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Venci a balança
Com a auto-estima leve, duas mulheres contam como venceram a obesidade
Por Anna Mocellin • 24/01/2007
Não há como negar que o sonho de dez entre dez mulheres que estão acima do peso é perder alguns - ou muitos - quilos. É difícil encontrar mulheres gordinhas que estejam totalmente felizes com sua aparência. Por isso, cansadas de brigar com a balança, muitas delas vão à luta, em busca de uma forma de mandar os quilos extras embora. Com muita dedicação e persistência, elas conseguem. E, diante do sucesso da empreitada, se sentem prontas para encarar novos desafios. Conheça a história de duas mulheres que venceram a batalha e puderam começar uma vida nova - e bem mais leve.
Mariana Pinheiro, 21 anos - 60 quilos. Há quatro anos pesava 85 quilos.
Membro de uma família de comilões assumidos, a estudante Mariana Pinheiro, 21 anos, nunca conseguiu resistir aos quitutes da mãe e da avó. As refeições eram sempre fartas e caprichadas e os doces, segundo ela, divinos."Meus pais sempre foram rechonchudos e esfomeados. Sempre que havia uma oportunidade, eles faziam um lanchinho. Eu e meu irmão acabamos também adotando esse hábito. Era comida espalhada pela casa tempo inteiro", relembra.
Porém, tanta comilança não poderia resultar em boa coisa. Aos 10 anos de idade, Mariana já estava bem acima do peso e sofrendo com algumas complicações decorrentes da obesidade. "Eu me sentia mal o tempo inteiro. Pesada, cansada, sem fôlego. Vivia suada, vermelha e exausta. As crianças corriam enquanto brincavam. Eu ficava em um canto, olhando, porque não tinha pique e ninguém queria chamar uma gorda desajeitada para brincar", diz.
O excesso de peso perdurou por toda a adolescência, apesar dos mais variados regimes adotados pela estudante. "Foi difícil, mas eu tive de parar de comer tudo de que eu gostava para fazer as dietas mais doidas: do chá, da água, da sopa, da fruta. Passava dias sem comer direito, cheguei a passar mal. Via minhas colegas de escola magrinhas e queria ficar igual, mas não sabia direito o que fazer. Queria ser popular, mas eu era a ´baleia´ da turma, que era sempre deixada de lado", recorda.
As coisas começaram a mudar quando Mariana conheceu Ricardo, que estudava no mesmo colégio. Curtindo uma paixão platônica pelo garoto mais bonito da escola, ela decidiu, aos 17 anos e 85 quilos, emagrecer para conquistá-lo. Mas, desta vez, pelo caminho certo: com auxílio de um médico e um nutricionista, indicados por uma amiga que torcia pelo romance, e muita malhação. "É engraçado pensar nisso agora, mas acho que eu precisava de um motivo extra para tomar essa iniciativa", diverte-se Mariana.
Mariana Pinheiro, 21 anos - 60 quilos. Há quatro anos pesava 85 quilos.
Membro de uma família de comilões assumidos, a estudante Mariana Pinheiro, 21 anos, nunca conseguiu resistir aos quitutes da mãe e da avó. As refeições eram sempre fartas e caprichadas e os doces, segundo ela, divinos."Meus pais sempre foram rechonchudos e esfomeados. Sempre que havia uma oportunidade, eles faziam um lanchinho. Eu e meu irmão acabamos também adotando esse hábito. Era comida espalhada pela casa tempo inteiro", relembra.
Via minhas colegas de escola magrinhas e queria ficar igual, mas não sabia direito o que fazer. Queria ser popular, mas eu era a ´baleia´ da turma, que era sempre deixada de lado.
Porém, tanta comilança não poderia resultar em boa coisa. Aos 10 anos de idade, Mariana já estava bem acima do peso e sofrendo com algumas complicações decorrentes da obesidade. "Eu me sentia mal o tempo inteiro. Pesada, cansada, sem fôlego. Vivia suada, vermelha e exausta. As crianças corriam enquanto brincavam. Eu ficava em um canto, olhando, porque não tinha pique e ninguém queria chamar uma gorda desajeitada para brincar", diz.
O excesso de peso perdurou por toda a adolescência, apesar dos mais variados regimes adotados pela estudante. "Foi difícil, mas eu tive de parar de comer tudo de que eu gostava para fazer as dietas mais doidas: do chá, da água, da sopa, da fruta. Passava dias sem comer direito, cheguei a passar mal. Via minhas colegas de escola magrinhas e queria ficar igual, mas não sabia direito o que fazer. Queria ser popular, mas eu era a ´baleia´ da turma, que era sempre deixada de lado", recorda.
As coisas começaram a mudar quando Mariana conheceu Ricardo, que estudava no mesmo colégio. Curtindo uma paixão platônica pelo garoto mais bonito da escola, ela decidiu, aos 17 anos e 85 quilos, emagrecer para conquistá-lo. Mas, desta vez, pelo caminho certo: com auxílio de um médico e um nutricionista, indicados por uma amiga que torcia pelo romance, e muita malhação. "É engraçado pensar nisso agora, mas acho que eu precisava de um motivo extra para tomar essa iniciativa", diverte-se Mariana.
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