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Cidade Eterna > História em construções
Por Cynthia Magnani • 16/07/2008
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A Piazza Venezia fica no sopé da Colina do Capitólio. O que mais impressiona nesta ampla praça é o monumento Palazzo de la Pátria, dedicado ao rei Vitorio Emanuelle II. É uma construção imensa, imponente, que abriga em seu interior o museu da história bélica e militar da Itália, aberto das 9h às 17h. À noite, a vista do monumento todo iluminado deixa qualquer um sem fala. Os romanos não são lá muito fãs do monumento, que dizem ser "branco demais", a ponto de contrastar com a cor já envelhecida dos demais marcos históricos da cidade. Bobagem!

Outra curiosidade é que o nome "arena" surgiu por causa do Coliseu. É que, para secar o sangue dos animais e gladiadores que eram mortos no palco do anfiteatro, os romanos jogavam areia no local

Ainda nesta praça, em frente ao Palazzo de la Pátria, encontra-se o Palazzo Venezia, que dá nome ao lugar. Ele serviu de palco para os dicursos de Benito Mussolini durante a época do Fascismo, e entre os anos de 1564 e 1797 foi o palácio papal.

No meio dos dois fica o simpático Bar Brasile que, apesar do nome, não tem nada de brasileiro. É um bom lugar para se parar e tomar um café ou um sorvete no final da tarde, apreciando os edifícios ao redor, tão cheios de histórias para contar.

Na Piazza Navona, uma das mais célebres de Roma, está localizada a embaixada brasileira, abrigada dentro do Palácio Pamphilj. Mas a principal atração do lugar é a Fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), esculpida por Gian Lorenzo Bernini, em 1651 (deslumbrante!). Na piazza, antigo endereço do mercado da cidade, estão também a igreja de Sant'Agnese in Agone e mais duas fontes: Fontana di Nettuno e Fontana del Moro.

A Piazza del Popolo é a antiga porta de entrada de Roma para os viajantes que vinham do norte. Nela encontra-se a Porta del Popolo - que tem esse nome devido à vizinha igreja de Santa Maria del Popolo - um lindo e imenso arco romano adornado com as imagens de São Pedro e São Paulo. No centro, como não poderia faltar, mais um lindíssimo obelisco.

Na Piazza del Quirinale fica localizada a sede da Presidência da República itailana.

Coliseu

O Coliseu, segundo ponto turístico mais visitado do mundo - atrás apenas da Torre Eiffel, em Paris - não decepciona quem vai até lá procurando história, mistério, sensações fortes e o mais puro contato com a cultura romana.

Seu nome original era Anfiteatro Flaviano, pois fora construído a mando do imperador Vespasiano na época dos Flávios. Passou a ser conhecido por Coliseu devido à monumental estátua de Nero que havia em frente à construção que, segundo conta-se, foi propositalmente localizada sobre onde era, anteriormente, a morada do imperador incendiário.

Construído entre 70 e 72 a.C, o anfiteatro esteve em uso até o século 6 d.C. e até hoje uma boa parte do mármore original de sua construção ainda resiste ao tempo e aos terremotos que destruíram partes de sua estrutura.

Voltando aos dias atuais, o Coliseu continua sendo magnífico, imponente e não se pode ir à Roma sem visitá-lo. Uma forma bastante agradável de escapar das longas filas que se formam na porta é aderindo, por 21 euros por pessoa, a um dos grupos formados por guias que ficam na entrada. Na bilheteria, o ingresso inteiro custa 14,20 euros e a meia-entrada, 9,70. Com os guias, você compra o ingresso (que dá direito também a visita guiada pelas ruínas do Palatino), conhece detalhes da história do lugar e ainda pratica o inglês (são poucos os guias que falam espanhol e português, então, nem pensar!). Eles costumam ser bastante simpáticos e, como são do lugar, podem dar boas dicas de lugares para visitar, comer, sair à noite e fazer compras. Uma das curiosidades que, provavelmente, só se conhece por meio de um desses guias, é que na parte superior do anfiteatro há uns espaços estrategicamente posicionados para melhorar a circulação de ar e exercer a função de um exaustor natural. Isso não era fundamental só por causa do calor que faz no verão, mas principalmente porque os belisquetes que faziam a cabeça dos romanos na época de ouro do Coliseu eram alho e cebola. Imagine o cheirinho que ficava com quase 50 mil pessoas com hálito de alho. E eles não ficavam caladinhos, não. Abriam a boca para torcer, gritar, xingar, enfim... eca!

Outra curiosidade é que o nome "arena" surgiu por causa do Coliseu. É que, para secar o sangue dos animais e gladiadores que eram mortos no palco do anfiteatro, os romanos jogavam areia no local.

Palatino

Saindo do Coliseu, não deixe de passear pela colina do Palatino, local escolhido pelos imperadores para construir seus palácios. Além dos jardins exuberantemente bem cuidados - onde aquele cheirinho de cipreste italiano é ainda mais inebriante e relaxante -, que proporcionam agradáveis momentos de valioso descanso, as ruínas dão uma noção da magnitude do império romano em seu auge. A vista da cidade é privilegiada e lá de cima pode-se observar toda a extensão do Fórum Romano. Entre os jardins que ostentam laranjeiras carregadinhas na primavera, surgem no chão de terra pedaços de pedras de mármore que, apenas quando são molhadas, revelam todo o esplendor de cores já não mais encontradas hoje em dia. A guia do passeio lembra: "Imagine a magnitude dos palácios romanos com suas colunas de mármore das mais diferentes cores e até 30 metros de altura, que eram exaustivamente polidas pelos empregados, diariamente!"






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