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É, meninas. O tempo está esquentando novamente, preparando a chegada do verão. Calor, praia ou piscina, muito sol, aquela malhação que você intensificou para ficar "sarada" e caprichar no biquíni. Isso tudo parece familiar?
Nessa época de sol e muito calor, o aumento do movimento na praia, piscina e academias é diretamente proporcional à freqüência no consultório do ginecologista. Por uma razão bem simples: cresce muito o número de mulheres com inflamações, corrimentos e coceiras vaginais, causada por um fungo bem conhecido por todas nós: a cândida!
Dá-se o nome de candidíase à inflamação causada pela cândida, esse fungo que faz parte da flora vaginal de toda e qualquer mulher jovem e saudável. Em situações normais, a cândida, a gardnerella, a flora mista e inúmeros outros microorganismos convivem pacificamente com as bactérias, que são como verdadeiros "soldados de defesa" da vagina: os bacilos de Doderlein ou lactobacilos vaginallis.
Existem situações específicas que podem desencadear o "ataque" da cândida: doenças como o diabetes, AIDS, estresse intenso, uso de medicamentos, gravidez e outras condições que abaixam a imunidade, vestuário e higiene íntima inadequados e a atividade sexual sem o uso da camisinha são alguns exemplos. Com o ambiente mais úmido e quente do que normalmente, a cândida se fortalece e aumenta em número, rompendo esse delicado equilíbrio com as nossas defesas e provocando inflamação, até que o equilíbrio novamente se restabeleça, na maioria das vezes com a ajuda de medicamentos prescritos pelo médico. Pode não ser muito animador, mas aproximadamente 75% das mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase ao longo de toda a vida!
Em menos de 10% dos casos, a cândida pode acabar virando um verdadeiro tormento devido ao aumento na freqüência dos seus ataques: é a chamada candidíase de repetição, quando a mulher tem mais de quatro episódios diagnosticados de candidíase por ano. Esses casos são mais delicados e necessitam de uma investigação mais profunda e até mesmo o tratamento do parceiro sexual, quando indicado.
Então, que cuidados devem ser tomados para evitar a candidíase? Aí vão algumas dicas preciosas para quem quer evitar esse "tormento de verão": usar sempre roupas frescas e leves; fazer a higiene íntima com produtos adequados e próprios para a região; dar preferência para as calcinhas de algodão, evitar o uso dos protetores diários e roupas úmidas por muito tempo, como biquínis, malhas de ginástica etc. Lembre-se: os fungos adoram ambientes úmidos e quentes. Quanto mais, melhor para eles e pior para você!
Mariana Maldonado é ginecologista e obstetra, especialista em Sexologia e Homeopatia.  Leia mais deste autor.
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