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Falando sério
Dezoito coisas que você precisa saber sobre o mundo dos vinhos
Por Sonia Melier • 05/06/2008

1. Lua Cheia. O consumo de álcool sempre cai durante o período de lua cheia.

2. Lua de Mel. Na antiga Babilônia (a grande cidade-estado entre o Tigre e o Eufrates, próxima da atual Bagdá, fundada mais ou menos no século 18 a.C.), o pai da noiva fornecia uma grande quantidade de vinho de mel (mel fermentado e água) ao seu futuro genro, para que ele pudesse beber à vontade um mês antes do casório. Como utilizavam o calendário baseado nas fases da lua, esse período de vinho de mel grátis era chamado de "mês da lua" ou a hoje conhecida "lua de mel" (que seria problemática se o noivo passasse bebendo antes do casamento).

3. Ilusão. Beber faz cair a temperatura do corpo. Há uma ilusão de que nossa temperatura aumenta. É que o álcool faz dilatar nossas veias capilares, favorecendo a admissão de mais sangue morno.

4. Viagens. Fernão Magalhães (1480-1521), o navegador português que, a serviço da Espanha, realizou a primeira viagem de circunavegação, numa aventura que durou três anos (1519 a 1522), abasteceu sua frota com mais vinho Jerez do que com armas. Jerez, a leitora já sabe, é o vinho fortificado feito em torno da cidade de Jerez, Espanha. Ele seguiu os passos de Cristóvão Colombo, que trouxe na bagagem muito desse vinho tão prezado por Shakespeare (o bardo inglês menciona a bebida nada menos do que 50 vezes em oito de suas peças).

5. Leite. Apenas um copo de leite pode resultar em 0,2 de taxa de álcool no sangue. Em alguns estados norte-americanos, essa pequena quantidade pode levar menores de 21 anos a perder a licença de motorista (fora outras penalidades).

6. Proof (inglês para prova, evidência). Essa palavrinha está em rótulos de muitas bebidas alcoólicas. É uma medida de quanto de etanol existe nelas: corresponde a aproximadamente duas vezes a taxa de álcool por volume. Se numa garrafa de gim, por exemplo, lemos 80 proof, a bebida tem 40% de álcool na garrafa.

A expressão se originou em 1651, quando os pagamentos aos marinheiros ingleses incluíam rações de rum. Para assegurar que a bebida não havia sido batizada com água, faziam uma prova, adicionando pólvora. Se a bebida não inflamasse, é porque tinha sido misturada com água. Já se pegasse fogo, todos ficavam contentes. A Marinha Britânica acabou com essa prática apenas em 1970.

7. Speakeasy. Era um botequim clandestino nos tempos da Lei Seca nos Estados Unidos (1920-1933). A palavra, uma gíria, aparentemente teve origem no fato de que as pessoas sussurravam uma senha, uma palavra código através de uma fenda na porta do boteco para poder entrar. Daí o "fala fácil" ou "fala baixo", numa tentativa de tradução.

8. Whiskey e Whisky. Com o "e", whiskey é o destilado de grãos nos Estados Unidos e Irlanda. A palavra se origina do gaélico "uisge beatha" e quer dizer "água da vida" (que com o tempo foi abreviada e corrompida, resultando no "whiskey"). Já Whisky, sem o "e", é o mesmo destilado de grãos, mas na Escócia e Canadá.

9. O nosso alambique. O corpo humano produz naturalmente o seu próprio suprimento de álcool, de modo contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana. Os níveis normais dessa produção ficam entre 0,01 e 0,03 mg de álcool na corrente sangüínea. Embora produzamos nosso próprio álcool, ainda se desconhecem a razão pela qual algumas pessoas desenvolvem reações alérgicas quando bebem.







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