tratando de relacionamentos, ter atitude é ainda um ponto polêmico. Enquanto alguns homens gostam dessa ousadia feminina, outros ainda preferem o estilo-mulherzinha, delicada e um tanto submissa. Na hora da conquista, eles ainda se sentem mais à vontade cortejando que sendo cortejados. E nós, mulheres, que nos acostumamos com tantas conquistas, ainda precisamos lidar com essa dicotomia nas relações. Será que o papel do homem e da mulher ainda está definido? O Bolsa de Mulher entrou em campo para debater essa questão.
Você sabe ir atrás de quem te interessa? Faça o teste!
Para o auditor Erick Kluft já não existe mais essa divisão entre o que homens e mulheres devem fazer, tudo depende da postura. Atualmente solteiro, ele gosta de conquistar, mas não vê problema em levar adiante um romance com uma garota que tenha tomado a atitude na hora da conquista. Isso, obviamente, se ela tiver valores parecidos com os seus. "A mulher pode chegar sem ser vulgar, a questão é como fazer. E tem mulher que sabe", diz ele, que admite já ter sido a "caça", e não o "caçador" algumas vezes.
A eterna discussão sobre transar ou não no primeiro encontro é indiferente para o auditor. "Por que eu posso e ela não?", questiona. Ele acredita que, hoje em dia, o relacionamento naturalmente inclui o sexo. "Se a pessoa gosta de você, se sente atraída, ela vai querer que role". E esse posicionamento, segundo ele, vale tanto para homem quanto para a mulher. "Eu já me apaixonei por mulheres que cederam na primeira noite. Não vejo mal nisso", afirma.
Outro ponto polêmico nesta guerra dos sexos é o fazer-se de difícil. Mesmo a fim, muitas mulheres insistem em dizer "não" no início da conquista e assumem esse comportamento como regra. Erick acredita que existem mulheres extremamente difíceis que se tornam um desafio para o homem apenas pela questão da conquista, mas que depois perdem a graça. Por outro lado, existem outras que não fazem joguinhos e que são extremamente interessantes. Ou seja, a negativa não é, necessariamente, o que se espera de uma mulher. "Dá para cansar quando se escuta ‘não' demais. Já desisti uma vez porque me senti enrolado", conta.
Já para o empresário Leonardo Pereira o "não" na hora da paquera é... não! Mulher que faz charme, definitivamente, não tem vez com ele, mesmo que esteja só fazendo tipo. "Quando uma mulher faz boca torta ou olha para o lado eu já dou o fora", diz. Segundo Leonardo, essa atitude pode até valorizar a conquista para outros homens, mas com ele o papo é outro. "Eu curto muito a sinceridade. Odeio joguinhos!". Na opinião do empresário, a mulher que não perde tempo fazendo charme mostra que é mais decidida. Essa sim seria a mulher moderna. "Gosto de conquistar. Só que é muito chato ficar bancando o bobo diante de uma garota que está a fim, mas não demonstra. É como se ela precisasse sentir que me tem na mão antes de qualquer coisa".
Invertendo papéis
Mas quando a situação se inverte e uma mulher chega nele... "Minha última namorada foi quem tomou a iniciativa. Primeiro tentou em um forró, mas na época eu estava enrolado e nada aconteceu. Em outra ocasião, já chegou falando na minha orelha", conta. Atitude pouca é bobagem! Quem escuta isso pode até achar que ele está fazendo tipo e que essa história não passou de alguns meses. Ledo engano! O namoro não só durou três anos e meio, como virou noivado e por pouco não se concretizou em um casamento.
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