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As proteínas são nutrientes também muito presentes neste alimento, dependendo do tipo de feijão, sua quantidade pode variar entre 16% a 33%. Porém, sua biodisponibilidade, isto é, quantidade que será efetivamente aproveitada pelo organismo, é baixa, devido à pouca digestibilidade e por não conter todos os aminoácidos (unidade estrutural da proteína) em quantidades necessárias.
Conforme pesquisas sobre o assunto, as variedades carioca, preto, branco e rosa são as mais nutritivas, pois superam em 25% o teor protéico das demais variedades e em 300% o teor de cálcio de feijões similares.
Quanto ao perfil de sais minerais, o feijão é importante fonte de:
Ferro: Elemento que atua na formação das células vermelhas do sangue e no transporte de oxigênio para todas as células do organismo;
Fósforo: Presente em todas nas membranas das células, integra a estrutura dos ossos e dentes, entre outras funções importantes;
Magnésio: Além de estar envolvido na estrutura de ossos e dentes, ele também é importante no funcionamento do sistema nervoso e dos músculos;
Manganês: Elemento associado à formação de tecidos, crescimento e reprodução, além de participar do metabolismo dos carboidratos e lipídeos.
Em menor grau, o feijão apresenta zinco, cobre e cálcio. No entanto, conforme estudo citado anteriormente, as variedades carioca, preto e branco se revelaram mais nutritivas quanto aos teores de cálcio. Nutriente este que, além de sua função importante na constituição de dentes e ossos, é muito importante em uma série de papéis em nosso metabolismo, como a transmissão nervosa e regulação dos batimentos cardíacos.
Alguns elementos presentes no feijão podem afetar a biodisponibilidade do ferro e de outros minerais - são os chamados fatores anti-nutricionais presentes neste alimento, como os fitatos, polifenóis (taninos) e a própria fibra dietética. Por isso, o feijão deve ser embebido e cozido, pois o cozimento inativa estes compostos e as propriedades dos fitatos perdem sua capacidade de seqüestrar cálcio, ferro, magnésio e zinco.
O feijão é componente de uma combinação muito presente na mesa dos brasileiros, o famoso arroz e feijão. Esta dupla é infalível no quesito valor protéico, pois conforme citado anteriormente, o feijão é deficiente em um tipo de aminoácido, o qual é muito presente nos cereais levando a um balanço adequado de proteína. Essa combinação evita prejuízos alimentares e não exige o consumo constante de carnes.
Outra propriedade muito importante do feijão é a diminuição no desenvolvimento de doenças como o diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e até mesmo neoplasias. Isso se deve em grande parte às fibras dietéticas que atuam como fatores preventivos para hipertensão arterial e desordens intestinais, auxiliando ainda, na prevenção do câncer de cólon.
Portanto, é importante que tenhamos consciência de que temos ao nosso alcance um alimento muito nutritivo e que é importante que tenhamos ele presente em nosso prato no dia-a-dia.
Aline Petter Schneider é nutricionista clínica e personal diet. Coordenadora do Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS). Doutora em Ciências da Saúde(PUC-RS). Docente e Supervisora de Estágio do Curso de Nutrição do Centro Universitário Metodista IPA (RS).   Leia mais deste autor.
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