
Liliana de La Torre
A escritora Thalita Rebouças fala do sucesso com as adolescentes
Helena Perim Costa
Sempre elegante: dez dicas de roupas e para não errar na produção
Emilia Ferraz
Livro mostra que luxo se tornou indústria, prezando produção em série
Rita Avellar
Do sutiã de cone ao sportwear, Madonna sempre foi sinônimo de estilo
Sonia Melier
Um teste revelador para saber se você entende ou não de vinho
Isabel Kieling
Para ser campeão, é preciso querer. Onde está essa vontade dos times?
Candida Bingemer
Além de Deus, o verão é brasileiro - em qualquer parte do mundo!
patypaty2004 às 14h10m
Oieeeeed@n às 13h38m
(L)......(F).........@ AMARlivinhagarcia às 13h24m
sabado..preguiça
Metaleiro, clubber, sertanejo, pagodeiro, funkeiro, micareteiro... Você pode gostar apenas de músicas românticas, ou clássicas, ou jazz, ou MPB... Você pode estar no Brasil ou na China, ter 10 ou 70 anos... Não importa. Pelo menos em algum momento da sua vida seus ouvidos já se renderam aos acordes de uma guitarra tocando o bom e velho rock and roll. Pois saiba que dia 13 de julho é o dia internacional deste gênero mais que internacional, que arrasta multidões e faz girar milhões a cada ano.
Mais do que apenas mais um estilo musical, o rock sempre esteve intimamente ligado a atitude, rebeldia e quebra de paradigmas. Quando não acham uma causa para suas transgressões, os roqueiros se tornam apenas rebeldes sem causa - e por que não? O caráter libertário do rock, na verdade, vem desde as suas origens. Surgido no sul dos Estados Unidos no século passado, nos anos 50, o rock 'n' roll ganhou vida a partir da mistura de três gêneros musicais bem distintos: o jazz, o blues e o country. E aí começa a primeira manifestação de sua força transgressora: enquanto o rhythm & blues fazia parte do cancioneiro popular dos negros e mestiços, o country estava no repertório tradicional dos caipiras brancos daquela região, característica da segregação racial. Não é à toa que o rock é capaz de unir pessoas de diferentes culturas, países e gerações.
Entre os primeiros artistas que apostaram no ritmo vibrante do rock 'n' roll estavam Bill Halley (que eternizou a canção "Rock Around the Clock"), Chuck Berry (que compôs a famosíssima "Johnny B. Goode") e Little Richard. Logo depois, emergiria aquele que seria para sempre chamado de "Rei do Rock", Elvis Presley, responsável por popularizar definitivamente o estilo e encher os olhos (e os bolsos) das gravadoras na época. Com suas roupas extravagantes, suas costeletas e topete cheio de gel, Elvis, the Pelvis abusava de danças sensuais e de sua voz poderosa, fazendo garotas gritarem de emoção e rapazes sonharem com o novo som. Um ícone que até hoje é lembrado com a célebre frase "Elvis não morreu".
"We will, we will rock you"
Nos anos 60, o mundo assistiu a outro fenômeno de popularidade - desta vez, vindo da Grã-Bretanha: The Beatles. Os quatro garotos de Liverpool tornaram-se a banda de maior sucesso e de maior influência do século XX, batendo diversos recordes. Além disso, foram a primeira banda do mundo a fazer videoclipes de suas músicas e a incluir um encarte com fotos e letras em seu álbum (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, considerado por muitos o melhor álbum de todos os tempos). Alguns mistérios e episódios assustadores envolvem o quarteto, como a lenda de que Paul McCartney teria morrido, o assassinato de John Lennon por um fã e a seita liderada pelo serial-killer Charles Manson, que chegou a escrever títulos das canções dos Beatles na parede com o sangue de suas vítimas.
Entre as décadas de 60 e 70, despertaram mais bandas mundialmente consagradas, assim como novos subgêneros. Ganharam espaço o rock progressivo do Pink Floyd, o hard rock do Led Zeppelin, o folk rock de Simon & Garfunkel e o metal do Black Sabbath, além dos clássicos Jimi Hendrix e The Doors. No hard rock também se destacaram o Queen e o Kiss, bandas que valorizavam a estética e a elaboração artística de seus shows. Mais um estilo que incorporou a estética e a maquiagem foi o glam rock, popularizado por David Bowie, por exemplo.
Já no fim dos anos 70 e início na década de 1980, os subgêneros existentes davam origem a outros tipos de rock. Foi a vez do punk, gritado pelos vocais de Ramones, Sex Pistols e The Clash. Com cabelos coloridos e espetados, roupas rasgadas e muitas canções com poucos acordes, abalaram as estruturas da música e da sociedade na época. O heavy metal, baseado no hard rock, também tomou corpo com bandas como Judas Priest, Motörhead e Iron Maiden, depois de já ter influenciado o AC/DC. No decorrer dos anos 80, vieram ainda o trash metal (Metallica, Pantera, Megadeth e a banda brasileira Sepultura), o metal melódico (Blind Guardian, Helloween, Stratovarius e a brasileira Angra), e o new wave (Duran Duran, The Police, New Order). O pós-punk, versão mais intimista e depressiva do punk, também surgiu, a partir de bandas como The Cure, Siouxsie & the Banshees, Joy Division, Bauhaus e The Smiths. O indie, caracterizado por bandas que apresentavam um som alternativo, diferente dos estilos já existentes, também começa a despontar neste momento.

