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O início dos anos 90 foram marcados pelo grunge, movimento inspirado pelo punk que revelou bandas de sucesso como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice in Chains. Mais tarde, inspiraria ainda Stone Temple Pilots, Bush, Silverchair e Seether. Outro destaque dessa década foi o britpop, "movimento" de bandas inglesas com estética musical similar, como Oasis e Blur. Entre os novos "indie", destacam-se o Coldplay, White Stripes, Radiohead e Belle & Sebastian, por exemplo. No hard rock, a grande novidade se deu por conta do Guns 'n' Roses e do Bon Jovi. Também nasceram mais subdivisões do metal, como o metal industrial (Marilyn Manson, Nine Inch Nails), o black metal (Dimmu Borgir, Cradle of Filth) e o nu-metal (Linkin Park, Korn, Slipknot, Deftones), que mescla gêneros musicais como o rap e a música eletrônica em suas composições. A mistura do rock com o funk foi outra que ganhou força, principalmente com o Faith No More, os Red Hot Chili Peppers e o Rage Against the Machine.
No Brasil, o rock também fez suas raízes em diversos momentos. Nos anos 50 já era possível ouvir melodias semelhantes àquelas eternizadas por Bill Halley e Chuck Berry. Na década de 60, a Jovem Guarda tratou de tornar o som e a atitude rock 'n' roll ainda mais popular, com os sucessos de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. O "iê-iê-iê", inspirado no sucesso dos Beatles, virou febre nas vozes de Ronnie Von, Jerry Adriani e Renato e seus Blue Caps, entre outros. Depois, surgiu o Tropicalismo, que trouxe, além de Caetano Veloso e Gilberto Gil, Os Mutantes, banda inovadora que ganharia destaque internacional.
Em 1970, apareceu o também criativo Secos & Molhados, que contava com Ney Matogrosso no vocal. Na mesma década, Raul Seixas adicionou tempero baiano ao seu caldeirão roqueiro. Já nos anos 80, década de ouro do rock brazuca, foi a vez de emergir uma safra de bandas ultrapopulares, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Titãs, Kid Abelha, Biquíni Cavadão, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Ultraje a Rigor, Lobão, Ira! e RPM, só para citar as mais famosas. A partir de 1990, outros grandes grupos brasileiros deram as caras, mesmo que em menor quantidade: Skank, Pato Fu, Raimundos, Chico Science & Nação Zumbi, Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Planet Hemp, O Rappa, Los Hermanos - cada um com sua personalidade e influências distintas.
"I love rock 'n' roll"
Ainda que a variedade seja enorme, a paixão pelo rock costuma ser arrebatadora. "Posso dizer que rock 'n' roll é a minha vida, é tudo. Rock é estado de espírito, é uma música pra cima, que te levanta", define o guitarrista Digão, atual vocalista e líder dos Raimundos, considerada uma das maiores bandas de rock nacional dos anos 90. Com um novo projeto na área - a dupla de rock acústico popular Dênis & Digão, que vai lançar um CD em agosto -, Digão confessa que o cenário atual do gênero não lhe agrada muito. "Acho que, excluindo as bandas que vêm de décadas passadas, a cena se dividiu basicamente em dois gêneros: o britpop, e o emocore. Eu prefiro a diversidade, o que víamos, por exemplo, nos anos 90 e em outras épocas", opina o músico.
Então, será que o rock está morrendo? Não é bem assim. A era da internet está mostrando que agora é a vez do público escolher o que quer ouvir. Novas bandas surgem a cada minuto, em vários cantos do planeta, e se popularizam através da web. Arctic Monkeys e Cansei de Ser Sexy ganharam reconhecimento após a divulgação online, e é possível dizer que outros recentes fenômenos de vendas e shows como Kaiser Cheifs, The Strokes e Franz Ferdinand definitivamente não seriam os mesmos se não fosse o "empurrãozinho" dos jovens interligados e interconectados que passam horas na internet buscando a próxima revelação musical.
Como já cantavam os Rolling Stones, "it's only rock 'n' roll... but I like it"!
Mônica Vitória   Leia mais deste autor.
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