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Chegou a hora de escolher os presentes de Natal. Acerte nas compras!
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litanan15h53m | Primeiro Post! xDmeire_s215h34m | Não estrague o seu dia.Abigail*14h51m | 04/11/2008
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Viver longe dos pais e por conta própria é o primeiro desafio da vida adulta. Sinônimo de independência, sair da casa dos pais e ser dono do próprio nariz é realmente uma experiência e tanto. Alguns vão por causa da faculdade. Outros, porque já conquistaram a independência financeira. E ainda existem aqueles que não conseguem mais viver sob o mesmo teto que os pais: "Quando você tiver a sua casa, você arruma do seu jeito" - que atire a primeira pedra quem nunca ouviu essa célebre frase. O que muita gente não sabe é que ter seu próprio "lar, doce lar" não é mole, não: dá uma trabalheira e tanto. Por isso, não fique pensando que morar sozinho é festa todo dia. Demanda grana e, mais do que isso, responsabilidades redobradas. Mas, junto com todos esses fatores, é também um enorme e enriquecedor processo de amadurecimento pessoal.
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O estudante José Afrânio, de 23 anos, conta que aos 18 anos veio de Petrópolis, região Serrana do RJ, para a cidade do Rio de Janeiro fazer faculdade de Jornalismo. "Com o dinheiro apertado, fui morar num apartamento quitinete, eram 16 apartamentos por andar! Na cozinha não cabiam a geladeira e o fogão juntos, um deles tinha que ficar na sala", lembra José, acrescentando que sua maior dificuldade foi a falta da família e dos amigos. Porém, ele aprendeu facilmente a se virar na cozinha e a cuidar das roupas. "Aprendi muito disso com a minha família quando morava em Petrópolis. Sempre gostei de saber fazer as coisas, mas era mais fácil com alguém por perto. Tive muitas dificuldades para me virar sozinho, mas mesmo assim, foi um período muito feliz da minha vida: eu não devia satisfação a ninguém, podia estudar a hora que quisesse, não era obrigado a falar com ninguém e a sensação de liberdade é impagável", descreve.
A gerente de loja Aparecida de Araújo, 37 anos, tem uma história um pouco diferente do caso do estudante. Morou com o marido durante dez anos em uma situação financeira muito boa. Tinha empregada doméstica, faxineira e cozinheira, e a casa sempre cheia de visitas. Hoje, recém-separada, diz que tem que fazer tudo sozinha: lavar, passar e cozinhar. "Mulher tem isso de só sair da casa dos pais para se casar. Está errado! Os casamentos dariam mais certo se todas já morassem sozinhas antes do altar. O maior aprendizado é saber se virar sozinho e sentir-se bem consigo mesmo", teoriza, afirmando que muitas vezes sente falta de alguém para conversar.
Os momentos de carência, diz ela, são compensados com a organização da casa e com a privacidade. E, claro, o retorno da paz, perdida com as brigas que tinha quando morava com o marido. Aparecida espanta a solidão ligando para os amigos, ouvindo música, trabalhando e saindo para passear. No final, os prós são maiores do que os contras. "Eu tive que aprender a tomar decisões sozinha, aprender a lidar comigo mesma e ser responsável. Aprendi a lidar com o meu próprio salário", revela.
Adeus casa arrumada, ou não?
Mais que um sonho de adolescente, sair de casa é um exercício de crescimento. Adquirir total controle sobre a própria vida tem suas vantagens e desvantagens. Ao mesmo tempo em que você pode decidir comer pizza todos os dias sem ninguém para tentar te empurrar um chuchu refogado, passam a ser de sua responsabilidade tarefas como lavar louça e tirar o lixo do banheiro, que, antes, provavelmente eram feitas por outros.
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