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Diabetes: açúcar amargo
Quase 250 milhões de pessoas sofrem com a doença. Fique alerta!
Por Anna Mocellin • 13/11/2008

Nesta sexta-feira, Dia Mundial do Diabetes, 150 países devem realizar ações chamando a atenção para esta doença que tem alcançado níveis epidêmicos no planeta. Existem, em todo o mundo, pelo menos 246 milhões de pessoas portadoras de diabetes. Segundo especalistas, até 2025, esse número deve chegar a 380 milhões. Só no Brasil, o problema atinge 7% da população entre 30 e 79 anos. Mas esta não é uma doença exclusiva de pessoas maduras. Pode aparecer em qualquer idade, até mesmo na infância: cerca de 500 mil crianças com menos de 15 anos têm diabetes tipo 1 - aliás, este é o tema levantado pela campanha deste ano. Se não for tratado adequadamente, com os devidos cuidados especiais que exige, o diabetes pode apresentar diversas complicações e levar à morte. O quadro é grave: são quase quatro milhões de diabéticos que morrem, a cada ano, em conseqüência dessas complicações.


Mas, afinal, o que é o diabetes? O endocrinologista Antonio Carlos Lerário, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica: "É uma condição patológica caracterizada pela incapacidade do organismo de manter o nível da glicose sangüínea em níveis normais. Como conseqüência, ocorre a hiperglicemia, ou seja, a elevação das taxas de glicose sanguínea, que é tremendamente prejudicial à saúde". Por prejudicial entenda-se não só o fato de a doença ser a fonte de uma série de complicações orgânicas, como enfarte, alterações vasculares cerebrais e periféricas ou insuficiência renal. Também é responsável, principalmente entre pacientes que não utilizam a insulina, por estado de coma e morte. Existem três tipos de diabetes: o tipo 1, o tipo 2 e o diabetes gestacional. Cada um tem suas peculiaridades e precisa ser tratado com muita atenção. Veja o que você precisa saber sobre eles.


Como conseqüência, ocorre a hiperglicemia, ou seja, a elevação das taxas de glicose sanguínea, que é tremendamente prejudicial à saúde


O tipo 1

Esse diabetes é resultado da destruição - por engano - de células produtoras de insulina, em uma espécie de resposta auto-imune. Isso ocorre porque o organismo acha que elas são corpos estranhos. Mas esta não é uma reação exclusiva do diabetes, pois acontece também em doenças da tireóide, lúpus e esclerose múltipla, por exemplo. Embora os pesquisadores ainda não saibam porque isso ocorre, já foram identificados alguns dos fatores que colaboram no aparecimento da doença, como os anticorpos, os radicais livres presentes no ar poluído das grandes cidades, alguns tipos de vírus e, claro, a genética. Se você tem parentes próximos, como pais ou avós com diabetes, é uma séria candidata a apresentar a doença.

Para tratar o tipo 1, é preciso enfrentar aplicações diárias de insulina e adotar para o resto da vida a dupla dinâmica atividades físicas - alimentação saudável. É o médico quem determina a quantidade de insulina a ser aplicada, pois ela depende do índice glicêmico (de açúcar no sangue) do paciente. Enquanto isso, a dieta e os exercícios ajudam na redução dos níveis de açúcar, fazendo com que diminua também a necessidade de insulina. Ainda assim, é preciso fazer, em casa, a automonitorização, que consiste em testes rápidos de avaliação dos níveis de glicose no sangue e na urina.

O tipo 2

A hereditariedade tem forte papel no aparecimento desse tipo de diabetes, que costuma aparecer mais freqüentemente após os 40 anos. Mas a doença também tem um forte vínculo com a obesidade e o sedentarismo: entre 60% e 90% dos diabéticos, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes, é possível encontrar obesos. E esta é uma doença que acomete cerca de 8 a 10 vezes mais pessoas do que o diabetes tipo 1. No tipo 2, o que acontece é uma produção extra de insulina pelo pâncreas. E as células musculares e adiposas, que deveriam absorvê-la, não conseguem realizar o metabolismo da glicose que circula na corrente sangüínea.

Em geral, o tratamento se resume à combinação de exercícios e dieta equilibrada. Porém, algumas pessoas acabam precisando do tratamento com insulina e outros medicamentos orais. Para monitorar a doença, é preciso passar por uma avaliação médica a cada três ou quatro meses. O médico costuma recomendar a realização de alguns exames, que medem não só a glicose no sangue, como também os níveis de colesterol e triglicerídeos. Em casa, é feita a mesma automonitorização indicada ao tipo 1.







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