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Você já ouviu falar na glândula tireóide? Se você nem sequer sabia da sua existência, é melhor ficar alerta: diversas doenças podem alterar seu funcionamento e afetar diretamente a saúde, principalmente nas mulheres.
A tireóide é uma pequena glândula, situada na região do pescoço, medindo aproximadamente cinco centímetros de comprimento e pesando em torno de 20g. Apesar de pequenina, ela é poderosa: sob o estímulo do TSH (um hormônio produzido pela hipófise, outra glândula "pequena notável" localizada no sistema nervoso central), a tireóide é a responsável pela produção dos hormônios reguladores do nosso metabolismo - o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina) - ou seja, é ela que coloca a nossa máquina para funcionar!
As doenças da tireóide são muito comuns, principalmente entre as mulheres e podem provocar alterações no seu funcionamento, levando ao aumento (o hipertireoidismo), à diminuição (hipotireoidismo) ou, em alguns casos, à destruição e falência total da glândula. A deficiência na ingestão de alimentos ricos em iodo (presente nos peixes, por exemplo), doenças auto-imunes (como a doença de Graves e a de Hashimoto), os nódulos benignos e malignos da tireóide são exemplos de situações que podem afetar esse órgão.
Alguns sintomas podem sugerir a presença de alterações no funcionamento da tireóide: dificuldades para emagrecer, queda de cabelo, menstruações que atrasam com freqüência com aumento do fluxo e na duração do sangramento, infertilidade, cabelos e pele seca, unhas quebradiças, cansaço e sono excessivos podem ser indicativos do seu mau funcionamento. Por outro lado, a presença de tremores, fraqueza, diarréia, palpitações, ciclos menstruais mais curtos do que o habitual, nervosismo e aumento do apetite com perda de peso podem ser sinais de que a glândula está funcionando de forma exagerada.
O diagnóstico é bem simples e rápido, feito através da dosagem dos hormônios tireoidianos e do TSH no sangue. Eventualmente, uma ultra-sonografia da glândula pode ser necessária.
Devido ao grande número de mulheres que sofrem dessas alterações, está indicada a dosagem anual do TSH no sangue de mulheres acima dos 40 anos, mesmo sem apresentar sintomas.
Uma vez identificado o problema, o tratamento é direcionado para causa. O hipotireoidismo é usualmente tratado com a reposição dos hormônios tireoidianos, às vezes por toda a vida.
No hipertireoidismo são usados medicamentos para tentar frear esse funcionamento excessivo. Eventualmente, a retirada cirúrgica total da glândula ou de seus nódulos pode ser indicada. Em todos os casos, o acompanhamento médico é fundamental para controle do problema e ajuste das doses hormonais, quando necessário.
Por isso, se você apresentar alguns dos sintomas que mencionei acima procure ajuda do/a seu médico/a. É sempre melhor prevenir do que remediar!
Mariana Maldonado é ginecologista e obstetra, especialista em Sexologia e Homeopatia.  Leia mais deste autor.
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