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Queimando calorias
Mais importante do que controlar as calorias é saber queimá-las
Por Alexandre Merheb • 19/03/2007
Minhas amigas, hoje vou falar de um assunto bastante preocupante: o crescimento do número de pessoas obesas no nosso país. Uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revelou que quase 39% das brasileiras estão acima do peso. O que me faz pensar: como que, com tanta informação disponível sobre as mais diversas dietas, a população brasileira continua engordando?
Acredito que a maioria das dietas está fadada ao fracasso se não estiverem amarradas a um tratamento para emagrecer contínuo e individualizado, que realmente ataque a causa do problema. E que o péssimo hábito alimentar, conseqüência do século XXI, é um dos vilões do acúmulo de gorduras.
Precisamos, antes de tudo, entender que para emagrecermos devemos mudar alguns hábitos corriqueiros e nos entregar a um verdadeiro tratamento médico. Portanto, é errado nos submetermos a uma dieta que trate o problema apenas superficialmente, dando a impressão de que a queima de gorduras se dá por comer menos e fazer mais exercícios físicos. Na verdade, a gordura é mais fácil de se queimar em repouso do em atividades físicas! A gordura estocada nas células adiposas tem algumas características que tornam a sua queima bem mais complexa do que se imagina.
Apesar de ser muito rica em energia, a gordura, ao ser queimada, libera calorias muito lentamente (não mais que duas por minuto), por isso é mais fácil queimá-las em repouso do que durante a prática de exercícios. Ao longo do dia, a gordura é, a maior parte do tempo, protegida pela insulina, o hormônio fabricado pelo pâncreas. A gordura só pode ser queimada nos momentos em que as concentrações sangüíneas de insulina estiverem quase zeradas. Se por um desvio de metabolismo adquirido ao longo da vida, o indivíduo tem o pâncreas hiperativo, produtor de quantidades excessivas de insulina, ele será um "mau queimador de gordura".
Eu, particularmente, por toda a minha experiência profissional, prefiro trabalhar com a diminuição de medidas e de gorduras localizadas a trabalhar com quilogramas perdidos. Dessa forma, levo bem mais em conta o índice glicêmico dos alimentos do que a contagem de calorias. Você pode ingerir 3,5 mil a 4 mil calorias por dia e emagrecer. O que importa é como deixar de ser um "mau queimador de gorduras" e passar a ser um "bom queimador de gorduras", o que se consegue através da reeducação metabólica. Acredito que, ao ser privado de energia alimentar em dietas de baixa caloria, o indivíduo com um pâncreas desregulado não queima prioritariamente gordura e, sim, os estoques de carboidratos armazenados nos músculos. Nesse caso, a perda de peso se dá mais pelo desabastecimento temporário de energia dos músculos do que emagrecimento com redução de tecido adiposo (gordura).
A reeducação metabólica é um tratamento individualizado e contínuo que leva ao desaceleramento do ritmo de produção de insulina pelo pâncreas em um primeiro momento. Já em um segundo momento, corrige-se os hábitos de vida, ou seja, reeducação alimentar mais atividade física, de forma que o indivíduo, em seu dia-a-dia, não engorde mais como antes e que se possa manter com um peso saudável. Mas é importante lembrar que, antes de se aprender a comer, deve-se aprender a queimar gorduras! Assim, a pessoa não corre o risco de, após uma dieta de restrição calórica, engordar de novo e cair no chamado efeito sanfona.
Alexandre Merheb é mestre em Nutrologia pela UFRJ, fez especialização em Medicina Desportiva e Medicina Ortomolecular. É diretor do Espaço Merheb de Emagrecimento e Qualidade de Vida.   Leia mais deste autor.
Acredito que a maioria das dietas está fadada ao fracasso se não estiverem amarradas a um tratamento para emagrecer contínuo e individualizado, que realmente ataque a causa do problema. E que o péssimo hábito alimentar, conseqüência do século XXI, é um dos vilões do acúmulo de gorduras.
Dessa forma, levo bem mais em conta o índice glicêmico dos alimentos do que a contagem de calorias. Você pode ingerir 3,5 mil a 4 mil calorias por dia e emagrecer.
Precisamos, antes de tudo, entender que para emagrecermos devemos mudar alguns hábitos corriqueiros e nos entregar a um verdadeiro tratamento médico. Portanto, é errado nos submetermos a uma dieta que trate o problema apenas superficialmente, dando a impressão de que a queima de gorduras se dá por comer menos e fazer mais exercícios físicos. Na verdade, a gordura é mais fácil de se queimar em repouso do em atividades físicas! A gordura estocada nas células adiposas tem algumas características que tornam a sua queima bem mais complexa do que se imagina.
Apesar de ser muito rica em energia, a gordura, ao ser queimada, libera calorias muito lentamente (não mais que duas por minuto), por isso é mais fácil queimá-las em repouso do que durante a prática de exercícios. Ao longo do dia, a gordura é, a maior parte do tempo, protegida pela insulina, o hormônio fabricado pelo pâncreas. A gordura só pode ser queimada nos momentos em que as concentrações sangüíneas de insulina estiverem quase zeradas. Se por um desvio de metabolismo adquirido ao longo da vida, o indivíduo tem o pâncreas hiperativo, produtor de quantidades excessivas de insulina, ele será um "mau queimador de gordura".
Eu, particularmente, por toda a minha experiência profissional, prefiro trabalhar com a diminuição de medidas e de gorduras localizadas a trabalhar com quilogramas perdidos. Dessa forma, levo bem mais em conta o índice glicêmico dos alimentos do que a contagem de calorias. Você pode ingerir 3,5 mil a 4 mil calorias por dia e emagrecer. O que importa é como deixar de ser um "mau queimador de gorduras" e passar a ser um "bom queimador de gorduras", o que se consegue através da reeducação metabólica. Acredito que, ao ser privado de energia alimentar em dietas de baixa caloria, o indivíduo com um pâncreas desregulado não queima prioritariamente gordura e, sim, os estoques de carboidratos armazenados nos músculos. Nesse caso, a perda de peso se dá mais pelo desabastecimento temporário de energia dos músculos do que emagrecimento com redução de tecido adiposo (gordura).
A reeducação metabólica é um tratamento individualizado e contínuo que leva ao desaceleramento do ritmo de produção de insulina pelo pâncreas em um primeiro momento. Já em um segundo momento, corrige-se os hábitos de vida, ou seja, reeducação alimentar mais atividade física, de forma que o indivíduo, em seu dia-a-dia, não engorde mais como antes e que se possa manter com um peso saudável. Mas é importante lembrar que, antes de se aprender a comer, deve-se aprender a queimar gorduras! Assim, a pessoa não corre o risco de, após uma dieta de restrição calórica, engordar de novo e cair no chamado efeito sanfona.
Alexandre Merheb é mestre em Nutrologia pela UFRJ, fez especialização em Medicina Desportiva e Medicina Ortomolecular. É diretor do Espaço Merheb de Emagrecimento e Qualidade de Vida.   Leia mais deste autor.
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