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Contracepção
Os muitos métodos disponíveis provam: hoje, engravida quem quer
Por Laura Cavallieri • 22/06/2006
Com o surgimento da pílula anticoncepcional, em 1949, as mulheres conquistaram sua liberdade sexual. Se há cinco décadas o que se viu foi uma verdadeira revolução comportamental, o que se presencia hoje é uma mudança ainda maior: novos anticoncepcionais, com diferentes dosagens, hormônios e variadas formas de aplicação. São mais de 15 métodos contraceptivos, adaptáveis às necessidades de qualquer mulher. O que só reforça uma certeza: atualmente, só engravida quem quer.
Para escolher o melhor método, é fundamental consultar um ginecologista. Afinal, sua amiga pode ter usado e gostado, mas isso não quer dizer que vá funcionar bem para você. Dentre todos os métodos disponíveis, existem os hormonais (combinados ou de progesterona), os de barreira e os intra-uterinos. Entenda como cada um atua.
Métodos hormonais:
Existem os combinados (à base de progesterona e estrogênio) e os apenas de progesterona. Podem ser orais, injetáveis, adesivos, implantados sobre a pele, ou ainda inseridos diretamente na vagina, em forma de anéis.
Métodos hormonais combinados:
Oral: São as famosas pílulas, que funcionam por meio do bloqueio da ovulação. Normalmente, devem ser tomadas diariamente, durante 21 dias. No final da cartela, faz-se um intervalo de sete dias - quando vem a menstruação - antes de se começar a seguinte. Existe uma grande variedade de marcas no mercado, que diferem entre si na dosagem de cada um dos hormônios. "Antigamente, as pílulas eram muito fortes. Manchavam a pele, inchavam e podiam provocar tumores na mama e no endométrio. Hoje, contêm bem menos hormônios, mas continuam confiáveis na prevenção da gravidez", explica Dr. Amaury Mendes Júnior, ginecologista e obstetra.
Recentemente surgiram novos tipos de pílula: as antiandrogênicas e as de diferentes combinações hormonais na mesma cartela. "As antiandrogênicas reduzem a ação dos hormônios masculinos. É o caso da Yasmin e da Diane, indicadas para mulheres que têm ovários policísticos, irsutismo ou acne. Mas essas pílulas são caras e podem provocar diminuição da libido", avisa Dr. Amaury.
Já a de diferentes combinações hormonais visa tratar a queda hormonal causada pela pausa da pílula de 21 dias. O ginecologista Eliano Pellini, coordenador do Centro de Atenção à Saúde da Mulher de São Bernardo do Campo, explica: "O mercado mudou muito nos últimos dez anos. Hoje, a cliente é individualizada, pois as pílulas têm outros objetivos que vão além de evitar uma gravidez. A Mercilon Conti, por exemplo, é uma cartela de 28 comprimidos. Os 21 primeiros são combinados, iguais aos das outras pílulas. Depois, vêm dois comprimidos de placebo, para que a mulher menstrue normalmente. Os cinco últimos são apenas de estrogênio, em baixa dosagem. O estrogênio dá um apoio hormonal à mulher, diminuindo a TPM, a depressão pós-menstrual, cólicas e a sensibilidade mamária. Além disso, por não ter pausa, evita esquecimentos".
Para escolher o melhor método, é fundamental consultar um ginecologista. Afinal, sua amiga pode ter usado e gostado, mas isso não quer dizer que vá funcionar bem para você. Dentre todos os métodos disponíveis, existem os hormonais (combinados ou de progesterona), os de barreira e os intra-uterinos. Entenda como cada um atua.
Métodos hormonais:
Existem os combinados (à base de progesterona e estrogênio) e os apenas de progesterona. Podem ser orais, injetáveis, adesivos, implantados sobre a pele, ou ainda inseridos diretamente na vagina, em forma de anéis.
Antigamente, as pílulas eram muito fortes. Manchavam a pele, inchavam e podiam provocar tumores na mama e no endométrio. Hoje, contêm bem menos hormônios, mas continuam confiáveis na prevenção da gravidez
Métodos hormonais combinados:
Oral: São as famosas pílulas, que funcionam por meio do bloqueio da ovulação. Normalmente, devem ser tomadas diariamente, durante 21 dias. No final da cartela, faz-se um intervalo de sete dias - quando vem a menstruação - antes de se começar a seguinte. Existe uma grande variedade de marcas no mercado, que diferem entre si na dosagem de cada um dos hormônios. "Antigamente, as pílulas eram muito fortes. Manchavam a pele, inchavam e podiam provocar tumores na mama e no endométrio. Hoje, contêm bem menos hormônios, mas continuam confiáveis na prevenção da gravidez", explica Dr. Amaury Mendes Júnior, ginecologista e obstetra.
Recentemente surgiram novos tipos de pílula: as antiandrogênicas e as de diferentes combinações hormonais na mesma cartela. "As antiandrogênicas reduzem a ação dos hormônios masculinos. É o caso da Yasmin e da Diane, indicadas para mulheres que têm ovários policísticos, irsutismo ou acne. Mas essas pílulas são caras e podem provocar diminuição da libido", avisa Dr. Amaury.
Já a de diferentes combinações hormonais visa tratar a queda hormonal causada pela pausa da pílula de 21 dias. O ginecologista Eliano Pellini, coordenador do Centro de Atenção à Saúde da Mulher de São Bernardo do Campo, explica: "O mercado mudou muito nos últimos dez anos. Hoje, a cliente é individualizada, pois as pílulas têm outros objetivos que vão além de evitar uma gravidez. A Mercilon Conti, por exemplo, é uma cartela de 28 comprimidos. Os 21 primeiros são combinados, iguais aos das outras pílulas. Depois, vêm dois comprimidos de placebo, para que a mulher menstrue normalmente. Os cinco últimos são apenas de estrogênio, em baixa dosagem. O estrogênio dá um apoio hormonal à mulher, diminuindo a TPM, a depressão pós-menstrual, cólicas e a sensibilidade mamária. Além disso, por não ter pausa, evita esquecimentos".
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